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14 de maio de 2003
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Letras maiúsculas

Livraria triplica a área e ganha cibercafé

Melissa Jannuzzi


Mirian Monteiro/Strana
A Letras & Expressões ampliada: mezanino abriga o Café D'Antônio Torres

Depois de três anos de entraves burocráticos, a Livraria Letras & Expressões do Leblon enfim inaugura, neste fim de semana (dias 10 e 11), sua esperada ampliação. A tradicional loja situada no quarteirão mais badalado da cidade triplica de tamanho, ganha café, cibercafé e outro acesso pela Dias Ferreira, além da manjada entrada pela Ataulfo de Paiva. "Atendemos a uma reivindicação antiga dos clientes", diz o empresário Emílio Bruno, que junto com o irmão Giulio abriu há doze anos a livraria, cuja marca são o funcionamento 24 horas e a vasta oferta de livros e também de revistas e jornais, 70% importados. A combinação de livros, revistas e jornais do mundo inteiro, além de CDs, DVDs e tabacaria, atrai um público diversificado, que costuma abarrotar a loja a qualquer hora. "Nosso movimento na madrugada é o mesmo ou até maior que o do dia. O Rio mantém-se ativo 24 horas", conta Emílio. Os sócios ampliaram seus domínios para onde funcionava o restaurante Bozó, na Rua Dias Ferreira, de fundo para a livraria. Com a expansão, a Letras & Expressões passa de 77 metros quadrados para 220. Aumenta, também, a oferta de livros, CDs e DVDs. E, dizem os proprietários, o que não estiver nas prateleiras chega em no máximo dez minutos, vindo do estoque que ocupa três andares de um prédio vizinho. A tabacaria triplica as opções, e as publicações infantis ganham um canto especial chamado de Letrinhas. No mezanino de 30 metros quadrados, outra novidade: o Café D'Antonio Torres, com 24 lugares. A escolha do nome foi feita pelo voto dos clientes. "A livraria já é a casa do escritor, e quando se recebe essa consideração ela vira seu santuário", diz o autor homenageado. A L&E vai ter também cinco computadores ligados à internet. "Nosso foco é o livro. O resto é para vender mais publicações", observa Giulio.

Os irmãos Bruno fizeram tradição no Leblon procurando satisfazer cada desejo dos freqüentadores – na maior parte fiéis, como o casal Tony Bellotto e Malu Mader, Chico Buarque, Rubem Fonseca e as atrizes Guilhermina Guinle e Deborah Secco. "Antigamente se dizia que a revista era popular e o livro, elitizado. Mas quem gosta de leitura consome os dois, e por isso apostamos nessa mistura que deu certo", diz Emílio, que há sete anos abriu uma filial em Ipanema. A empresária Astrid Monteiro de Carvalho é outra cliente assídua. Passa por ali pelo menos três vezes por semana, acompanhada do namorado, o apresentador Luciano Huck. "Compro muitas revistas de moda para pesquisa. Ali é quase a extensão do meu escritório", afirma ela. "Deixamos os clientes à vontade para folhear as publicações", diz Giulio. "É como minha segunda casa, vou lá quase todos os dias. Compro revistas de arquitetura nacionais e estrangeiras e jornais de vários Estados. Quando viajo, eles guardam os exemplares para mim", diz o arquiteto Chicô Gouvea. "Hoje os clientes têm muitos motivos para entrar numa livraria, seja para tomar café e ler as revistas, seja para comprar produtos da tabacaria. Mesmo sem o hábito da leitura, uma hora ele acaba se rendendo ao livro", acredita Emílio.

 

         
     
 
 
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