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GASTRONOMIA Ilustre
convidada Rabanada,
um símbolo do Natal e suas versões
Fernanda Thedim
Na França, onde já era conhecida no século XIV, ela atende
pelo nome de pain perdue, ou pão perdido, pois nasceu do reaproveitamento
do pão velho. Os ingleses, que costumam incluí-la no menu matinal,
chamam-na de poor knights of Windsor e os americanos, de french toast. Ao sul
de Portugal, o prato feito com fatias de pão envelhecido, mergulhadas em
ovos batidos, fritas até ficarem douradas e, então, polvilhadas
com açúcar e canela, ganha o apelido de fatia dourada ou fatia-de-parida.
Ao norte, a mesma fórmula é conhecida como rabanada. Sua nacionalidade
é altamente discutível, mas o fato é que o costume de preparar
a sobremesa no Natal desembarcou no Brasil junto com os portugueses e se tornou
uma tradição das festas de fim de ano. Pela cidade é possível
esbarrar com as mais variadas interpretações do doce. Há
versões banhadas no leite de vaca, no de coco a fórmula que
o escritor Jorge Amado preferia e no vinho; diet e vegetariana; feitas
com o pão tradicional, brioche ou panetone; servidas com calda de mel e
amêndoas ou de chocolate; na forma de torta e sorvete. Veja, abaixo, dez
lugares onde encontrar o produto, um dos símbolos da ceia natalina. |