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20 de setembro de 2006

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GASTRONOMIA

Doces tentações

Botecos investem em sobremesas elaboradas

Gustavo Autran

 
André Nazareth/Strana

Sorvete calibrado: servido com pinga no Cachaça Esporte Clube

Sobremesas nunca foram o forte dos antigos botequins – talvez pela pouca afinidade dessas delícias com bebidas alcoólicas em geral. As opções açucaradas se resumiam a frutas da estação, doces caseiros, compotas, romeu-e-julieta e bolas de sorvete Kibon. Com a multiplicação dos chamados botequins arrumadinhos na cidade, o cardápio de sobremesas cresceu e se sofisticou. Hoje não é difícil encontrar barzinhos que servem receitas tradicionais francesas, como suflê de chocolate e petit gâteau, ou novidades exclusivas criadas por chefs talentosos – como os charutos de chocolate recheados com castanha-de-caju, oferecidos com sorvete de creme (R$ 13,60), do Da Graça, no Jardim Botânico ( 2249-5484). Para o cardápio do Metido a Besta (.2491-0667), no Itanhangá, a chef Maria de Lourdes da Silva criou mais nove sobremesas. Uma delas é a tapioca recheada com cocada de ovo caipira e baba-de-moça (R$ 8,50). A variedade é um verdadeiro parque de diversões para os clientes. "Compramos em média 40 quilos de açúcar por mês só para o preparo das sobremesas", contabiliza Rosana Miquelotti, uma das sócias da casa.

 
Dilmar Cavalher/Strana

Tapioca no capricho: recheada com cocada e baba-de-moça no Metido a Besta

A Cachaça Esporte Clube ( 2242-4580), na Lapa, calibrou suas sobremesas com álcool. Os sorvetes são servidos em taças, sobre doses de aguardente artesanal (R$ 4,20). Já o pudim de cachaça (R$ 4,20) é feito com duas doses da pinga mineira Boazinha. "A receita original levava suco, mas resolvemos adaptar para ter mais a ver com a proposta da cachaçaria", explica Roberta Guimarães, uma das donas do bar. De olho na saúde de sua clientela, a rede de botequins Devassa ( 2259-8271) utiliza apenas açúcar demerara (tipo intermediário de açúcar, entre o refinado e o mascavo) em suas guloseimas, como o suflê de chocolate com calda de chocolate quente e sorvete de creme (R$ 9,50). "É ótimo para reequilibrar a taxa de glicose", diz Otto Borges, gerente de alimentos e bebidas da rede. As receitas caseiras também têm seu lugar. O Botequim do Souza (.2508-9174), em Santa Teresa, serve um arroz-doce que tem história. "A receita é da minha avó paterna e demora quatro horas para ficar pronta", conta Ana Castilho, proprietária da cachaçaria.

 

     
   

 

 
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