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13 de setembro de 2006

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A Disney do Carnaval

A Cidade do Samba é aberta para visitação

Isabel Butcher

 
Dilmar Cavalher/Strana
As alegorias do desfile são atrações: visitas guiadas

"Pra tudo se acabar na quarta-feira" sempre foi uma frase-síntese do caráter efêmero do Carnaval. Ao fim da festa maior, as alegorias, tão monumentais quanto bem-acabadas, eram desmontadas e só podiam ser admiradas novamente em imagens. Para perpetuar o espetáculo além dos quatro dias, a Cidade do Samba abriu suas portas na segunda-feira passada (4) para visitação. Cariocas e turistas já podem ver alegorias que cruzaram a Marquês de Sapucaí e também espiar como funciona a linha de montagem das escolas de samba. Numa área de 97.000 metros quadrados, na Gamboa, a Cidade do Samba reúne os barracões das treze escolas do Grupo Especial. "Não inventei a roda, apenas trouxe para cá aquilo que vemos nos grandes parques temáticos internacionais", diz Carlinhos de Jesus, responsável pela concepção, pelo roteiro e pela direção artística do espaço.

A visita se inicia numa sala, com direito a guaraná, caipirinha e água-de-coco, ao som de pagode tocado ao vivo. Depois, a guia e o diretor de harmonia do local – perfeitamente caracterizado com calça branca, camisa vermelha, chapéu, apito no pescoço e baqueta na mão – conduzem o público para o passeio, que começa no barracão da Liga Independente das Escolas de Samba. Lá, o visitante pode ver a confecção de fantasias e conhecer os instrumentos da bateria. Como cenário, o carro abre-alas da Mangueira em 2006, que reproduzia um surdo, instrumento principal da marcação. No mesmo barracão, é possível ver de perto as fantasias e tirar fotos com elas. Depois, os visitantes conferem algumas alegorias e esculturas apresentadas na avenida neste ano, todas devidamente identificadas com placas. Às quintas, a partir das 20 horas, a atração é o show Cidadão Samba, com passistas, ritmistas, casais de mestre-sala e porta-bandeira, baianas e destaques. Quando o Carnaval se aproximar, a idéia é liberar as passarelas do mezanino ao visitante, que de lá poderá ver o trabalho de construção das alegorias. "Os mistérios vão continuar, mas não como antes. O público vai ver a produção dos carros. Por isso, o que vai contar a partir de agora é a qualidade dos artistas. Mas, de repente, uma coisa ou outra a gente vai cobrir", diz Ricardo Fernandes, diretor de Carnaval do Salgueiro.

 

Por dentro da Cidade

A Cidade do Samba reúne as oficinas das 13 escolas do Grupo Especial.

Nas semanas que antecedem o carnaval, serão de 300 a 400 pessoas trabalhando em cada barracão.

Os gastos totais das escolas do Grupo Especial com o desfile ficam em torno de 50 milhões de reais.


Cidade do Samba. Rua Rivadávia Corrêa, 60, Gamboa, 2213-2546. Qua. e sex. a seg., 12h/20h. Qui., 12h/ 18h. R$ 20,00 e R$ 10,00 (moradores do Rio com comprovante). Visitas às 14h, 16h e 18h, com opções de guias com fluência em inglês, espanhol e japonês. Qui., 20h, espetáculo Cidadão Samba. R$ 80,00 e R$ 40,00 (moradores do Rio com comprovante).

     
   

 

 
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