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CIDADE
A Disney do Carnaval A Cidade do Samba é
aberta para visitação Isabel
Butcher Dilmar
Cavalher/Strana  | | As
alegorias do desfile são atrações: visitas guiadas |
"Pra
tudo se acabar na quarta-feira" sempre foi uma frase-síntese do caráter
efêmero do Carnaval. Ao fim da festa maior, as alegorias, tão monumentais
quanto bem-acabadas, eram desmontadas e só podiam ser admiradas novamente
em imagens. Para perpetuar o espetáculo além dos quatro dias, a
Cidade do Samba abriu suas portas na segunda-feira passada (4) para visitação.
Cariocas e turistas já podem ver alegorias que cruzaram a Marquês
de Sapucaí e também espiar como funciona a linha de montagem das
escolas de samba. Numa área de 97.000 metros quadrados, na Gamboa, a Cidade
do Samba reúne os barracões das treze escolas do Grupo Especial.
"Não inventei a roda, apenas trouxe para cá aquilo que vemos nos
grandes parques temáticos internacionais", diz Carlinhos de Jesus, responsável
pela concepção, pelo roteiro e pela direção artística
do espaço. A visita se inicia
numa sala, com direito a guaraná, caipirinha e água-de-coco, ao
som de pagode tocado ao vivo. Depois, a guia e o diretor de harmonia do local
perfeitamente caracterizado com calça branca, camisa vermelha, chapéu,
apito no pescoço e baqueta na mão conduzem o público
para o passeio, que começa no barracão da Liga Independente das
Escolas de Samba. Lá, o visitante pode ver a confecção de
fantasias e conhecer os instrumentos da bateria. Como cenário, o carro
abre-alas da Mangueira em 2006, que reproduzia um surdo, instrumento principal
da marcação. No mesmo barracão, é possível
ver de perto as fantasias e tirar fotos com elas. Depois, os visitantes conferem
algumas alegorias e esculturas apresentadas na avenida neste ano, todas devidamente
identificadas com placas. Às quintas, a partir das 20 horas, a atração
é o show Cidadão Samba, com passistas, ritmistas, casais
de mestre-sala e porta-bandeira, baianas e destaques. Quando o Carnaval se aproximar,
a idéia é liberar as passarelas do mezanino ao visitante, que de
lá poderá ver o trabalho de construção das alegorias.
"Os mistérios vão continuar, mas não como antes. O público
vai ver a produção dos carros. Por isso, o que vai contar a partir
de agora é a qualidade dos artistas. Mas, de repente, uma coisa ou outra
a gente vai cobrir", diz Ricardo Fernandes, diretor de Carnaval do Salgueiro.
Por
dentro da Cidade
A Cidade do Samba reúne as oficinas das 13
escolas do Grupo Especial.
Nas semanas que antecedem o carnaval, serão de 300
a 400 pessoas trabalhando em cada barracão.
Os gastos
totais das escolas do Grupo Especial com o desfile ficam em torno de 50 milhões
de reais. | Cidade
do Samba. Rua Rivadávia Corrêa, 60, Gamboa,
2213-2546. Qua. e sex. a seg., 12h/20h. Qui., 12h/ 18h. R$ 20,00 e R$ 10,00 (moradores
do Rio com comprovante). Visitas às 14h, 16h e 18h, com opções
de guias com fluência em inglês, espanhol e japonês. Qui., 20h,
espetáculo Cidadão Samba. R$ 80,00 e R$ 40,00 (moradores
do Rio com comprovante).
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