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CIDADE
Um
lugar para o samba
Novos
barracões ficam prontos em setembro
Fátima
Sá
André Valentim/Strana
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rana
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| As
obras (à esq.) terminam em seis meses: local terá barracões
e shows (à dir.) |
A
maioria
das escolas de samba ainda curte a ressaca do Carnaval, mas o destino
de cada uma já está sendo martelado. Em seis meses
sai do papel a Cidade do Samba local que irá reunir,
às margens do Cais do Porto, os barracões das catorze
escolas do Grupo Especial, com ateliês de fantasias, área
para shows e exposições, lanchonete, loja de suvenires,
pista para ensaios técnicos e jardins temáticos, com
pés de jamelão e mangueiras. Tudo aberto à
visitação. A intenção é transformar
o novo endereço em cidade turística, gerar receita
para o Carnaval e pôr fim à precariedade dos barracões
das escolas, espalhados por galpões improvisados na Zona
Portuária, onde não são raros inundações
e incêndios. "Passamos um ano e meio em barracões e
quadras ouvindo todo mundo. Criamos um projeto adequado às
necessidades de uma indústria, com equipamentos, dimensionamento,
fluxo, operação", conta o arquiteto João Uchôa,
que assina o projeto com Vitor Wanderley, seu parceiro também
em obras como o restaurante Delírio Tropical de Ipanema,
a rede Guapo Loco e o camarote Rio, Samba e Carnaval deste ano.
A
Cidade do Samba ocupará uma área de quase 72.000
metros quadrados que pertencia à Rede Ferroviária
Federal, em frente ao armazém 10. Ao redor do terreno ficarão
os barracões, no centro estará a praça e, entre
eles, a pista de ensaios. Uma grande passarela percorrerá
os barracões, permitindo que o visitante acompanhe a confecção
de carros alegóricos e fantasias como se estivesse olhando
uma vitrine. O fim dos segredos? Nem tanto. "Quem viu os carros
da Unidos da Tijuca neste ano no barracão não teve
a menor idéia do que seria o desfile", argumenta Vitor Wanderley.
Os novos barracões contarão com elevador de carga,
trilho aéreo com guincho para içar alegorias e pé-direito
de 12 metros, o que permite a montagem dos carros ali mesmo. "Hoje
há barracões com menos de 5 metros de pé-direito,
obrigando as escolas a fazer os carros todos em pedaços",
diz Elmo José dos Santos, diretor de Carnaval da Liga das
Escolas de Samba. Espera-se, segundo ele, que parte do Carnaval
de 2005 já possa ser produzida por lá. As escolas
começariam a trabalhar nos velhos galpões e, aos poucos,
se mudariam para a nova área. "Todo mundo sai ganhando",
comenta o secretário municipal de Obras, Eider Dantas.
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