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DECORAÇÃO
Com os pés
no chão Casa
Cor, menor, troca luxo por boas idéias
Fátima Sá
Fotos
André Nazareth/Strana
 | | No
quarto do filho, uma minicasa com cama de casal, bicicleta ergométrica,
fribogar. Em vez de plasma, tela de LCD, tecnologia mais em conta, e piso de vinil:
projeto de Luiz Fernando Grabowsky |
Depois
de percorrer palacetes, mansões e outros endereços de sonhos, a
mostra de decoração Casa Cor pisa em solo mais firme. Em sua 14ª
edição, ela abre as portas na quarta (15), numa casa de dois andares
construída nos anos 50 no Alto da Gávea. Um lugar menos distante
da realidade de muitos cariocas, como explica Patrícia Mayer, uma das produtoras
do evento: "O espaço tem características de uma casa normal. Mesmo
que você não possua um living tão grande, pode ter um anexo
ou uma cozinha parecida", diz. O espaço menor levou a uma edição
mais enxuta. Desta vez, são 32 ambientes e 44 profissionais envolvidos.
Na edição passada foram oitenta profissionais, mais de cinqüenta
ambientes. Saltam aos olhos boas saídas para aproveitar espaços,
materiais diferentes, algumas bossas. Menos luxo e mais aconchego e criatividade.
"Todo mundo diz que Casa Cor só faz coisas caríssimas. Não
é verdade. Pode-se economizar num material e gastar mais num detalhe. O
que importa é criatividade e talento", afirma Ivan Rezende, que projetou
a cozinha.  | | Na
cozinha de Ivan Rezende, soluções criativas: tábuas de madeira
viram portas que escondem eletrodomésticos, armários têm luz
interna e pias recebem gavetões e cubas móveis. Espaço bem
aproveitado, misturando materiais nobres e simples |
A
área sem uso, sob a escada, virou despensa. No andar de cima, um espacinho
no corredor virou copa, com louça e microondas. "Escondidos por uma portinha",
explica Fábio Cardoso, que assina o espaço com Alexandre Lobo. Em
vez de subir num banco para alcançar o topo da estante, Marcia Müller
criou prateleiras móveis que descem até o visitante. Julinha Serrado
dividiu seu espaço em dois, mostrando que os móveis e os acessórios
do bebê podem ser aproveitados à medida que os anos passam. Para
os adolescentes, quartos com jeitão de miniapartamento. No da moça,
um dossel estilizado é feito de tecido preso com velcro. Fácil de
remover e limpar. Ali e no quarto do rapaz, os pisos são de vinil. Aliás,
vale ficar de olho no chão. Além de pisos mais crus, os tapetes
ganham força.  | | Japão
nos biombos, Pão de Açúcar nas almofadas: Chicô Gouvêa
uniu Oriente e Rio em seu loft, onde funcionará um sushi-bar. A área
externa da casa também terá um bar, restaurante, lojinha, fumoir
e jardim com direito a luneta |
Que
ninguém pense numa casa simplesinha. A começar pela tecnologia.
Painéis de toque permitem controlar quase todo o espaço a distância.
Do living pode-se ligar a luz da garagem, desligar o som do quarto, falar com
a babá no quarto do bebê, ver o que acontece no portão. Da
cama, conecta-se o iPod numa discreta caixinha na parede e ouve-se MP3 em todo
o ambiente. Há espaço para o luxo, como no chiquérrimo quarto
do casal, de Joy Garrido, e no banheiro, que usa mármore extraído
do fundo do Mediterrâneo, de Gisele Taranto e Izabella Lessa. Na área
externa da casa, sushi-bar, beer bar e um lindo restaurante feito por Vicente
Giffoni, onde ocorrerão jantares de chefs convidados e palestras. Na hora
de ir ao banheiro, é só escolher: a porta do Batman, da Batgirl
ou do Robin. Apesar de menor, a 14ª edição da mostra tem espaço
para todo mundo.
Serviço Casa
Cor Rio. Rua Mary Pessoa, 116, Gávea,
2259-3590. 12h/21h (ter. a dom.). R$ 20,00. Manobrista grátis. Vans
grátis saindo do Barra Brasa Leblon (Avenida Afrânio de Melo Franco,
131), de vinte em vinte minutos, a partir de 12h. Abertura prevista para quarta
(15). | |