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AVIAÇÃO
Sinal verde na pista
O Aeroporto Internacional de Cabo
Frio
será aberto no dia 1º de outubro
Fátima Sá
Fotos Divulgação
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| Entre o Rio e o petróleo:
nova pista pode receber aviões de grande
porte |
Fechado para
obras há um ano e três meses, o Aeroporto Internacional
de Cabo Frio será oficialmente reinaugurado pelo presidente
Lula no dia 1º de outubro. A pista ainda aguarda homologação
da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac),
mas a data foi confirmada na semana passada. Estrategicamente localizado
a 141 quilômetros do Rio e a 78 quilômetros de Macaé
cidade-chave na exploração do petróleo
, o aeroporto, construído em 1998, foi alvo de uma
reforma que consumiu 30 milhões de reais. Ampliada, a pista
passou a ter 2 560 metros de comprimento por 45 metros de largura,
tornando-se apta para pousos e decolagens de aviões de grande
porte. Os terminais de passageiros e de cargas foram modernizados.
Com 1,5 milhão de metros quadrados de área, o Aeroporto
de Cabo Frio é hoje o segundo maior do estado, perdendo apenas
para o Tom Jobim.
A reforma permitirá que
ele receba vôos regulares, inclusive internacionais. "Há
perspectivas bastante concretas de vôos para Buenos Aires
e Santiago, além de linhas para Brasília e Belo Horizonte",
conta Francisco Pinto, presidente do conselho administrativo da
Costa do Sol, operadora privada que detém a concessão
do aeroporto. Dois milhões de turistas passam anualmente
por Cabo Frio, que chega a ter 275 dias de sol por ano. Muitos vêm
do Mercosul. "Com vôos de duas horas e meia de duração,
será possível tomar café-da-manhã em
Buenos Aires e almoçar em Cabo Frio", calcula Gustavo Beranger,
secretário de Turismo da cidade.
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| Setor de passageiros: modernização
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Apesar da expectativa de mais
viajantes, é o setor de cargas que promete sacudir a região.
"O Aeroporto de Cabo Frio mudará a logística do estado
do Rio", aposta o secretário estadual de Transportes, Julio
Lopes. Entreposto aduaneiro, o aeroporto já é usado
para liberar cargas importadas, que são levadas lacradas
para lá e então vistoriadas. Procedimento inverso
pode acontecer no caso de cargas para exportação:
depois de examinadas e seladas, têm autorização
para seguir viagem. "A burocracia é menor e o tempo de liberação
atende aos compromissos da indústria", diz Julio Lopes. No
ano passado, o movimento de cargas no entreposto chegou a 242 milhões
de dólares, originando 100 milhões de reais em impostos
60% para a União e o restante para os governos estadual
e municipal. Com a pista pronta, a arrecadação, sem
dúvida, vai aumentar.
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