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ENTRETENIMENTO
Renascido das cinzas
O Cine Veneza reabre como
palco de espetáculos
Lívia de Almeida
Felipe Varanda/Strana
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| Cinelli e a nova casa: os ingressos serão
mais caros do que a média |
Nos idos de
1971, as filas para assistir a Love Story se estendiam pelas
calçadas da Avenida Pasteur, em Botafogo. A cena se repetia
na exibição de filmes como Tommy, Hair e
Platoon. Naquela época, o Cine Veneza era cult e passavam
por suas bilheterias, em média, 15 000 espectadores por mês.
Com o tempo, porém, a sala entrou em decadência. Acabaria
fechando no início da década de 90. Das lojas que
funcionavam na galeria onde ficava o cinema, só restaram
uma de artigos de pesca, um chaveiro e um botequim. Boa notícia:
a partir de julho a paisagem vai mudar. A galeria ganha um projeto
de iluminação, pintura e um tapete vermelho que conduz
ao novo Espaço Veneza, casa de shows com 500 lugares distribuídos
entre mesas e camarotes semiprivês. "Vai ser um lugar classe
AAA, com programação e serviço como não
existem na cidade", anuncia o empresário José Carlos
Cinelli, que arrendou o antigo cinema em abril. "Por isso os ingressos
vão custar pelo menos o dobro do que custam em outras casas
em funcionamento na cidade." Para a inauguração, está
programado o espetáculo Viva Brasil, com 65 bailarinos
da companhia de dança Jaime Arôxa contando a história
do Brasil em ritmo de frevo, samba e forró. Cinelli promete
shows de jazz, blues e MPB.
A renovação do
imóvel, com 2 000 metros quadrados, saiu por 3 milhões
de reais e incluiu, de quebra, o aluguel e a reforma de sete lojas
da galeria comercial, que servirão para a administração,
a bilheteria e o restaurante. Antigo problema do Veneza, o estacionamento
agora terá serviço de valet parking: os carros serão
guardados em duas áreas nas imediações. Desde
seu fechamento, o salão do Veneza abrigou cultos, shows de
música gospel e bingo. Foi usado também como sala
de ensaios para espetáculos teatrais de nomes como Claudio
Botelho e Miguel Falabella, e até para a Orquestra Sinfônica
Brasileira. Que o próximo capítulo da história
do Veneza devolva à casa o lugar especial que já ocupou
na vida carioca.
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