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ESPORTE
Estrelas
da areia
Craques
do beach soccer têm
salário
em dia, sites e escolinhas
Sergio Garcia
Divulgação
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Cláudia Martins/Strana

O
sexteto de ouro: hegemonia |
Difícil destacar uma equipe com hegemonia tão ampla.
Em seus dez anos de existência, a Seleção Brasileira
de Beach Soccer faturou 37 títulos. Dos oito Mundiais realizados,
deixou escapar apenas um, há dois verões. No domingo
(16), a seleção estréia contra a Espanha na
abertura da nona edição da competição,
de volta à Praia de Copacabana. Tem tudo para confirmar a
supremacia. Tudo mesmo. Na origem, lá em 1993, o ex-jogador
Júnior era uma espécie de faz-tudo: treinava, convocava,
comandava e jogava. Não sem razão, ele é venerado
pelos atletas. Hoje, o time ganhou uma razoável infra-estrutura:
tem treinador, auxiliar de treinador e preparador físico.
São seis jogadores intocáveis, nomes certos em todas
as convocações: Robertinho, Júnior Negão,
Juninho, Jorginho, Benjamim e Neném. Estrelas da equipe,
eles têm contrato até fevereiro do ano que vem com
a empresa de marketing esportivo Octagon Koch Tavares. Cada um ganha,
em média, 7 000 reais por mês, valor que pode chegar
a 12 000 com os cachês amealhados em jogos pelo interior do
país. E, diferentemente de boa parte dos profissionais dos
gramados, recebem em dia. Júnior Negão, que só
ficou fora de duas das 193 partidas da seleção, lançou
há vinte dias seu site (www.jrnegao.kit.net).
Em até dois meses estréia o de Neném. Os profissionais
da areia investem também em escolinhas da modalidade. Jorginho
inovou: vai abrir uma em São Paulo. "Estamos começando
a andar com nossas próprias pernas", diz o artilheiro Neném.
"O assédio, principalmente nos outros Estados, tem sido enorme",
conta Juninho, criado em Copacabana. "É ótimo podermos
trabalhar na areia. O que mora mais longe da praia está a
um quarteirão e meio", comenta Jorginho. A turma já
rodou um bocado bem para lá da orla carioca. Eles se apresentaram
em quase toda a Europa, nos Estados Unidos, na África do
Sul, na China, no Japão e na Malásia. Em junho, o
sexteto parte para uma estada de três meses na Europa. O sonho
comum é a modalidade ser incluída no Jogos Pan-Americanos
de 2007, no Rio. "Não é mole ganhar dez anos seguidos",
diz Júnior Negão.
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Todos
os títulos da seleção brasileira de beach soccer
4 Miami Cups (93 / 95 / 96 / 97)
4
Copas América (94 / 95 / 97/ 98)
7
Mundiais (95 / 96 / 97 / 98/ 99 / 00 / 02)
5
Mundialitos (94 / 97 / 99 / 00 / 02)
2
Copas Intercontinentais (95 / 01)
Copa
del Sol (96)
Torneio
da Turquia (00)
4 Copas Mercosul (97 / 98 / 99 / 01)
2
Copas Príncipe Albert (98 / 99)
4 Copas Latina ( 98 / 99 / 01 / 02)
Liga
Mundial (01)
Liga
das Américas (00)
Copa
do Descobrimento (00)
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