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POLÊMICA
Com que roupa eu vou? Regata,
bermuda e chinelos na mira dos maîtres
Fernanda Thedim
Kadu di Calafiori
 | | Huck
saindo do Gero: de chinelos | O
verão está aí, e as roupas despojadas entram em cena com
toda a força. Os chinelos compõem o visual dos cariocas da praia
à noitada. Mas até onde eles podem ir? O apresentador de TV Luciano
Huck foi barrado ao tentar entrar no restaurante Esplanada Grill, em Ipanema,
calçando sandálias de dedo. Ele não precisou ir muito longe
para conseguir um lugar à mesa. Atravessou a rua e entrou no Gero. No entanto,
a regra por lá é a mesma, garante o maître Alves. Só
que, na hora, "ninguém percebeu que ele estava de sandálias de dedo",
justifica Alves. O estilista Maxime Perelmuter foi outro que voltou da porta do
Esplanada. "Fui para o Bazzar, onde não houve objeção aos
meus chinelos", conta. Não
existe uma regra clara quanto ao traje adequado para ir aos principais restaurantes
da cidade. Alguns proíbem chinelos, outros, bermuda. As camisetas tipo
regata também estão na lista negra. "É claro que as pessoas
devem ter bom senso, mas as normas deveriam se adaptar à localização
geográfica", diz Maxime, lembrando o hábito carioca de sair da praia
direto para um restaurante. Há quem crie artifícios para manter
as normas e não perder o cliente. "Emprestamos camiseta com mangas e tênis
novos para quem esteja de regata e chinelos", conta Ernesto Rodrigues, da tradicional
churrascaria Majórica. O Mix, inaugurado em setembro, desistiu de estabelecer
regras para o vestuário dos clientes. "Os turistas saem de bermuda e chinelos,
e nem por isso estão malvestidos", diz o gerente Yann Lesaffre. "E hoje
as Havaianas são artigo de luxo na Europa", acrescenta. |