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PERFIL
Olha,
é o Felipe Dylon!
Ídolo
da garotada, o cantor, de
16 anos, se prepara para encarar
as fãs em novo show no Claro Hall
Silvio
Essinger
Cláudia Martins/Strana
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| Felipe:
o bom moço que mora com a mãe, gosta de surfar
e já vendeu mais de 80 000 discos |
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O amigo de infância Vinícius Martins é quem
conta: Felipe Dylon, que acabara de tocar no Claro Hall, sai pela
garagem, certo de uma volta tranqüila para casa. Em seu encalço,
aparecem do nada umas 300 meninas ensandecidas. Mais que depressa,
ele é empurrado para dentro da van e, por pouco, escapa ileso.
A cena tende a se repetir no dia 28, quando o mais novo astro da
música pop adolescente brasileira volta ao palco da Barra
da Tijuca. Na época daquele show novembro do ano passado
, músicas como Deixa Disso (a do "ô menina,
deixa disso, quero te conhecer") e Musa do Verão ainda
não estavam por toda parte. Agora, a onipresença das
canções só rivaliza com a reprodução
da imagem do rosto imberbe do cantor na TV e nas capas de revista.
Felipe, 16 anos, é conhecido e adorado em todo o país.
Bastam dois minutos de Arpoador para aparecer uma turista baiana
pedindo autógrafo. Ele a atende com a gentileza que exibe
a todas que pedem beijos, abraços e discos ou só acenam
ao longo da tarde. Menino do Rio por natureza o pai é
o surfista e empresário Lipe e a mãe a atriz Maria
Lúcia Priolli , Felipe lida com a fama com naturalidade
e entusiasmo, mesmo que isso implique cansativas viagens, pouca
privacidade e aulas perdidas no colégio. "Aproveito muito
bem minha vida. Essa é a realização de um sonho
que tenho desde os 10 anos", diz. "Não fico triste de estar
deixando tantas coisas para trás."
Seu
disco de estréia, Felipe Dylon, foi lançado
em maio do ano passado e se aproxima das 80.000 cópias vendidas.
Recheado de roquinhos, baladas românticas e versões
de músicas conhecidas (dos Paralamas, Menudo e Five), o CD
foi obra dos produtores Zé Henrique, Sérgio Knust
e Marcelão do Yahoo, antiga banda pop metal de Robertinho
do Recife. Não entrou no disco nenhuma das músicas
de autoria do garoto, o que para ele não é motivo
de mágoa. "Os produtores me mostraram que minhas composições
ainda precisam evoluir", admite educadamente. Com seu violão
Yamaha 1970, presente do pai, que o comprou de um hippie naqueles
loucos anos, Felipe vem cunhando canções (românticas
na maioria) há pelo menos seis anos, desde que começou
com a primeira banda, Na Boa. Depois, montou outra banda para seguir
carreira-solo e, com o primeiro CD demo, conseguiu contrato com
a EMI. Para divulgar o lançamento do disco do menino bonito,
magro e louro, que surfa desde que se entende por gente, joga futebol
na praia e não faz feio no skate, a gravadora não
titubeou: distribuiu 60.000 revistas-pôster em portas de colégio
na Zona Sul. Deu certo. O site de Felipe Dylon tem, hoje, mais de
100.000 fãs cadastrados.
O
Felipe que fará show no Claro Hall será um tanto diferente
daquele que o disco apresenta. O cantor é obcecado por guitarras
tem duas Gibson Les Paul, uma Flying V e uma Fender Stratocaster
e guitarristas. Curte Jimi Hendrix, Eric Clapton, Peter Frampton
e Rory Gallagher. Com uma banda formada por músicos da época
do Na Boa e do começo da carreira-solo, além de um
amigo de colégio, Felipe tem carta branca para mexer nos
arranjos e escolher repertório. Ele conta que deu toques
mais pesados à música Hipnotizado e vai incluir
sua versão para Fly Away, de Lenny Kravitz. O resto
é segredo. "O show vai ter uma roupagem que é mais
a minha cara", adianta ele, que, quando bem pequeno, teve o Canecão
como playground. Seu avô, Salvador, foi um dos fundadores
da casa e a mãe, assessora de imprensa de lá por três
anos. "Conheci Tom Jobim e Tim Maia, que me deu um CD autografado",
conta Felipe, que, por incrível que pareça, ainda
não subiu ao palco do Canecão como artista.
Toda
a afinidade com rock e roqueiros, porém, não conseguiu
tirar do cantor a aura de incurável bom moço. Mora
com a mãe em Copacabana, pega onda com o pai, esforça-se
para terminar o segundo grau ("Sou um aluno mediano, não
sou CDF, mas nunca repeti de ano"), é atleta da geração
saúde, não fuma, não usa drogas e não
pensa no momento em fazer tatuagem. A única coisa que não
se pode esperar dele, por enquanto, é que seja um bom genro.
Felipe é adepto radical da ficação.
"Estou solteiro, aproveitando a vida", avisa. Com as viagens de
trabalho cada vez mais constantes, é um amor (ou mais) a
cada porto. E, para o jovem matador, não existe essa ética
que exclui as fãs da conquista amorosa. "Elas são
pessoas normais como quaisquer outras", defende.
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