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19 de setembro de 2007

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VEJA RIO RECOMENDA


SHOWS

Fotos Divulgação
A sempre em forma Paula: duas noites no Vivo Rio

Paula Toller. Com boa afinação e invejável forma física, a vocalista do Kid Abelha surpreendeu ao lançar seu primeiro CD-solo em 1998. Nove anos mais tarde, o impacto se repete com Sónós. O disco, que contou com colaboradores internacionais como os americanos Donavon Frankenreiter, Kevin Johansen e Jesse Harris (este, autor de Don't Know Why, hit de Norah Jones), inspira a primeira turnê da cantora sem os tradicionais companheiros de banda. Em duas noites no Vivo Rio, Paula Toller promete abrir o show com a bela balada ? (O q É q eu Sou), de Erasmo Carlos, tirada de Sónós (sim, o título é esse mesmo). Do primeiro álbum, vai desfiar Derretendo Satélites, Oito Anos e E o Mundo Não Se Acabou. Sucesso do Kid Abelha, Grand' Hotel ganhará versão para piano e voz.

 

A cantora: da Jamaica para o Canecão em produção requintada

Vanessa da Mata. Lançado em maio, Sim, o terceiro CD da cantora, é um projeto apurado. Produzido por Mario Caldato e Kassin, gravado em parte na Jamaica, contou com a participação de dois pilares do reggae, Sly Dunbar e Robbie Shakespeare, além do cantor Ben Harper. Em turnê, Vanessa mantém o elevado padrão que buscou no estúdio. Com cenário de Hélio Eichbauer e luz de Maneco Quinderé, ela defende o bom repertório amparada por um quinteto que traz o guitarrista Davi Moraes. O reggae Vermelho e a dançante Você Vai Me Destruir estão entre os destaques do disco transpostos para o palco. Dos trabalhos anteriores, foram escolhidas História de uma Gata, Não Me Deixe Só e o estouro Ai Ai Ai.

 

TEATRO

Marieta e Andréa: carpideiras contra a morte

As Centenárias. É uma delícia encontrar Marieta Severo e Andréa Beltrão transformadas em duas carpideiras do interior nordestino, carregadas de crenças e sotaque. Em cartaz no Teatro Poeira, a comédia inspirada de Newton Moreno, autor da incensada Agreste, está entre as peças mais divertidas da temporada. O humor franco que recheia a história da dupla de amigas disposta a driblar a morte é dotado de agilidade e espírito. Em grande forma, as atrizes dividem a cena com Sávio Moll, impecável na manipulação dos bonecos criados por Miguel Vellinho. Na direção, Aderbal Freire-Filho soube explorar bem o colorido e a ingenuidade dos cafundós do Brasil para oferecer um espetáculo coeso e sem deslizes. Inteligentes e funcionais, os figurinos de Samuel Abrantes merecem atenção especial, assim como a bela parede forrada de mamulengos confeccionados por Mestre Tonho e Ivete Dibo. Radiante, a comédia As Centenárias tem tudo para fazer longa carreira.

 

PARA AS CRIANÇAS

 
A Casa É o Corpo, de Lygia Clark: sucesso entre os pequenos

Tropicália – Uma Revolução na Cultura Brasileira (1967-1972). Alentada, a mostra mapeia a influência do movimento em variadas manifestações artísticas. Enquanto papais e mamães se detêm diante de quadros explicativos, a criançada se esbalda, transformando o espaço num imenso playground. Tropicália, de Hélio Oiticica, é um labirinto povoado por duas barulhentas araras. Roda dos Prazeres, de Lygia Pape, oferece sucos doces e coloridos. Criação de Lygia Clark, A Casa É o Corpo provoca filas de pequenos interessados em explorá-la. Até um herdeiro do tropicalismo, o artista Ernesto Neto, entra na dança com Do It. Don't Do It, instalação que lembra as piscinas de bolas típicas de casas de festa. Um programão – também para as crianças.

         
     

 

 
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