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20 de dezembro de 2006

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Dez perguntas para...

...Renato Aragão

Rogério Durst

Ricardo Fasanello/Strana


Didi Mocó é o adorável trapalhão que fez história no humor de TV e ainda hoje anima as manhãs de domingo da Globo. Didi, só, é também protagonista de alguns dos maiores sucessos de bilheteria do país. Já Renato Aragão é um bem-sucedido produtor, roteirista e astro de cinema, e pai atencioso de Livian, de 7 anos. Ele falou a
Veja Rio sobre cinema, família e Rio, às vésperas da estréia, na sexta (22), de O Cavaleiro Didi e a Princesa Lili, em que estrela ao lado da filha.

1. Quanto tempo o senhor tem de Rio?
Cheguei do Ceará em 1964 e não saí mais. Numa época em que trabalhei em São Paulo, fazendo Os Legionários e Os Insociáveis, na Record, era ponte aérea direto.

2. E qual sua opinião sobre a cidade?
Falar do Rio é covardia. É a cidade mais bonita que conheço, e olha que eu já viajei muito. Onde mais tem uma floresta na cidade?

3. É fácil viver aqui?
No Rio as pessoas sabem que o artista está ao alcance da mão, o público está acostumado. Você pode andar tranqüilo. Em nenhuma outra cidade do Brasil é assim.

4. Você ainda circula pela cidade?
Vou ao cinema e a restaurantes sem problemas. Shopping é mais complicado, pois tem muita gente. É uma roleta-russa, não se sabe o que vai acontecer.

5. Quando se mudou para o Recreio?
Há três anos. Achei que ia ficar em Vargem Grande até morrer. Aí minha filha entrou na idade de brincar e o lugar era isolado. Aqui ela sai a pé, brinca na rua.

6. E o problema da violência?
Todo mundo se preocupa com segurança, mas ficar trancado não é a solução. Isso de se sitiar é um erro nosso, das pessoas de poder aquisitivo mais alto.

7. Qual a solução?
Tem gente demais por aí sem emprego, educação, qualidade de vida. As pessoas precisam é de cidadania. Eu me preocupo muito com isso. Não falo tanto quanto deveria porque ficam me achando chato.

8. E o cinema?
É a minha paixão. Fico feliz com a atual fase do cinema nacional, de qualidade. Já passamos por muitas crises brabas. Épocas em que eu era praticamente a única pessoa filmando no Brasil.

9. Vale a pena?
Desde que voltei a filmar, em 1997, as coisas vão bem. Mas nunca vamos ter as grandes bilheterias dos anos 1970/1980, quando cinema era diversão popular e o ingresso custava 2 reais.

10. E a Livian, vai seguir carreira?
Ela estudou no Nós do Morro e se esforçou muito. Um dia me mostrou: "Papai, já sei chorar". E, claro, eu me derreti e comecei a chorar também.

     
   

 

 
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