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16 de outubro de 2002
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MODA

Coberta de sucesso

A grife Farm se amplia e
abre loja no Centro

Melissa Jannuzzi


Fotos Ricardo Fasanello/Strana
ana
Os sócios Kátia e Marcello: bom preço e peças da moda são o segredo da loja

O prédio 48 da Rua Sete de Setembro perdeu o sossego. Há dois meses, muitas jovens vêm causando um frenesi à procura da nova loja Farm, no Centro. Ao chegar lá, têm uma boa e uma má notícia. A má é que o local ainda está em obras. A boa notícia é que a loja será aberta nesta terça-feira (15). O motivo da confusão é que as etiquetas já trazem o endereço do novo espaço da grife de roupas cujo forte são a qualidade e os preços em conta. A marca de moda feminina jovem que se tornou sonho de consumo das cariocas nasceu meio por acaso. Seis anos atrás, o administrador Marcello Bastos e a contadora Kátia Barros juntaram-se para abrir um negócio. Apostaram na franquia de uma grife paulista. "Foi um fracasso", lembra ele. Para amenizar os prejuízos, a dupla começou a produzir roupas com a etiqueta Farm. "Em pouco tempo, vendíamos mais que os produtos da franquia", conta Kátia. Em 1997, os sócios descobriram a Babilônia Feira Hype. "Eles queriam ficar mais perto do público, para produzir o que este consome", revela o produtor da feira, Robert Guimarães. Em pouco tempo a Farm tornou-se a campeã de vendas da Babilônia. Marcello e Kátia, então, fecharam a franquia e decidiram investir na própria marca, que hoje vende peças – saias, vestidos, calças, camisetas e acessórios – que custam em média 38 reais. "O público feminino já estava definido: classes A e B, de 15 a 25 anos", diz Marcello.


Fotos Cláudia Martins/Strana
Estilo Farm: kit com bolsa, nécessaire e agenda (R$ 39,00), blusa com renda (R$ 35,00), vestido floral (R$ 49,00) e blusa tie-dye azul (R$ 49,00)

Em setembro de 1999, foi aberta a primeira loja Farm, em Copacabana. "As clientes pediam para comprar fora da feira", justifica Kátia. Dois anos depois, eram inaugurados os estabelecimentos de Ipanema e da Barra. "Eles sabem o que a carioca quer usar e conseguem fazer uma boa composição de roupas", opina a consultora de moda Iesa Rodrigues. A expansão da Farm obedece a critérios rígidos. "Nossa premissa é manter os preços da feira e continuar fora dos shoppings tradicionais", explica Marcello. Neste ano, a dupla apostou em Búzios. "A idéia era funcionar só durante o verão, mas o resultado foi tão bom que reabrimos a loja no mês passado", revela ele. Há dois meses, os sócios inauguraram a segunda loja em Ipanema, sempre com casa cheia. O próximo passo é a loja do Centro, a sexta da rede. O lugar escolhido é o novo ponto de consumo da região: o quarteirão da esquina da Sete de Setembro com a Rua da Quitanda. Nesse período de maturação da marca, Kátia fez faculdade de estilismo e duas vezes por ano vai a Nova York pesquisar tendências. "Vários donos de estabelecimentos famosos vieram me parabenizar pelo sucesso", orgulha-se o administrador. "Vencer o preconceito de ser loja de feira é difícil. Mas conseguimos isso", lembra Kátia.

         
     
 
 
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