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CARTA AO LEITOR Caçadores
da bala perdida
Ricardo
Fasanello/Strana
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Qual
é o risco exato que cada um dos 6,1 milhões de moradores da cidade
do Rio de Janeiro corre de ser atingido por uma bala perdida, esse pesadelo urbano
que paira sobre os cariocas? Em busca da resposta, os repórteres Fátima
Sá e Fabio Brisolla (foto ao lado) visitaram nas últimas
semanas seis hospitais, entrevistaram 21 especialistas em segurança pública
e armamentos, conversaram com doze delegados e oficiais da PM, ouviram cinco matemáticos
e se emocionaram com os depoimentos de quinze vítimas e seus parentes.
Na quinta-feira, quando concluíram a reportagem que começa na página
10, Fátima e Brisolla tinham encontrado o número. Assustador, sem
dúvida: o risco é de 1 para 33 000. Ou seja, em um Maracanã
cheio, pela lei das probabilidades, pelo menos duas pessoas estariam entre as
vítimas inocentes de uma guerra estúpida.
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