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18 de abril de 2007

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Nostalgia etílica

Martínis estão de volta
em bares e restaurantes

Lívia de Almeida

Fotos Felipe Varanda/Strana e Caca Bratke
O clássico (foto maior) e as novidades que irritam os puristas: com pimenta e com maçã


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suas receitas de martinis

Ele já foi o rei do pedaço. Alegrou clandestinamente as melindrosas nos anos da Lei Seca. Freqüentou o Algonquin, em Nova York, na companhia da escritora Dorothy Parker e de sua turma. Foi festejado por cineastas tão díspares quanto Alfred Hitchcock e Luis Buñuel e virou um ícone pop por obra de Bond, James Bond. Elegante e enganadoramente simples – seis partes de gim para uma de vermute seco, enfeitado com uma azeitona ou twist de limão –, o dry martíni voltou a figurar na lista de coquetéis dos bares cariocas. "Azeitona ou limão? Batido ou misturado? Qual a quantidade ideal de vermute seco? Nenhum outro coquetel inspira tanta polêmica", diz o bartender Waldeck Rocha, gerente do Giuseppe Grill do Leblon, partidário do dry martíni com gim inglês misturado cuidadosamente com discretas gotas do vermute francês Noilly Pratt. "O segredo é a qualidade dos ingredientes. Mas nunca, nunca, nunca o martíni deve ser servido com cereja", enfatiza. O diretor da rede de hotéis Iberostar no Brasil, Orlando Giglio, aprendeu a fazer o drinque em casa: "Tempos atrás era difícil encontrar um bom dry martíni na cidade porque os coquetéis andaram fora de moda".

Ana e Adriana: mais chique do que beber caipirinha

A situação mudou. Da descolada Drinkeria Maldita, em Botafogo, ao requintado Gero, em Ipanema, o drinque está em todas. E ao clássico somaram-se variações – a maioria com vodca e suco de frutas, xaropes e licores –, que, servidas no tradicional copo de coquetel, também aparecem nas cartas de bebidas como martínis. "Mas elas não devem ser confundidas com o verdadeiro martíni", ressalva Rocha. No One Two by Pederneiras, em Ipanema, há sete maneiras de servir o clássico, além de versões consagradas como vodca martíni (com vodca no lugar do gim), gibson (com cebolinha no lugar da azeitona) e outros quatro coquetéis que o bartender Rodolfo Werner Brandão define como "mais contemporâneos". No recém-inaugurado Moon Lounge, no topo do hotel Marriott, em Copacabana, há vinte tipos, incluindo o chocotíni, com chocolate. A carta do restaurante chinês Mr. Lam tem cinco opções. O maior sucesso é o gisela red hot, uma combinação de melancia e vodca flavorizada com pimenta, apresentada na taça com uma pimenta dedo-de-moça. "Num sábado, preparo mais de quarenta", afirma o bartender Alex Miranda. A chef Adriana Mattar, do bufê Cooking, e sua sócia Ana Cecília Gros adoram as combinações. "É uma maneira mais elegante de unir álcool e frutas do que a caipirinha", diz Adriana. Tintim!

     
   

 

 
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