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20 de dezembro de 2006

REPORTAGEM DE CAPA

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MEMÓRIA

Elas merecem

Livro de arte destaca brasileiras do século XX

 
Fotos Carlos Moscovics/Acervo Instituto Moreira Salles; Acervo Funarte e Associação Cultural O Mundo de Lygia Clark
Retratos femininos: cinco modelos da alta-costura dos anos 1950 na sacada do Copacabana Palace (no alto); a vedete Virginia Lane (abaixo, à esq.); e a artista Lygia Clark em seu ateliê (à dir)

Uma altiva Bertha Lutz, pioneira das lutas feministas no país, faz um comício em pleno Morro de São Carlos. Quatro moças flanam pelo centro da cidade – cena rara no começo do século passado –, todas com chapéu, sapatilhas pretas, leque e lencinho nas roupas. Um quinteto de mulheres posa na sacada do Copacabana Palace com vestidos rabo-de-peixe e rodados. As descrições são de três das 166 imagens de Século XX – A Mulher Conquista o Brasil, o novo livro de arte da Aprazível Edições (204 páginas, R$ 150,00). Como nas obras anteriores da editora, sobre o teatro, o futebol, a música e a fotografia de José Medeiros, o jornalista Leonel Kaz e sua equipe pesquisaram mais de cinqüenta acervos particulares e públicos. De lá pinçaram fotos de autores como Marcel Gautherot, Adenor Gondim e Peter Scheier, entre outros. De poses ou flagrantes, elas retratam mulheres de variadas idades e perfis: famosas, anônimas, religiosas, artistas, políticas e estudantes. "Quem me sugeriu o tema foi Luiz Carlos Trabuco", diz o editor Leonel, referindo-se ao presidente da empresa patrocinadora do livro, que tem ainda textos da escritora Nélida Piñon, da filósofa Marilena Chaui e da feminista Schuma Schumaher. O lançamento será na terça (19) no Copacabana Palace, que terá painéis de 4 por 2,5 metros, concerto de quarteto de cordas, show com músicas de nomes femininos e exibição de vídeos.


Augusto Malta/Acervo Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro
O quarteto de senhoritas flana com elegância pelo centro da cidade no começo do século passado: cena rara

Claus Meyer/Agência Tyba
Pioneiras: a artista plástica inglesa Margareth Mee pinta a flora do Jardim Botânico; a líder feminista Bertha Lutz faz um comício no Rio em 1934 (abaixo)
Augusto Malta/Acervo Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro
     
   

 

 
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