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12 de setembro de 2007

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Sinal verde na pista

O Aeroporto Internacional de Cabo Frio
será aberto no dia 1º de outubro

Fátima Sá

 
Fotos Divulgação
Entre o Rio e o petróleo: nova pista pode receber aviões de grande porte

Fechado para obras há um ano e três meses, o Aeroporto Internacional de Cabo Frio será oficialmente reinaugurado pelo presidente Lula no dia 1º de outubro. A pista ainda aguarda homologação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), mas a data foi confirmada na semana passada. Estrategicamente localizado a 141 quilômetros do Rio e a 78 quilômetros de Macaé – cidade-chave na exploração do petróleo –, o aeroporto, construído em 1998, foi alvo de uma reforma que consumiu 30 milhões de reais. Ampliada, a pista passou a ter 2 560 metros de comprimento por 45 metros de largura, tornando-se apta para pousos e decolagens de aviões de grande porte. Os terminais de passageiros e de cargas foram modernizados. Com 1,5 milhão de metros quadrados de área, o Aeroporto de Cabo Frio é hoje o segundo maior do estado, perdendo apenas para o Tom Jobim.

A reforma permitirá que ele receba vôos regulares, inclusive internacionais. "Há perspectivas bastante concretas de vôos para Buenos Aires e Santiago, além de linhas para Brasília e Belo Horizonte", conta Francisco Pinto, presidente do conselho administrativo da Costa do Sol, operadora privada que detém a concessão do aeroporto. Dois milhões de turistas passam anualmente por Cabo Frio, que chega a ter 275 dias de sol por ano. Muitos vêm do Mercosul. "Com vôos de duas horas e meia de duração, será possível tomar café-da-manhã em Buenos Aires e almoçar em Cabo Frio", calcula Gustavo Beranger, secretário de Turismo da cidade.

 
Setor de passageiros: modernização

Apesar da expectativa de mais viajantes, é o setor de cargas que promete sacudir a região. "O Aeroporto de Cabo Frio mudará a logística do estado do Rio", aposta o secretário estadual de Transportes, Julio Lopes. Entreposto aduaneiro, o aeroporto já é usado para liberar cargas importadas, que são levadas lacradas para lá e então vistoriadas. Procedimento inverso pode acontecer no caso de cargas para exportação: depois de examinadas e seladas, têm autorização para seguir viagem. "A burocracia é menor e o tempo de liberação atende aos compromissos da indústria", diz Julio Lopes. No ano passado, o movimento de cargas no entreposto chegou a 242 milhões de dólares, originando 100 milhões de reais em impostos – 60% para a União e o restante para os governos estadual e municipal. Com a pista pronta, a arrecadação, sem dúvida, vai aumentar.

         
     

 

 
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