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15 de setembro de 2004
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DECORAÇÃO

Com os pés no chão

Casa Cor, menor, troca luxo por boas idéias

Fátima Sá

 
Fotos André Nazareth/Strana
No quarto do filho, uma minicasa com cama de casal, bicicleta ergométrica, fribogar. Em vez de plasma, tela de LCD, tecnologia mais em conta, e piso de vinil: projeto de Luiz Fernando Grabowsky

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Depois de percorrer palacetes, mansões e outros endereços de sonhos, a mostra de decoração Casa Cor pisa em solo mais firme. Em sua 14ª edição, ela abre as portas na quarta (15), numa casa de dois andares construída nos anos 50 no Alto da Gávea. Um lugar menos distante da realidade de muitos cariocas, como explica Patrícia Mayer, uma das produtoras do evento: "O espaço tem características de uma casa normal. Mesmo que você não possua um living tão grande, pode ter um anexo ou uma cozinha parecida", diz. O espaço menor levou a uma edição mais enxuta. Desta vez, são 32 ambientes e 44 profissionais envolvidos. Na edição passada foram oitenta profissionais, mais de cinqüenta ambientes. Saltam aos olhos boas saídas para aproveitar espaços, materiais diferentes, algumas bossas. Menos luxo e mais aconchego e criatividade. "Todo mundo diz que Casa Cor só faz coisas caríssimas. Não é verdade. Pode-se economizar num material e gastar mais num detalhe. O que importa é criatividade e talento", afirma Ivan Rezende, que projetou a cozinha.

 
Na cozinha de Ivan Rezende, soluções criativas: tábuas de madeira viram portas que escondem eletrodomésticos, armários têm luz interna e pias recebem gavetões e cubas móveis. Espaço bem aproveitado, misturando materiais nobres e simples

A área sem uso, sob a escada, virou despensa. No andar de cima, um espacinho no corredor virou copa, com louça e microondas. "Escondidos por uma portinha", explica Fábio Cardoso, que assina o espaço com Alexandre Lobo. Em vez de subir num banco para alcançar o topo da estante, Marcia Müller criou prateleiras móveis que descem até o visitante. Julinha Serrado dividiu seu espaço em dois, mostrando que os móveis e os acessórios do bebê podem ser aproveitados à medida que os anos passam. Para os adolescentes, quartos com jeitão de miniapartamento. No da moça, um dossel estilizado é feito de tecido preso com velcro. Fácil de remover e limpar. Ali e no quarto do rapaz, os pisos são de vinil. Aliás, vale ficar de olho no chão. Além de pisos mais crus, os tapetes ganham força.

 

Japão nos biombos, Pão de Açúcar nas almofadas: Chicô Gouvêa uniu Oriente e Rio em seu loft, onde funcionará um sushi-bar. A área externa da casa também terá um bar, restaurante, lojinha, fumoir e jardim com direito a luneta

Que ninguém pense numa casa simplesinha. A começar pela tecnologia. Painéis de toque permitem controlar quase todo o espaço a distância. Do living pode-se ligar a luz da garagem, desligar o som do quarto, falar com a babá no quarto do bebê, ver o que acontece no portão. Da cama, conecta-se o iPod numa discreta caixinha na parede e ouve-se MP3 em todo o ambiente. Há espaço para o luxo, como no chiquérrimo quarto do casal, de Joy Garrido, e no banheiro, que usa mármore extraído do fundo do Mediterrâneo, de Gisele Taranto e Izabella Lessa. Na área externa da casa, sushi-bar, beer bar e um lindo restaurante feito por Vicente Giffoni, onde ocorrerão jantares de chefs convidados e palestras. Na hora de ir ao banheiro, é só escolher: a porta do Batman, da Batgirl ou do Robin. Apesar de menor, a 14ª edição da mostra tem espaço para todo mundo.

 

Serviço

Casa Cor Rio. Rua Mary Pessoa, 116, Gávea, 2259-3590. 12h/21h (ter. a dom.). R$ 20,00. Manobrista grátis. Vans grátis saindo do Barra Brasa Leblon (Avenida Afrânio de Melo Franco, 131), de vinte em vinte minutos, a partir de 12h. Abertura prevista para quarta (15).

 

     
   

 

 
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