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GASTRONOMIA
Doces tentações Botecos investem em sobremesas elaboradas
Gustavo Autran
André Nazareth/Strana
 | Sorvete
calibrado: servido com pinga no Cachaça Esporte Clube
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Sobremesas
nunca foram o forte dos antigos botequins talvez pela pouca afinidade dessas
delícias com bebidas alcoólicas em geral. As opções
açucaradas se resumiam a frutas da estação, doces caseiros,
compotas, romeu-e-julieta e bolas de sorvete Kibon. Com a multiplicação
dos chamados botequins arrumadinhos na cidade, o cardápio de sobremesas
cresceu e se sofisticou. Hoje não é difícil encontrar barzinhos
que servem receitas tradicionais francesas, como suflê de chocolate e petit
gâteau, ou novidades exclusivas criadas por chefs talentosos como
os charutos de chocolate recheados com castanha-de-caju, oferecidos com sorvete
de creme (R$ 13,60), do Da Graça, no Jardim Botânico (
2249-5484). Para o cardápio do Metido a Besta ( .2491-0667),
no Itanhangá, a chef Maria de Lourdes da Silva criou mais nove sobremesas.
Uma delas é a tapioca recheada com cocada de ovo caipira e baba-de-moça
(R$ 8,50). A variedade é um verdadeiro parque de diversões para
os clientes. "Compramos em média 40 quilos de açúcar por
mês só para o preparo das sobremesas", contabiliza Rosana Miquelotti,
uma das sócias da casa.
Dilmar Cavalher/Strana
 | Tapioca
no capricho: recheada com cocada e baba-de-moça no Metido a Besta
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A
Cachaça Esporte Clube (
2242-4580), na Lapa, calibrou suas sobremesas com álcool. Os sorvetes são
servidos em taças, sobre doses de aguardente artesanal (R$ 4,20). Já
o pudim de cachaça (R$ 4,20) é feito com duas doses da pinga mineira
Boazinha. "A receita original levava suco, mas resolvemos adaptar para ter mais
a ver com a proposta da cachaçaria", explica Roberta Guimarães,
uma das donas do bar. De olho na saúde de sua clientela, a rede de botequins
Devassa (
2259-8271) utiliza apenas açúcar demerara (tipo intermediário
de açúcar, entre o refinado e o mascavo) em suas guloseimas, como
o suflê de chocolate com calda de chocolate quente e sorvete de creme (R$
9,50). "É ótimo para reequilibrar a taxa de glicose", diz Otto Borges,
gerente de alimentos e bebidas da rede. As receitas caseiras também têm
seu lugar. O Botequim do Souza ( .2508-9174),
em Santa Teresa, serve um arroz-doce que tem história. "A receita é
da minha avó paterna e demora quatro horas para ficar pronta", conta Ana
Castilho, proprietária da cachaçaria. |