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28 de junho de 2006

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OPINIÃO DO LEITOR


Tutty Vasques  

Olá, Tutty! Sou carioca, 37 anos, e vivo na Califórnia. Não cruzei só um túnel, como você, mas o hemisfério. Há alguns minutos estive à procura do meu passado: buscava uma foto da Rua Dona Delfina, na Tijuca – acho que é essa a rua da antiga Brahma (cerveja que hoje, imagine, posso comprar nos mercados daqui). Ia muito a uma igreja nessa rua com a minha falecida avó, que morava na Maria Amália. E foi por isso que achei você na internet nesta noite. Ainda sei de cor o telefone antigo dos meus avós (aliás, eu o tenho aqui, velho, preto e pesado, na escrivaninha moderna do meu escritório). Sei de cor a hora em que o sorveteiro passava na calçada. Sei quando trocaram os paralelepípedos por asfalto. Há um ano você escreveu para Veja Rio um texto sobre como a Tijuca do seu passado não tem nada a ver com a Tijuca de hoje ("Eu, tijucano", Veja Rio, 1º/6/2005). Eu, que vivo aqui, senti um aperto imenso no coração quando fiz uma busca on-line pela Rua Maria Amália e vi que existem prédios altos, cursos de inglês e locadoras de automóveis onde moravam meus avós, meus tios e vizinhos. Cliquei imediatamente para fechar aquela página, porque é duro imaginar certas perdas, ou o simbolismo dessas perdas (a perda da minha infância?). Enfim, daqui de um outro hemisfério, ainda em choque pela perda do Brasil no jogo de ontem contra a França, eu quis mandar um alô da leitora desconhecida que deparou com seu texto.

Jacqueline Bonelli Smith

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Essas mulheres  

Manoel Carlos, como grande admiradora sua, gostaria de parabenizá-lo pela belíssima crônica "Essas mulheres" (Veja Rio, 28/6/2006). Foi com grande prazer que a li e reli diversas vezes. E é sempre um grande prazer abrir Veja Rio e encontrar suas crônicas.

Margareth C. Silva

Por e-mail

 

Helena, Helenas  

Caro Manoel Carlos, tive uma Helena em minha vida. Minha mãe, que já não está entre nós e me adotou no Orfanato Mello Mattos, no Jardim Botânico, quando eu tinha 5 anos e ela, 68 anos. Isso aconteceu em 1973. Fui morar no Leblon e tivemos uma convivência que mais parecia uma história de novela. E muitas vezes a reconheci em suas Helenas.

Heloísa Fabiano

Por e-mail

 

Polêmica em Ipanema  

Pior do que o obelisco ("Polêmica em Ipanema", Veja Rio, 21/6/2006) é o próprio conceito urbanístico que foi usado em Ipanema. Luz só para a faixa de rolamento, e não para as calçadas; calçadas tão frágeis e desniveladas que andar por elas após uma chuva é molhar-se todo; redução do número de vagas para carros; vagas mal desenhadas. Enfim, um projeto péssimo, um dos piores do Rio Cidade, e imposto a Ipanema sem nenhuma consulta. Que inveja do Leblon!

Marcus Vinicius Ferreira

Por e-mail

 

A nova face da Justiça  

A reportagem "A nova face da Justiça" (Veja Rio, 7/6/2006) mostra a triste realidade do serviço público brasileiro. Há categorias reconhecidamente privilegiadas, como o Judiciário e o Legislativo, que têm aumentos salariais praticamente anuais, enquanto funcionários do Executivo com nível superior (e muitos com formação bem mais abrangente) recebem salários dez vezes menores. O país deveria se orgulhar de ter os professores, médicos e policiais mais bem pagos do mundo. Essa, sim, é a realidade das nações mais avançadas do planeta, coisa que para nós é uma utopia.

Gabriel Antonio

Por e-mail

 

Beira-Mar  

Adorei o comentário de Mike Stewart ("De Pipeline para Rio das Ostras", Veja Rio, 28/6/2006), grande surfista, admirado por todos os que apreciam ou praticam esse esporte. Realmente, a água do mar também lava a alma, principalmente num mar tão lindo como o que temos em nossa região, que vai das relaxantes praias de Rio das Ostras às doces ondas de Macaé e à beleza sem igual do mar de Quissamã. Tanta maravilha nos deixa de alma lavada!

Aurora Pacheco

Macaé, RJ

 

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