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CONSUMO
Letras
maiúsculas
Livraria
triplica a área e ganha cibercafé
Melissa
Jannuzzi
Mirian Monteiro/Strana
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| A
Letras & Expressões ampliada: mezanino abriga o Café
D'Antônio Torres |
Depois
de três anos de entraves burocráticos, a Livraria Letras
& Expressões do Leblon enfim inaugura, neste fim de semana
(dias 10 e 11), sua esperada ampliação. A tradicional
loja situada no quarteirão mais badalado da cidade triplica
de tamanho, ganha café, cibercafé e outro acesso pela
Dias Ferreira, além da manjada entrada pela Ataulfo de Paiva.
"Atendemos a uma reivindicação antiga dos clientes",
diz o empresário Emílio Bruno, que junto com o irmão
Giulio abriu há doze anos a livraria, cuja marca são
o funcionamento 24 horas e a vasta oferta de livros e também
de revistas e jornais, 70% importados. A combinação
de livros, revistas e jornais do mundo inteiro, além de CDs,
DVDs e tabacaria, atrai um público diversificado, que costuma
abarrotar a loja a qualquer hora. "Nosso movimento na madrugada
é o mesmo ou até maior que o do dia. O Rio mantém-se
ativo 24 horas", conta Emílio. Os sócios ampliaram
seus domínios para onde funcionava o restaurante Bozó,
na Rua Dias Ferreira, de fundo para a livraria. Com a expansão,
a Letras & Expressões passa de 77 metros quadrados para
220. Aumenta, também, a oferta de livros, CDs e DVDs. E,
dizem os proprietários, o que não estiver nas prateleiras
chega em no máximo dez minutos, vindo do estoque que ocupa
três andares de um prédio vizinho. A tabacaria triplica
as opções, e as publicações infantis
ganham um canto especial chamado de Letrinhas. No mezanino de 30
metros quadrados, outra novidade: o Café D'Antonio Torres,
com 24 lugares. A escolha do nome foi feita pelo voto dos clientes.
"A livraria já é a casa do escritor, e quando se recebe
essa consideração ela vira seu santuário",
diz o autor homenageado. A L&E vai ter também cinco computadores
ligados à internet. "Nosso foco é o livro. O resto
é para vender mais publicações", observa Giulio.
Os
irmãos Bruno fizeram tradição no Leblon procurando
satisfazer cada desejo dos freqüentadores na maior parte
fiéis, como o casal Tony Bellotto e Malu Mader, Chico Buarque,
Rubem Fonseca e as atrizes Guilhermina Guinle e Deborah Secco. "Antigamente
se dizia que a revista era popular e o livro, elitizado. Mas quem
gosta de leitura consome os dois, e por isso apostamos nessa mistura
que deu certo", diz Emílio, que há sete anos abriu
uma filial em Ipanema. A empresária Astrid Monteiro de Carvalho
é outra cliente assídua. Passa por ali pelo menos
três vezes por semana, acompanhada do namorado, o apresentador
Luciano Huck. "Compro muitas revistas de moda para pesquisa. Ali
é quase a extensão do meu escritório", afirma
ela. "Deixamos os clientes à vontade para folhear as publicações",
diz Giulio. "É como minha segunda casa, vou lá quase
todos os dias. Compro revistas de arquitetura nacionais e estrangeiras
e jornais de vários Estados. Quando viajo, eles guardam os
exemplares para mim", diz o arquiteto Chicô Gouvea. "Hoje
os clientes têm muitos motivos para entrar numa livraria,
seja para tomar café e ler as revistas, seja para comprar
produtos da tabacaria. Mesmo sem o hábito da leitura, uma
hora ele acaba se rendendo ao livro", acredita Emílio.
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