POP NACIONAL

 

Fotos divulgação
A. Sant'Anna
A. Sant
A. Sant
A. Sant
Carlos Marchand

O Canecão vai experimentar nesta semana um sistema de rodízio de estrelas. De segunda (18) a quarta, circulam pela casa de espetáculos pelo menos um peso-pesado da música popular e ícones do pop tupiniquim dos anos 80 e 90. Todos se apresentam em mais uma rodada do projeto MPBr, que reuniu, em maio, os baianos Gilberto Gil e Maria Bethânia. A maratona musical começa na segunda-feira com o The Silva's – formado pelo produtor Liminha na guitarra, pelo baterista João Barone (do Paralamas), pelo baixista Dé (ex-Barão Vermelho) e por Daniel Faria (guitarra). O repertório inspirado em temas de filmes e hits da surf music é um convite para a pista de dança. Por exemplo, temas de Batman e 007, entre outras séries. Frejat, Samuel Rosa e Branco Mello foram convocados para animar a noite. No dia seguinte, a voz personalíssima de Ed Motta ganha o reforço do compositor João Bosco, num repertório que deverá testar a capacidade de improvisação e a vocação jazzística dos dois músicos. A programação é encerrada pelo Cidade Negra, que volta a mostrar as músicas do CD Enquanto o Mundo Gira. O grupo divide o palco com um velho incentivador: o cantor Lulu Santos, que deverá fazer dois números-solo ao violão. Juntos, eles tocam, pelo menos, o hit Sábado à Noite. Os shows começam sempre às 19h.

 

ÓPERA


Cláudia Martins


A última vez que os cariocas viram uma ópera de Richard Wagner foi há mais de uma década. O Navio Fantasma, na polêmica versão de Gerald Thomas, subiu ao palco em 1987. Agora o Teatro Municipal traz à cena, a partir de sexta (22), Tannhäuser, obra da juventude de Wagner encenada no Rio pela última vez em 1953. A montagem, com direção cênica do cineasta alemão Werner Herzog, estreou em Sevilha, há três anos, depois de ter sido encomendada e cancelada pelo Teatro Municipal de São Paulo, em 1996. O elenco internacional inclui dois tenores wagnerianos, o alemão Wofgang Neumann e o finlandês Heikki Siukola, que dividem o papel do poeta Tannhäuser, e a soprano americana Cheryl Studer, uma legítima diva que se apresenta pela primeira vez por aqui. A visão de Herzog esbanja figurinos brancos e vaporosos e tem um cenário para os três atos. Apenas Vênus (Celine Imbert) veste vermelho.

 

PROGRAME-SE

EXPOSIÇÃO

O próximo pacotão de exposições do PAÇO IMPERIAL reúne onze individuais a partir de 3 de julho. Entre os artistas escolhidos estão Luiz Áquila, Nélson Augusto e Paulo Paes. O produtor de cinema Luiz Carlos Barreto comparece com uma contribuição dos tempos de fotógrafo: vai exibir as primorosas imagens que amealhou nos anos 50 e 60 e publicou no livro Passagem.

SHOW

FERNANDA ABREU exibe novo trabalho no Canecão no dia 29. O show é baseado no mais recente CD da cantora, Entidade Urbana. Sucessos da carreira dividem a cena com novidades, como Baile da Pesada.

TEATRO

Soraya Ravenle e Stella Miranda dividem a missão de encarnar a Pequena Notável no musical SOUTH AMERICAN WAY – A VIDA DE CARMEN MIRANDA. A peça, que estréia no Teatro Scala no dia 29, tem direção de Miguel Falabella e texto dele e de Maria Carmem Barbosa. O espetáculo reúne dezenove atores e utiliza 205 figurinos elaborados por Claudio Tovar. Ingressos entre R$ 20,00 e R$ 40,00.