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12 de fevereiro de 2003
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ARTE

Eckhout chega ao Rio

O Paço Imperial vence
disputa pela exposição

Isabel Butcher

 
Cláudia Martins/Strana
André Nazareth/Strana
O diretor do Paço Lauro Cavalcanti: só sorrisos

Os dias de espera deixaram tenso o diretor do Paço Imperial Lauro Cavalcanti. Faltavam alguns detalhes financeiros para fechar a vinda ao Rio da exposição Albert Eckhout Volta ao Brasil 1644-2002. Na quarta (5), foi batido o martelo e a exposição desembarca no Paço em 9 de abril. Inicialmente, apenas o Recife e Brasília receberiam as 24 telas do pintor holandês. Mas o sucesso fez com que o Banco Real, patrocinador da exposição, topasse esticar a mostra para São Paulo e Rio. Só a vinda para o Rio custou meio milhão de reais. Ao todo, a mostra Eckhout no Brasil ficou em 2 milhões de dólares. A exposição foi disputada: o Museu Histórico Nacional, o Museu Nacional de Belas Artes e o MAM queriam o privilégio de mostrar as obras. "Todos têm condições técnicas. O Paço foi escolhido por diversos fatores, mas também por ter um staff de excelentes profissionais", atesta Pieter Tjabbes, um dos organizadores da exposição. "As pessoas ligam para saber se a mostra vem mesmo e dizem que vão suspender a viagem para São Paulo", conta Lauro Cavalcanti, diretor do Paço.

 
Fotos divulgação
Pinturas de Eckhout: Mameluca, Mestiço e Negra: retratos do povo brasileiro do século XVII

O ano promete para os apaixonados por artes plásticas. Poucos dias antes da abertura da mostra Eckhout, em 18 de março, o CCBB vai apresentar Rembrandt e a Arte da Gravura. Em outubro, o Paço volta mais uma vez a sediar uma bela exposição, com obras do acervo da Tate Gallery, o mais importante centro cultural de arte contemporânea da Inglaterra. O aval de instituições como a Tate e o Museu Nacional da Dinamarca deixa feliz o diretor do Paço, há onze anos no cargo. "Tudo isso é a recompensa pelo esforço e seriedade de toda a equipe", diz Lauro. A instituição cresceu e hoje é muito bem-vista lá fora. Em 1992, o Paço recebia cerca de 1 500 visitantes por mês. Hoje, a visitação mensal está em torno de 35 000 pessoas. A maioridade chegou.

         
     
 
 
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