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A OPINIÃO DO LEITOR
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"A
reportagem 'À sombra da Rocinha' (13 de junho) retrata
de forma fidedigna a realidade de nossa sitiada cidade. Vivemos
um pesadelo que foge ao controle das autoridades. O que paira
sobre o Rio são incerteza, insegurança e instabilidade,
que, representadas por um bairro, denunciam o que ocorre em
todos os outros."
Elisabeth Freitas
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São Conrado
Fico triste ao constatar que
parece não existir nenhuma iniciativa no sentido de reverter
a situação tão bem descrita na reportagem "À
sombra da Rocinha" (13 de junho). Em vez de se lamuriarem, as associações
de moradores poderiam agir. Na Europa, muitos lugares históricos
e pitorescos nada mais são que "favelas" recuperadas, seguras
e civilizadas. Sejam as ilhas gregas, como Santorini e Rhodes, sejam
os povoados do Algarve, Rocamadour, na França, Capri e a
Costa Amalfitana, na Itália, as cavernas das ciganas em Granada,
na Espanha. Tudo virou zona turística, com boa qualidade
de vida. Por que não fazemos algo equivalente em nosso belíssimo
Rio de Janeiro?
Stefan Barczinski
A Associação dos
Moradores e Amigos de São Conrado (Amasco) quer deixar patente
sua indignação com a capa da edição
de Veja Rio ("São Conrado sitiado"). Manchetes mais
adequadas seriam "São Conrado, o bairro com o menor índice
de violência da cidade" ou "São Conrado, um bairro
em paz com as comunidades vizinhas". Sempre repetimos que o bairro
é o mais seguro do Rio. Não temos gangue da bicicleta,
da motocicleta, arrastão na praia, assalto em sinal de trânsito,
assassinatos. O bairro é cercado por montanhas, tem a praia
mais bonita do Rio, o campo de golfe mais charmoso, o melhor hotel
da cidade. Nossos problemas são ínfimos se levarmos
em consideração todas as belezas naturais e a integração
com as comunidades vizinhas, onde temos e fazemos muitos amigos.
José Britz
Presidente da Amasco
Mais um dia tranqüilo se
passou. Crianças na escola, obrigações cumpridas.
Não pude buscá-las, mas não há problema,
a babá as busca a pé. Que tranqüilidade! Fui
ao mercado, encontrei amigos. Às 20 horas fui correr na praia.
A brisa do mar e o ar das montanhas ajudam a tornar a corrida completa.
No finalzinho da praia, breu e segurança total, que lindas
as estrelas no céu! Terminado o percurso, lá pelas
21 horas, voltei passando pelo shopping. Agora, vendo o mar e a
montanha de minha casa, penso: "Que privilégio morar sitiada
nesse oásis chamado São Conrado".
Yael Casoni
Moro em São Conrado há
mais de dez anos e não tenho o menor receio de passear pela
nossa orla, ao contrário do que acontece em outras praias
da cidade. Também não sei de onde tiraram a informação
de que o condomínio Village foi alvejado por tiros durante
os distúrbios de 2004. Não consigo atinar o porquê
dessa má vontade com o meu bairro. Teria sido mais producente
se a revista protestasse contra o fechamento dos cinemas do Fashion
Mall, o terrível trânsito da região e outros
problemas que afligem não apenas São Conrado mas toda
a área da Barra, Recreio, Jacarepaguá e vizinhanças.
Luiz Felipe Lopes de Sousa
A filha do senhor prefeito deve
viver em outro planeta. Ela deve achar que se criou um fantasma
em torno do Complexo do Alemão, do Chapéu Mangueira
e de tantos outros bairros do nosso sofrido município. É
tudo um "problema pontual". Ela também deve achar, como seu
pai, que temos praias, ruas e praças mais limpas e seguras
do que as da Europa.
Marcelo de Almeida Valice
Cedae
Parabéns a Veja Rio
pela excelente entrevista com o atual presidente da Cedae, o engenheiro
Wagner Victer ("Tirando água da pedra", 13 de junho). Além
de competente, ele se mostra bem-humorado e de extremo bom gosto
por torcer pelo Fluminense. Quem sabe um dia se candidate a presidente
do clube e possa torná-lo ainda maior do que é?
Dauro Trindade Noronha
Lamentável o espaço
dedicado ao novo presidente da velha Cedae, Wagner Victer, notório
exibicionista que faz de tudo para esconder que foi secretário
de Energia nos governos Garotinho e Rosinha. Fanfarrão, usa
sempre uma fantasia de operário para ser fotografado e filmado,
um desprezível arroz-de-festa que ainda consegue enganar
meia dúzia de tolos.
Antonio Salgado
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