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20 de junho de 2007

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A OPINIÃO DO LEITOR
CRÔNICA
   

A OPINIÃO DO LEITOR

"A reportagem 'À sombra da Rocinha' (13 de junho) retrata de forma fidedigna a realidade de nossa sitiada cidade. Vivemos um pesadelo que foge ao controle das autoridades. O que paira sobre o Rio são incerteza, insegurança e instabilidade, que, representadas por um bairro, denunciam o que ocorre em todos os outros."
Elisabeth Freitas


São Conrado

Fico triste ao constatar que parece não existir nenhuma iniciativa no sentido de reverter a situação tão bem descrita na reportagem "À sombra da Rocinha" (13 de junho). Em vez de se lamuriarem, as associações de moradores poderiam agir. Na Europa, muitos lugares históricos e pitorescos nada mais são que "favelas" recuperadas, seguras e civilizadas. Sejam as ilhas gregas, como Santorini e Rhodes, sejam os povoados do Algarve, Rocamadour, na França, Capri e a Costa Amalfitana, na Itália, as cavernas das ciganas em Granada, na Espanha. Tudo virou zona turística, com boa qualidade de vida. Por que não fazemos algo equivalente em nosso belíssimo Rio de Janeiro?
Stefan Barczinski

A Associação dos Moradores e Amigos de São Conrado (Amasco) quer deixar patente sua indignação com a capa da edição de Veja Rio ("São Conrado sitiado"). Manchetes mais adequadas seriam "São Conrado, o bairro com o menor índice de violência da cidade" ou "São Conrado, um bairro em paz com as comunidades vizinhas". Sempre repetimos que o bairro é o mais seguro do Rio. Não temos gangue da bicicleta, da motocicleta, arrastão na praia, assalto em sinal de trânsito, assassinatos. O bairro é cercado por montanhas, tem a praia mais bonita do Rio, o campo de golfe mais charmoso, o melhor hotel da cidade. Nossos problemas são ínfimos se levarmos em consideração todas as belezas naturais e a integração com as comunidades vizinhas, onde temos e fazemos muitos amigos.
José Britz
Presidente da Amasco

Mais um dia tranqüilo se passou. Crianças na escola, obrigações cumpridas. Não pude buscá-las, mas não há problema, a babá as busca a pé. Que tranqüilidade! Fui ao mercado, encontrei amigos. Às 20 horas fui correr na praia. A brisa do mar e o ar das montanhas ajudam a tornar a corrida completa. No finalzinho da praia, breu e segurança total, que lindas as estrelas no céu! Terminado o percurso, lá pelas 21 horas, voltei passando pelo shopping. Agora, vendo o mar e a montanha de minha casa, penso: "Que privilégio morar sitiada nesse oásis chamado São Conrado".
Yael Casoni

Moro em São Conrado há mais de dez anos e não tenho o menor receio de passear pela nossa orla, ao contrário do que acontece em outras praias da cidade. Também não sei de onde tiraram a informação de que o condomínio Village foi alvejado por tiros durante os distúrbios de 2004. Não consigo atinar o porquê dessa má vontade com o meu bairro. Teria sido mais producente se a revista protestasse contra o fechamento dos cinemas do Fashion Mall, o terrível trânsito da região e outros problemas que afligem não apenas São Conrado mas toda a área da Barra, Recreio, Jacarepaguá e vizinhanças.
Luiz Felipe Lopes de Sousa

A filha do senhor prefeito deve viver em outro planeta. Ela deve achar que se criou um fantasma em torno do Complexo do Alemão, do Chapéu Mangueira e de tantos outros bairros do nosso sofrido município. É tudo um "problema pontual". Ela também deve achar, como seu pai, que temos praias, ruas e praças mais limpas e seguras do que as da Europa.
Marcelo de Almeida Valice

 

Cedae

Parabéns a Veja Rio pela excelente entrevista com o atual presidente da Cedae, o engenheiro Wagner Victer ("Tirando água da pedra", 13 de junho). Além de competente, ele se mostra bem-humorado e de extremo bom gosto por torcer pelo Fluminense. Quem sabe um dia se candidate a presidente do clube e possa torná-lo ainda maior do que é?
Dauro Trindade Noronha

Lamentável o espaço dedicado ao novo presidente da velha Cedae, Wagner Victer, notório exibicionista que faz de tudo para esconder que foi secretário de Energia nos governos Garotinho e Rosinha. Fanfarrão, usa sempre uma fantasia de operário para ser fotografado e filmado, um desprezível arroz-de-festa que ainda consegue enganar meia dúzia de tolos.
Antonio Salgado

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