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12 de novembro de 2003
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VANGUARDA

Atrações até debaixo d'água

Mostra de teatro experimental ocupa a cidade

Debora Ghivelder

 
Fotos Divulgação
AEGRI SOMNIA – Encenação subaquática para cinqüenta corajosos que queiram pôr roupa de banho, máscara e snorkel, além de enfrentar um exame médico feito na hora para ingressar na piscina do Clube Guanabara

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Uma festa cênica define melhor a quarta edição do riocenacontemporânea do que o nome oficial de Festival Internacional de Teatro. A mostra, a partir de sexta (14) e com duração de nove dias, traz bem mais do que peças teatrais. Há lugar na agenda para simpósios, oficinas, leituras dramatizadas, performances e intervenções urbanas, além de exibições de DJs, que passam ao largo das definições cunhadas na Grécia para teatro. O evento, que transforma o Museu de Arte Moderna em cabaré (veja na coluna de shows), promete 44 récitas com ingressos a 10 reais e prega a conexão com as mais variadas tribos. Vai ter gente de São Paulo, Rio, Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Brasília, Pernambuco e Paraíba, além das atrações da França, Argentina, Espanha e Holanda. O festival ocupa vários endereços (veja quadro abaixo) e apresenta todo tipo de espetáculo. Até peça encenada no fundo de uma piscina cheia d'água, com a platéia paramentada com roupa de banho, máscara e snorkel e exame médico feito na hora. Quem quiser pode ver também de fora da piscina. O responsável pela aventura, batizada Aegri Somnia, é o francês Jean Lambert-Wild. Dele também se verá O Muro, em que uma atriz contracena com um muro cheio de sons e cores. São dois dos espetáculos mais aguardados.


OPEN HOUSE – A peça do argentino Daniel Veronese é das mais esperadas
BINNELAND – O espetáculo holandês criado por Gilberto Gawronski sobre um sertão imaginário é atração nos primeiros dias de festival
A CAIXA – Dirigido por Bete Coelho, o inédito monólogo é o primeiro trabalho conjunto das irmãs Melo: Patrícia, autora, e Renata, atriz

Quase tão esperados quanto Open House, do argentino Daniel Veronese, que aborda questões políticas com um teatro de animação. Também da Argentina vem Rafael Spregelburd com a premiada La Estupidez, de humor gauche. Outra estrela é Rodrigo Garcia, enfant terrible argentino radicado na Espanha, que traz After Sun. Ainda de fora, vale destacar Ça Ira Quand Même, de Benoit Lambert (França), e o trabalho de Carlos Lagoeiro, brasileiro radicado na Holanda, diretor do grupo Muganga. Ele apresenta o universo de João Guimarães Rosa em Derde Over, inspirado em A Terceira Margem do Rio. O sertão é cenário neste riocena, que tem Mostra de Teatro Nordestino, com direito a uma visão do deserto chamada Binneland, criada por Gilberto Gawronski para a holandesa Cia. Demolitian-Art in Obra. Do Brasil, há peças premiadas, como a curitibana Volta ao Dia, e novas, como A Caixa, dirigida por Bete Coelho, com as irmãs Melo: Patrícia, no texto, e Renata, em cena. Escolha sua tribo.

 

Serviço

RIOCENACONTEMPORANEA. Nesta semana: La Estupidez, sex. (14) e sáb., 20h. Teatro Sesi (300 lugares). Avenida Graça Aranha, 1, Centro, 2563-4163. 16 anos.
Binneland,
sex. (14) e sáb., 22h. Espaço Cultural Sérgio Porto (180 lugares). Rua Humaitá, 163, 2266-0896. 14 anos.
Derde Over,
dom. (16), 21h. Espaço Cultural Sérgio Porto. 10 anos.
O Muro,
sáb. e dom., 20h. Casa França Brasil (400 lugares). Rua Visconde de Itaboraí, 78, Centro, 2262-0942. 12 anos.
Aegri Somnia,
sáb. e dom., 16h. Piscina do Clube de Regatas Guanabara (50 lugares). Avenida Nestor Moreira, 42, Botafogo, 2295-2597. 12 anos.
Open House,
sáb. e dom., 20h. Teatro Glória (250 lugares). Rua do Russel, 632, 2555-7262. 16 anos. R$ 10,00.

 

         
     
 
 
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