| |
| |  | |
CARNAVAL
Vista sua camisa
Começa a folia de blocos
e bandas cariocas
Fabio Brisolla e Gustavo Autran
Fotos André Valentim/Strana
 |
É bom
preparar o fôlego e a agenda, porque a festa vai começar.
A partir de sábado (22), o carioca põe seus blocos
e bandas na rua, numa pândega que se prolonga até o
domingo pós-Carnaval. Para facilitar as escolhas do folião,
Veja Rio pinçou alguns blocos, que estão na
lista abaixo. É vestir a camisa e sair por aí.
Banda da Barra. Domingo
(30), concentração a partir das 12h. Avenida Sernambetiba,
4700, em frente ao Condomínio Barra Bela. Boa pedida
para quem quer fazer um programa que alia praia na Barra e Carnaval.
A banda costuma atrair um bando de foliões acima dos 35 anos,
mas a garotada da praia também marca presença. Um
trio elétrico e ritmistas da Portela garantem o barulho.
O homenageado do ano é o quase octogenário Lan, que
assina a camiseta.
Banda de Ipanema. Desfiles
no sábado (22) e no sábado (5) e na terça (8)
de Carnaval. Concentração na Praça General
Osório, às 16h. Nascida em 1965, a Banda de Ipanema
trocou a sátira política de sua origem pela irreverência
do público GLS. Rapazes saradões e drags superproduzidas
são figurinhas fáceis no cortejo, que sai da praça
e segue pela praia. Este 41º desfile homenageará o compositor
Ismael Silva, que completaria 100 anos em setembro.
Barbas. Sábado
de Carnaval (5), concentração, a partir das 15h na
esquina das ruas Arnaldo Quintela e Assis Bueno. Esse bloco
de Botafogo é uma saudável bagunça. Em seu
21° verão, o Barbas apresentará mais do mesmo:
o característico carro-pipa que banha o pessoal e um samba
bem-humorado, que debocha da queima de fogos do réveillon.
O trajeto é curto e costuma acabar na Rua da Passagem.
Bloco de Segunda. Segunda
de Carnaval (7), concentração às 16h na Cobal
do Humaitá. A marca desse bloco que chega a seu 16º
desfile é a diversificação de foliões,
dos 8 aos 80 anos, além da sátira política
expressa no samba e nos estandartes. O circuito por ruas estreitas
de Botafogo é complicado, mas a diversão, garantida.
Quem quiser se antecipar, nesta segunda (17) será feita a
escolha do samba, no Far Up da Cobal.
Carmelitas. Sexta (4)
e terça (8) de Carnaval, concentração na esquina
da Rua Dias de Barros com a Ladeira de Santa Teresa. É
um dos blocos que mais cresceram. O trajeto por Santa Teresa é
entre a Rua Dias de Barros e o Largo do Guimarães, com os
foliões exibindo o característico lenço na
cabeça. Atrai jovens de diversos cantos da cidade e moradores
do bairro. O desfile é uma delícia, mas às
vezes a multidão em ruas tão estreitas gera desconforto.
Por isso, o horário de saída ainda não está
decidido. Ensaios no sábado (22) na quadra do bloco Badalo,
na Rua Paraíso, e uma semana depois, no local da concentração,
sempre às 18h.
Cordão do Boitatá.
Para evitar superlotação, só vão divulgar
a data e o local do desfile em cima da hora. Vale a pena ficar atento.
É um desfile à moda antiga, sem carro de som e com
marchinhas clássicas. Em 2004, o desfile foi na manhã
do domingo de Carnaval, da Rua do Mercado à Praça
Quinze, no Centro. Formado por oito músicos, o Cordão
do Boitatá lançou no ano passado um CD com samba de
roda, maxixe e choro. O grupo se apresenta nesta segunda (17) na
Gafieira Estudantina (Praça Tiradentes, 79, Centro).
Cordão do Bola Preta.
Desfiles na sexta (28), com concentração na Praça
Mauá, às 17h, e no sábado (5) de Carnaval,
com concentração na Cinelândia às 9h.
Programa imperdível para quem curte o genuíno Carnaval
de rua carioca. No desfile de sábado, um mar de gente
70.000 pessoas em 2004 invade a Cinelândia já
no começo da manhã. A banda ataca de sambas e marchas.
No sábado, o Bola Preta pela primeira vez mudará seu
percurso e o cortejo será de ida e volta pela Avenida Rio
Branco.
Dois pra Lá, Dois pra
Cá. Sábado (5) de Carnaval, concentração
em frente à Academia de Dança Carlinhos de Jesus (Rua
Álvaro Ramos, 11, Botafogo), às 14h. Programa
para quem gosta de bagunça organizadinha. O bloco do dançarino
Carlinhos de Jesus usa cordas para isolar os foliões, distinguidos
pelas camisetas à venda na academia (R$ 15,00). Outra diferença
é a travessia do Túnel Novo, seguindo pela Princesa
Isabel e pela Atlântica até o Copacabana Palace.
Escravos da Mauá. Quinta
(3), concentração no Largo de São Francisco
da Prainha, Centro, às 19h. São concorridos os
ensaios divulgados com pouca antecedência para não
superlotar e o desfile desse cordão, com treze anos
de existência. O trajeto segue pela Praça Mauá
e Avenida Rio Branco, e a festa se encerra no local da concentração.
Gigantes da Lira. Sábado
(29), concentração na Praça General Glicério,
Laranjeiras, às 17h. Atração certa para
a criançada, esse bloco infantil sai pela Rua das Laranjeiras
com palhaços, pernas de pau e malabaristas. A garotada costuma
ir fantasiada, e os pais também se divertem. Quinze músicos
animam a turminha, sem carro de som.
Imprensa que Eu Gamo.
Sábado (22), concentração no Mercadinho
São José (Rua das Laranjeiras, 90), às 16h.
Organizado por jornalistas, há muito ganhou foliões
de várias tribos. O desfile será no próximo
sábado, e a escolha do samba, na terça (18), no Far
Up da Cobal do Humaitá. A camisa é assinada por ninguém
menos que Luis Fernando Verissimo.
Meu Bem Volto Já. Terça
(8), concentração no início da Avenida Atlântica,
no Leme, às 16h. O Meu Bem expandiu suas divisas e atrai
cariocas de vários cantos. A maior novidade neste ano será
a mudança de data e horário. O bloco, que até
então animava a noite de quinta-feira pré-carnavalesca,
passa a sair mais cedo e no último dia de Carnaval. O trajeto
também foi modificado. A turba parte do Leme em direção
a Copacabana, sem hora nem esquina para acabar.
Monobloco. Domingo
(13) pós-Carnaval, concentração na Praça
Ataualpa, na Praia do Leblon. Atendendo a pedido da prefeitura,
que temia o caos no trânsito, o Monobloco alterou a data da
saída e pela primeira vez desfilará no domingo seguinte
ao Carnaval. Seus 120 ritmistas tocam samba, rock, marcha, coco
e funk, arrastando uma multidão pela orla entre os postos
12 e 10. Fenômeno do Carnaval de rua carioca, o bloco completa
cinco anos e ensaia sempre às sextas, na Fundição
Progresso (Rua dos Arcos, 24, Lapa).
Nem Muda Nem Sai de Cima.
Sábado (22), concentração na Rua Garibaldi,
13, Muda, às 15h. A animação não
poderia ser diferente nesse bloco tijucano apadrinhado por Aldir
Blanc e Beth Carvalho. O pessoal se reúne em frente ao Bar
da Dona Maria. O ritmo do desfile é ditado pelo conjunto
Conversa de Bar, com muito samba de raiz.
Simpatia É Quase Amor.
Sábado (29) e domingo (6) de Carnaval, concentração
na Praça General Osório, às 16h. Um dos
responsáveis pela revitalização do Carnaval
de rua, o Simpatia tem público para lá de eclético,
com predominância dos trintões em diante. É
um luxo o desfile, que escancara o Morro Dois Irmãos e evolui
pela Praia de Ipanema. Neste ano o bloco comemora seu vigésimo
aniversário. Ensaio no sábado (22), no Clube dos Democráticos
(Rua Riachuelo, 91, Lapa).
Suvaco do Cristo. Domingo
(30), concentração na esquina das ruas Jardim Botânico
e Faro. O tradicional bloco optou há três anos
por ficar na encolha, para conter o gigantismo que atrapalhava o
desfile. Deu certo. Tanto assim que o Suvaco repetiu neste ano o
providencial retiro e nem ensaios programou. A inovação
da vez é que não houve escolha de samba. Os compositores
se reuniram e fizeram um samba de mutirão. O horário
da concentração ainda não está definido.
Vem Ni Mim que Sou Facinha.
Sexta (4) e terça (8) de Carnaval, concentração
na Praça General Osório, às 18h. Criado
há seis anos, o bloco se concentra ao lado da Rua Jangadeiros.
E fica por lá mesmo. É, na verdade, uma animada roda
de samba.
|