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12 de outubro de 2005

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Dez curiosidades...

sobre o Cristo Redentor

 
Paulo Marcos

Em homenagem à imagem-símbolo do Rio, que completa 74 anos, a cineasta Bel Noronha lança o documentário Christo Redemptor, na noite de quarta (12), num telão no sopé da estátua. Tataraneta do criador do monumento, o carioca Heitor da Silva Costa, ela pesquisou durante três anos. "Fiz um trabalho de Sherlock Holmes", diz ela. Eis dez histórias do filme.

1

Na concepção original, a estátua carregava uma bola na mão e uma cruz na outra. Daí começaram a chamar o projeto de "Cristo da bola". Entrou em cena o cardeal Sebastião Leme, com o pedido de que o projeto fosse repensado e de longe o monumento pudesse ser percebido como símbolo religioso.

2

A concorrência para a construção do monumento foi aberta em 1921, e a idéia era que a estátua do Cristo ficasse pronta no ano seguinte, na data exata do centenário da Independência. No entanto, a inauguração ocorreu quase uma década depois do previsto, no dia 12 de outubro de 1931.

3

"Embora muito se apregoe que o Cristo Redentor seja francês, ele é brasileiríssimo", diz Bel Noronha. O mito francês surgiu porque a maquete foi desenvolvida por Heitor em Paris, e os cálculos estruturais ficaram a cargo do francês Albert Caquot. Mas só isso.

4

As pastilhas de pedra-sabão foram coladas em placas por voluntários no Rio. Eles se reuniam em igrejas para o mutirão. Senhoras católicas também organizavam chás em casa para atrair gente para o trabalho.

5

Em 1926, o projeto estava praticamente concluído. Faltava escolher o material de revestimento. Heitor cogitou usar pó de bronze, que daria ao monumento o aspecto de um ponto escuro no céu. Mas, ao entrar numa galeria na Avenida Champs Elysées, em Paris, ele viu uma fonte revestida de mosaico e veio a idéia de usar pastilhas de pedra-sabão.

6

As doações eram feitas nas igrejas, mas também se recolhia dinheiro de porta em porta. O ex-presidente da Fifa João Havelange, na época escoteiro mirim, foi um dos milhares de voluntários que pediram contribuições nas ruas.

7

Outro erro comum é atribuir a imagem a um presente do governo francês. O custo do monumento foi quase todo bancado por doações de populares no Brasil. Do total de 2 400 contos de réis, 200 contos vieram do governo brasileiro.

8

Outra revelação do filme: o inventor italiano Guglielmo Marconi realmente mandou de Roma o sinal para iluminar o Cristo. Mas o sinal chegou fraco e teve de ser amplificado na Companhia Radiotelegráfica antes de ser reenviado ao alto do morro.

9

A construção começou em 1926. Como não havia pistas de rodagem no morro, todo o material da obra – vergalhões, pedras, cimento – foi transportado no trem da Estrada de Ferro Corcovado.

10

A primeira vez em que se falou em pôr uma imagem religiosa no alto do Corcovado foi no quarto final do século XIX. A sugestão partiu do padre lazarista Pedro Maria Boss, que deu a idéia à princesa Isabel. Ela foi retomada em 1921 pelo círculo católico. Não houve políticos à frente do projeto.

     
  
   

 

 
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