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GASTRONOMIA
Le Pré-Catelan pós-reforma Restaurante
reabre com novos pratos e decoração Fernanda
Thedim
Fotos Dilmar Cavalher/Strana
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 | | Desenho
do novo ambiente (à esq.) e
novidades do cardápio: mignon
de vitela e macarons
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Foram
três anos até o chef Roland Villard convencer a direção
do Hotel Sofitel de que era preciso reformar a filial carioca do abastado restaurante
francês Le Pré-Catelan. "Foi um restaurante elegante no passado,
mas que não acompanhava mais as tendências da gastronomia carioca",
explica. Há quatro meses, começou o bota-abaixo. Na segunda (16),
a casa será reaberta em grande estilo, num projeto que consumiu 1,7 milhão
de reais. Não sobrou nada da antiga decoração art nouveau.
Traços retos marcam a nova arquitetura, que valoriza o contraste entre
branco e preto. Cortinas que delimitam os espaços e lâmpadas multicoloridas
conferem ar intimista e de modernidade ao lugar. A capacidade continua a mesma
65 lugares , mas com uma novidade. "Incorporamos o corredor da área
externa", diz Villard, totalizando dezesseis lugares com vista para o mar de Copacabana.
Divulgação
 | | Pelé
e o chef Villard: em 2001 |
Inaugurado
em 1980, pelo renomado chef francês Gaston Lenôtre, o Le Pré-Catelan
foi a porta de entrada da alta gastronomia no Brasil, com a chegada do chef Claude
Troisgros ao Rio. "No início, eu cozinhava o que Gaston mandava. Aos poucos,
comecei a introduzir produtos nacionais em receitas francesas sofisticadas", conta
Claude, que por dois anos comandou a cozinha da casa. Villard chegou em 1997 e,
no ano seguinte, reinaugurou o restaurante, que estava havia seis anos fechado.
"Na reabertura, trocaram carpete, mesas e cadeiras, mas preservaram o estilo dos
anos 80", lembra. De lá para cá, o chef não parou: recebeu
muitas personalidades, perdeu 30 quilos e elevou a casa ao topo novamente. Arrebatou
de 2000 a 2003 o prêmio de melhor restaurante francês na eleição
Comer & Beber O Melhor da Cidade de Veja Rio, além
de ter sido eleito duas vezes o melhor chef da cidade. A
reformulação atingiu também o cardápio. Assim como
a nova decoração, ele segue a linha contemporânea, com forte
influência de sabores brasileiros. Como exemplo, tem o escalope de cherne
ao molho de moqueca com leite de coco e massa recheada (60 reais) e o mignon de
vitela com purê de cogumelos com trufas, folhado de abóbora com arroz
selvagem e molho de vinho do Porto (72 reais). O menu degustação
(140 reais) costuma ser a opção de 80% da clientela. A cada quinze
dias ele é modificado. Roland calcula que já tenha criado mais de
500 receitas de entradas e pratos principais para cerca de 115.000 clientes que
passaram pelo salão. O passeio do carrinho de sobremesas será uma
vitrine móvel das delícias preparadas pelo chef pâtissier
Dominique Guerin. "O que haverá nele? Vai depender do bom ou mau humor
do chef", brinca Villard. |