Publicidade
 


 
 


15 de dezembro de 2004
REPORTAGEM DE CAPA
RÉVEILLON
CIDADE
POLÊMICA
COMÉRCIO
PATRIMÔNIO
BEIRA-MAR
AS BOAS COMPRAS
CRÔNICA
  

PATRIMÔNIO

Aberto, mas em obras

O Mosteiro de São Bento,
infestado por cupins,
passará por restauração

Isabel Butcher

 
Dilmar Cavalher/Strana
André Valentim/Strana
O mosteiro e a Capela do Santíssimo (ao lado): andaimes para o início da recuperação

Os próximos meses serão de muito trabalho no Mosteiro de São Bento: na semana passada começaram as obras para restaurar o conjunto arquitetônico do fim do século XVI. O trabalho de recuperação da Igreja de Nossa Senhora do Monserrate e do claustro habitado pelos monges beneditinos será feito aos poucos. A primeira fase vai reconstituir o telhado da igreja, projetada em 1616 pelo arquiteto militar Francisco de Frias Mesquita. Quase simultaneamente, a nave central da igreja e as oito pequenas capelas que a ladeiam serão descupinizadas. A infestação dos insetos é a principal preocupação dos técnicos. As rachaduras no teto e as talhas e esculturas de madeira ocas mostram a extensão do problema. "Por isso vamos começar descupinizando toda a igreja. Não adiantaria fazer alguma coisa antes", explica Ronaldo Ritti, diretor da Concrejato, empresa que fez toda a reforma da Catedral da Sé, em São Paulo, e que vai usar as mesmas técnicas no Mosteiro de São Bento.

O próximo passo será a recuperação da Capela do Santíssimo Sacramento, uma das oito que ladeiam a nave central da igreja. A idéia é que arquitetos e restauradores do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) façam ali uma espécie de laboratório. "Partindo disso, vamos estabelecer uma metodologia apropriada para restaurar o restante da igreja e todo o mosteiro", diz Ronaldo Ritti. O projeto total de restauração do Mosteiro de São Bento está orçado em 19 milhões de reais. Por enquanto, só foi obtida a verba para recuperar a capela: 1 milhão de reais repassados pelo BNDES e 80.000 reais por Furnas, ambos utilizando a Lei Rouanet. "Esse é só o início da primeira etapa, que está orçada em 7 milhões a 8 milhões de reais", afirma Ronaldo. Os andaimes para as obras já se espalham pela igreja, mas a rotina do mosteiro não deve sofrer grandes alterações – pelo menos por enquanto. "Os trabalhos param nos horários de orações coletivas dos monges", explica o abade, dom Roberto Lopes.

 

Os problemas

Fotos André Valentim/Strana
Ação dos cupins: rachaduras no teto comprometem a capela
Talhas (acima) e esculturas (abaixo): depois de cuidarem dos cupins, técnicos vão iniciar o restauro

 

 

     
   

 

 
VEJA on-line | Veja Rio | VEJA Noite Rio
copyright © Editora Abril S.A. . todos os direitos reservados