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OPINIÃO DO LEITOR
Tutty
Vasques
Olá,
Tutty! Sou carioca, 37 anos, e vivo na Califórnia. Não cruzei só
um túnel, como você, mas o hemisfério. Há alguns minutos
estive à procura do meu passado: buscava uma foto da Rua Dona Delfina,
na Tijuca acho que é essa a rua da antiga Brahma (cerveja que hoje,
imagine, posso comprar nos mercados daqui). Ia muito a uma igreja nessa rua com
a minha falecida avó, que morava na Maria Amália. E foi por isso
que achei você na internet nesta noite. Ainda sei de cor o telefone antigo
dos meus avós (aliás, eu o tenho aqui, velho, preto e pesado, na
escrivaninha moderna do meu escritório). Sei de cor a hora em que o sorveteiro
passava na calçada. Sei quando trocaram os paralelepípedos por asfalto.
Há um ano você escreveu para Veja Rio um texto sobre como
a Tijuca do seu passado não tem nada a ver com a Tijuca de hoje ("Eu, tijucano",
Veja Rio, 1º/6/2005). Eu, que vivo aqui, senti um aperto imenso
no coração quando fiz uma busca on-line pela Rua Maria Amália
e vi que existem prédios altos, cursos de inglês e locadoras de automóveis
onde moravam meus avós, meus tios e vizinhos. Cliquei imediatamente para
fechar aquela página, porque é duro imaginar certas perdas, ou o
simbolismo dessas perdas (a perda da minha infância?). Enfim, daqui de um
outro hemisfério, ainda em choque pela perda do Brasil no jogo de ontem
contra a França, eu quis mandar um alô da leitora desconhecida que
deparou com seu texto. Jacqueline
Bonelli Smith
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Essas
mulheres
Manoel
Carlos, como grande admiradora sua, gostaria de parabenizá-lo pela belíssima
crônica "Essas mulheres" (Veja Rio, 28/6/2006). Foi com grande
prazer que a li e reli diversas vezes. E é sempre um grande prazer abrir
Veja Rio e encontrar suas crônicas. Margareth
C. Silva
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Helena,
Helenas
Caro
Manoel Carlos, tive uma Helena em minha vida. Minha mãe, que já
não está entre nós e me adotou no Orfanato Mello Mattos,
no Jardim Botânico, quando eu tinha 5 anos e ela, 68 anos. Isso aconteceu
em 1973. Fui morar no Leblon e tivemos uma convivência que mais parecia
uma história de novela. E muitas vezes a reconheci em suas Helenas.
Heloísa
Fabiano
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Polêmica
em Ipanema
Pior
do que o obelisco ("Polêmica em Ipanema", Veja Rio, 21/6/2006)
é o próprio conceito urbanístico que foi usado em Ipanema.
Luz só para a faixa de rolamento, e não para as calçadas;
calçadas tão frágeis e desniveladas que andar por elas após
uma chuva é molhar-se todo; redução do número de vagas
para carros; vagas mal desenhadas. Enfim, um projeto péssimo, um dos piores
do Rio Cidade, e imposto a Ipanema sem nenhuma consulta. Que inveja do Leblon!
Marcus
Vinicius Ferreira
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A
nova face da Justiça
A
reportagem "A nova face da Justiça" (Veja Rio, 7/6/2006)
mostra a triste realidade do serviço público brasileiro. Há
categorias reconhecidamente privilegiadas, como o Judiciário e o Legislativo,
que têm aumentos salariais praticamente anuais, enquanto funcionários
do Executivo com nível superior (e muitos com formação bem
mais abrangente) recebem salários dez vezes menores. O país deveria
se orgulhar de ter os professores, médicos e policiais mais bem pagos do
mundo. Essa, sim, é a realidade das nações mais avançadas
do planeta, coisa que para nós é uma utopia.
Gabriel
Antonio
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Beira-Mar
Adorei
o comentário de Mike Stewart ("De Pipeline para Rio das Ostras", Veja
Rio, 28/6/2006), grande surfista, admirado por todos os que apreciam ou
praticam esse esporte. Realmente, a água do mar também lava a alma,
principalmente num mar tão lindo como o que temos em nossa região,
que vai das relaxantes praias de Rio das Ostras às doces ondas de Macaé
e à beleza sem igual do mar de Quissamã. Tanta maravilha nos deixa
de alma lavada! Aurora
Pacheco
Macaé,
RJ
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