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 Editado
por Fátima Sá
Mudanças
na paisagem à beira-mar Após
longa faxina no calçadão, trailers feiosos foram trocados por quiosques
padronizados, que agora ganham versão mais moderna Dilmar
Cavalher/Strana
 | Bruno
Veiga/Strana
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Barracas
improvisadas e trailers feiosos espalhavam-se pelo calçadão carioca
até o início dos anos 90. Em 1992, o projeto Rio Orla faxinou a
praia. Tirou as velhas estruturas de cena e em seu lugar instalou 309 quiosques
padronizados, feitos de fibra e madeira. Sete anos depois, a prefeitura resolveu
reformá-los. A empresa Orla Rio, que ganhou a licitação,
prometeu erguer construções modernas, com banheiros e cardápio
turbinado. Vários donos de quiosque foram contra, e a briga foi parar na
Justiça. No ano passado, a empresa conseguiu uma liminar para trocar os
quiosques do Leme e de Copacabana. Os primeiros a saírem do papel foram
instalados em frente ao Hotel Copacabana Palace: filiais do Bar Luiz e do Caroline
Café, uma cafeteria Nescafé e uma nova versão do quiosque
gay Rainbow. Até o Natal, mais 24 quiosques serão inaugurados entre
o Leme e o Posto 6. Um deles terá cardápio da Pizzaria Guanabara
e suvenires da Mangueira à venda. Outro, entregue ao Flamengo, terá
réplicas de troféus e decoração temática. Mais
64 quiosques devem estar prontos até o Pan 2007. Frases
"É
um pepino. É preciso agradar, ao mesmo tempo, à
população e aos donos dos
trailers." ALBERTO
STROZENBERG, diretor do Iplan-Rio encarregado de acompanhar as
obras dos quiosques, em novembro de 1991 "Os
quiosques antigos cumpriram
uma etapa. Os novos vão atender a população de maneira moderna.
Todo mundo ganha." JOÃO
PEDRO FIGUEIRA,
secretário de Governo, em agosto de 2005 "O
projeto é tão maravilhoso que é inviável. É
como se estivessem vendendo um pedaço da Lua." SÉRGIO
MURILO FERNANDEZ, dono de um quiosque na Barra, em
agosto de 2005 |