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17 de maio de 2006

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Mais bonito e espaçoso

Reforma amplia área do
Museu Histórico Nacional

Isabel Butcher

Fotos Divulgação
Pátio dos Canhões: a área, que estava abandonada, foi recuperada

Dezembro de 2003 foi o início da virada para o Museu Histórico Nacional. Com uma verba de 1,98 milhão de reais do Ministério da Cultura, a instituição começou as obras pela recuperação de um espaço sem uso há trinta anos e que comprometia seriamente a estrutura da edificação. A reforma se espalhou por outras áreas da construção. Três anos depois, com um gasto total de 8 milhões de reais (bancados em parte pela iniciativa privada), o Museu Histórico Nacional está de cara nova. Ganhou escadas rolantes, elevador, guarda-volumes, cafeteria, banheiros novos e uma bilheteria. O auditório também foi reformado e sua capacidade, duplicada. O Pátio dos Canhões e o de Minerva, que estavam em mau estado de conservação, foram recuperados. As obras trouxeram de volta ainda o projeto arquitetônico original do museu, retirando do prédio as intervenções feitas em 1922 e em 1940.

Na sexta (19), em solenidade com o ministro da Cultura, Gilberto Gil, o museu renovado será apresentado. Há a possibilidade de vinda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a cerimônia. "Este é outro museu. Tenho certeza de que os visitantes terão uma surpresa ao chegar aqui", diz a diretora Vera Tostes, no cargo há onze anos. As áreas recuperadas vêm sendo reabertas aos poucos. No ano passado foi a vez de um dos pátios, antes chamado de lixão pelos próprios funcionários da instituição, tal seu estado de conservação. Com o fim das obras, o museu ganha cerca de 2.000 metros quadrados de galerias para exposições.

 
A fachada do museu: o próximo passo das reformas

Uma delas, em caráter permanente, é Oreretama – que em idioma tupi significa morada. Nela se faz um apanhado do Brasil pré-descobrimento, mostrando o que havia por aqui antes da chegada dos portugueses. Existe, por exemplo, uma réplica de uma gruta da Serra da Capivara, com seus desenhos pré-históricos, além de sambaquis e informações sobre os índios. O público pode ver ainda, desde o ano passado, a mostra Do Móvel ao Automóvel, também permanente, com carruagens restauradas. Um pouco mais adiante, numa das galerias recuperadas, um telão de 8 metros exibe imagens da reforma do espaço. A reserva técnica da instituição passou igualmente por profunda reestruturação. Uma parte dela é envidraçada, o que permite ao visitante acompanhar parte do trabalho dos especialistas do museu. "Montamos ainda, na reserva, um espaço para deficientes visuais. Lá, eles poderão, por exemplo, tocar em uma boléia de carruagem, entre outros objetos", afirma Vera.

A maior parte das obras já está concluída, mas ainda há o que fazer. Agora, de acordo com a diretora, o foco das atenções será o 3º andar do prédio, que abriga a parte administrativa. Depois será a vez da fachada. "E o meu objetivo para os próximos anos é fazer a reformulação de todas as exposições permanentes", completa Vera.

     
   

 

 
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