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VANGUARDA
Atrações
até debaixo d'água
Mostra
de teatro experimental ocupa a cidade
Debora Ghivelder
Fotos Divulgação
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AEGRI SOMNIA Encenação
subaquática para cinqüenta corajosos que queiram
pôr roupa de banho, máscara e snorkel, além
de enfrentar um exame médico feito na hora para ingressar
na piscina do Clube Guanabara
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Uma
festa cênica define melhor a quarta edição do
riocenacontemporânea do que o nome oficial de Festival Internacional
de Teatro. A mostra, a partir de sexta (14) e com duração
de nove dias, traz bem mais do que peças teatrais. Há
lugar na agenda para simpósios, oficinas, leituras dramatizadas,
performances e intervenções urbanas, além de
exibições de DJs, que passam ao largo das definições
cunhadas na Grécia para teatro. O evento, que transforma
o Museu de Arte Moderna em cabaré (veja na coluna de shows),
promete 44 récitas com ingressos a 10 reais e prega a conexão
com as mais variadas tribos. Vai ter gente de São Paulo,
Rio, Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Brasília,
Pernambuco e Paraíba, além das atrações
da França, Argentina, Espanha e Holanda. O festival ocupa
vários endereços (veja quadro abaixo) e apresenta
todo tipo de espetáculo. Até peça encenada
no fundo de uma piscina cheia d'água, com a platéia
paramentada com roupa de banho, máscara e snorkel e exame
médico feito na hora. Quem quiser pode ver também
de fora da piscina. O responsável pela aventura, batizada
Aegri Somnia, é o francês Jean Lambert-Wild.
Dele também se verá O Muro, em que uma atriz
contracena com um muro cheio de sons e cores. São dois dos
espetáculos mais aguardados.
Quase
tão esperados quanto Open House, do argentino Daniel
Veronese, que aborda questões políticas com um teatro
de animação. Também da Argentina vem Rafael
Spregelburd com a premiada La Estupidez, de humor gauche.
Outra estrela é Rodrigo Garcia, enfant terrible argentino
radicado na Espanha, que traz After Sun. Ainda de fora, vale
destacar Ça Ira Quand Même, de Benoit Lambert
(França), e o trabalho de Carlos Lagoeiro, brasileiro radicado
na Holanda, diretor do grupo Muganga. Ele apresenta o universo de
João Guimarães Rosa em Derde Over, inspirado
em A Terceira Margem do Rio. O sertão é cenário
neste riocena, que tem Mostra de Teatro Nordestino, com direito
a uma visão do deserto chamada Binneland, criada por
Gilberto Gawronski para a holandesa Cia. Demolitian-Art in Obra.
Do Brasil, há peças premiadas, como a curitibana Volta
ao Dia, e novas, como A Caixa, dirigida por Bete Coelho,
com as irmãs Melo: Patrícia, no texto, e Renata, em
cena. Escolha sua tribo.
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Serviço
RIOCENACONTEMPORANEA.
Nesta semana:
La Estupidez, sex. (14) e sáb., 20h. Teatro
Sesi (300 lugares). Avenida Graça Aranha, 1, Centro,
2563-4163. 16 anos.
Binneland, sex. (14) e sáb., 22h. Espaço
Cultural Sérgio Porto (180 lugares). Rua Humaitá,
163,
2266-0896. 14 anos.
Derde Over, dom. (16), 21h. Espaço Cultural
Sérgio Porto. 10 anos.
O Muro, sáb. e dom., 20h. Casa França
Brasil (400 lugares). Rua Visconde de Itaboraí,
78, Centro,
2262-0942. 12 anos.
Aegri Somnia, sáb. e dom., 16h. Piscina do Clube
de Regatas Guanabara (50 lugares). Avenida Nestor Moreira,
42, Botafogo,
2295-2597. 12 anos.
Open House, sáb. e dom., 20h. Teatro Glória
(250 lugares). Rua do Russel, 632,
2555-7262. 16 anos. R$ 10,00.
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