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PATRIMÔNIO
Aberto, mas em obras O
Mosteiro de São Bento, infestado por cupins, passará por restauração
Isabel Butcher
Dilmar Cavalher/Strana
 | André
Valentim/Strana
 | O
mosteiro e a Capela do Santíssimo
(ao lado): andaimes para
o início da recuperação |
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Os
próximos meses serão de muito trabalho no Mosteiro de São
Bento: na semana passada começaram as obras para restaurar o conjunto arquitetônico
do fim do século XVI. O trabalho de recuperação da Igreja
de Nossa Senhora do Monserrate e do claustro habitado pelos monges beneditinos
será feito aos poucos. A primeira fase vai reconstituir o telhado da igreja,
projetada em 1616 pelo arquiteto militar Francisco de Frias Mesquita. Quase simultaneamente,
a nave central da igreja e as oito pequenas capelas que a ladeiam serão
descupinizadas. A infestação dos insetos é a principal preocupação
dos técnicos. As rachaduras no teto e as talhas e esculturas de madeira
ocas mostram a extensão do problema. "Por isso vamos começar descupinizando
toda a igreja. Não adiantaria fazer alguma coisa antes", explica Ronaldo
Ritti, diretor da Concrejato, empresa que fez toda a reforma da Catedral da Sé,
em São Paulo, e que vai usar as mesmas técnicas no Mosteiro de São
Bento. O
próximo passo será a recuperação da Capela do Santíssimo
Sacramento, uma das oito que ladeiam a nave central da igreja. A idéia
é que arquitetos e restauradores do Instituto do Patrimônio Histórico
e Artístico Nacional (Iphan) façam ali uma espécie de laboratório.
"Partindo disso, vamos estabelecer uma metodologia apropriada para restaurar o
restante da igreja e todo o mosteiro", diz Ronaldo Ritti. O projeto total de restauração
do Mosteiro de São Bento está orçado em 19 milhões
de reais. Por enquanto, só foi obtida a verba para recuperar a capela:
1 milhão de reais repassados pelo BNDES e 80.000
reais por Furnas, ambos utilizando a Lei Rouanet. "Esse é só o início
da primeira etapa, que está orçada em 7 milhões a 8 milhões
de reais", afirma Ronaldo. Os andaimes para as obras já se espalham pela
igreja, mas a rotina do mosteiro não deve sofrer grandes alterações
pelo menos por enquanto. "Os trabalhos param nos horários de orações
coletivas dos monges", explica o abade, dom Roberto Lopes.
| Os
problemas Fotos
André Valentim/Strana
 | | Ação
dos cupins: rachaduras no
teto comprometem a capela | | | Talhas
(acima) e esculturas
(abaixo):
depois de cuidarem
dos cupins, técnicos
vão iniciar o
restauro | |
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