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20 de junho de 2007

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Renascido das cinzas

O Cine Veneza reabre como
palco de espetáculos

Lívia de Almeida

Felipe Varanda/Strana
Cinelli e a nova casa: os ingressos serão mais caros do que a média

Nos idos de 1971, as filas para assistir a Love Story se estendiam pelas calçadas da Avenida Pasteur, em Botafogo. A cena se repetia na exibição de filmes como Tommy, Hair e Platoon. Naquela época, o Cine Veneza era cult e passavam por suas bilheterias, em média, 15 000 espectadores por mês. Com o tempo, porém, a sala entrou em decadência. Acabaria fechando no início da década de 90. Das lojas que funcionavam na galeria onde ficava o cinema, só restaram uma de artigos de pesca, um chaveiro e um botequim. Boa notícia: a partir de julho a paisagem vai mudar. A galeria ganha um projeto de iluminação, pintura e um tapete vermelho que conduz ao novo Espaço Veneza, casa de shows com 500 lugares distribuídos entre mesas e camarotes semiprivês. "Vai ser um lugar classe AAA, com programação e serviço como não existem na cidade", anuncia o empresário José Carlos Cinelli, que arrendou o antigo cinema em abril. "Por isso os ingressos vão custar pelo menos o dobro do que custam em outras casas em funcionamento na cidade." Para a inauguração, está programado o espetáculo Viva Brasil, com 65 bailarinos da companhia de dança Jaime Arôxa contando a história do Brasil em ritmo de frevo, samba e forró. Cinelli promete shows de jazz, blues e MPB.

A renovação do imóvel, com 2 000 metros quadrados, saiu por 3 milhões de reais e incluiu, de quebra, o aluguel e a reforma de sete lojas da galeria comercial, que servirão para a administração, a bilheteria e o restaurante. Antigo problema do Veneza, o estacionamento agora terá serviço de valet parking: os carros serão guardados em duas áreas nas imediações. Desde seu fechamento, o salão do Veneza abrigou cultos, shows de música gospel e bingo. Foi usado também como sala de ensaios para espetáculos teatrais de nomes como Claudio Botelho e Miguel Falabella, e até para a Orquestra Sinfônica Brasileira. Que o próximo capítulo da história do Veneza devolva à casa o lugar especial que já ocupou na vida carioca.

         
     

 

 
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