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DEZ PERGUNTAS Dez
perguntas para... ...Renato
Aragão Rogério
Durst
Ricardo
Fasanello/Strana  |
Didi
Mocó é o adorável trapalhão que fez história
no humor de TV e ainda hoje anima as manhãs de domingo da Globo. Didi,
só, é também protagonista de alguns dos maiores sucessos
de bilheteria do país. Já Renato Aragão é um bem-sucedido
produtor, roteirista e astro de cinema, e pai atencioso de Livian, de 7 anos.
Ele falou a Veja Rio sobre cinema, família
e Rio, às vésperas da estréia, na sexta (22), de O Cavaleiro
Didi e a Princesa Lili, em que estrela ao lado da filha.
1.
Quanto tempo o senhor tem de Rio? Cheguei do Ceará em 1964 e
não saí mais. Numa época em que trabalhei em São Paulo,
fazendo Os Legionários e Os Insociáveis, na Record,
era ponte aérea direto. 2.
E qual sua opinião sobre a cidade? Falar do Rio é
covardia. É a cidade mais bonita que conheço, e olha que eu já
viajei muito. Onde mais tem uma floresta na cidade? 3.
É fácil viver aqui? No Rio as pessoas sabem que o artista
está ao alcance da mão, o público está acostumado.
Você pode andar tranqüilo. Em nenhuma outra cidade do Brasil é
assim. 4.
Você ainda circula pela cidade? Vou ao cinema e a restaurantes
sem problemas. Shopping é mais complicado, pois tem muita gente. É
uma roleta-russa, não se sabe o que vai acontecer. 5.
Quando se mudou para o Recreio? Há três anos. Achei que
ia ficar em Vargem Grande até morrer. Aí minha filha entrou na idade
de brincar e o lugar era isolado. Aqui ela sai a pé, brinca na rua. 6.
E o problema da violência? Todo mundo se preocupa com segurança,
mas ficar trancado não é a solução. Isso de se sitiar
é um erro nosso, das pessoas de poder aquisitivo mais alto. 7.
Qual a solução? Tem gente demais por aí
sem emprego, educação, qualidade de vida. As pessoas precisam é
de cidadania. Eu me preocupo muito com isso. Não falo tanto quanto deveria
porque ficam me achando chato. 8.
E o cinema? É a minha paixão. Fico feliz com a atual
fase do cinema nacional, de qualidade. Já passamos por muitas crises brabas.
Épocas em que eu era praticamente a única pessoa filmando no Brasil.
9. Vale
a pena? Desde que voltei a filmar, em 1997, as coisas vão bem.
Mas nunca vamos ter as grandes bilheterias dos anos 1970/1980, quando cinema era
diversão popular e o ingresso custava 2 reais. 10.
E a Livian, vai seguir carreira? Ela estudou no Nós do Morro
e se esforçou muito. Um dia me mostrou: "Papai, já sei chorar".
E, claro, eu me derreti e comecei a chorar também. |