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15 de dezembro de 2004
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Com que roupa eu vou?

Regata, bermuda e chinelos
na mira dos maîtres

Fernanda Thedim

 
Kadu di Calafiori
Huck saindo do Gero: de chinelos

O verão está aí, e as roupas despojadas entram em cena com toda a força. Os chinelos compõem o visual dos cariocas da praia à noitada. Mas até onde eles podem ir? O apresentador de TV Luciano Huck foi barrado ao tentar entrar no restaurante Esplanada Grill, em Ipanema, calçando sandálias de dedo. Ele não precisou ir muito longe para conseguir um lugar à mesa. Atravessou a rua e entrou no Gero. No entanto, a regra por lá é a mesma, garante o maître Alves. Só que, na hora, "ninguém percebeu que ele estava de sandálias de dedo", justifica Alves. O estilista Maxime Perelmuter foi outro que voltou da porta do Esplanada. "Fui para o Bazzar, onde não houve objeção aos meus chinelos", conta.

Não existe uma regra clara quanto ao traje adequado para ir aos principais restaurantes da cidade. Alguns proíbem chinelos, outros, bermuda. As camisetas tipo regata também estão na lista negra. "É claro que as pessoas devem ter bom senso, mas as normas deveriam se adaptar à localização geográfica", diz Maxime, lembrando o hábito carioca de sair da praia direto para um restaurante. Há quem crie artifícios para manter as normas e não perder o cliente. "Emprestamos camiseta com mangas e tênis novos para quem esteja de regata e chinelos", conta Ernesto Rodrigues, da tradicional churrascaria Majórica. O Mix, inaugurado em setembro, desistiu de estabelecer regras para o vestuário dos clientes. "Os turistas saem de bermuda e chinelos, e nem por isso estão malvestidos", diz o gerente Yann Lesaffre. "E hoje as Havaianas são artigo de luxo na Europa", acrescenta.

     
   

 

 
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