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20 de dezembro de 2006

REPORTAGEM DE CAPA

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Ilustre convidada

Rabanada, um símbolo
do Natal e suas versões

Fernanda Thedim

Na França, onde já era conhecida no século XIV, ela atende pelo nome de pain perdue, ou pão perdido, pois nasceu do reaproveitamento do pão velho. Os ingleses, que costumam incluí-la no menu matinal, chamam-na de poor knights of Windsor e os americanos, de french toast. Ao sul de Portugal, o prato feito com fatias de pão envelhecido, mergulhadas em ovos batidos, fritas até ficarem douradas e, então, polvilhadas com açúcar e canela, ganha o apelido de fatia dourada ou fatia-de-parida. Ao norte, a mesma fórmula é conhecida como rabanada. Sua nacionalidade é altamente discutível, mas o fato é que o costume de preparar a sobremesa no Natal desembarcou no Brasil junto com os portugueses e se tornou uma tradição das festas de fim de ano. Pela cidade é possível esbarrar com as mais variadas interpretações do doce. Há versões banhadas no leite de vaca, no de coco – a fórmula que o escritor Jorge Amado preferia – e no vinho; diet e vegetariana; feitas com o pão tradicional, brioche ou panetone; servidas com calda de mel e amêndoas ou de chocolate; na forma de torta e sorvete. Veja, abaixo, dez lugares onde encontrar o produto, um dos símbolos da ceia natalina.

     
 




Fotos André Valetim/Strana
   

 

 
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