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ARTE
Eckhout
chega ao Rio
O
Paço Imperial vence
disputa pela exposição
Isabel Butcher
Cláudia Martins/Strana
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André Nazareth/Strana
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| O
diretor do Paço Lauro Cavalcanti: só
sorrisos
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Os
dias de espera deixaram tenso o diretor do Paço Imperial
Lauro Cavalcanti. Faltavam alguns detalhes financeiros para fechar
a vinda ao Rio da exposição Albert Eckhout Volta
ao Brasil 1644-2002. Na quarta (5), foi batido o martelo e a
exposição desembarca no Paço em 9 de abril.
Inicialmente, apenas o Recife e Brasília receberiam as 24
telas do pintor holandês. Mas o sucesso fez com que o Banco
Real, patrocinador da exposição, topasse esticar a
mostra para São Paulo e Rio. Só a vinda para o Rio
custou meio milhão de reais. Ao todo, a mostra Eckhout no
Brasil ficou em 2 milhões de dólares. A exposição
foi disputada: o Museu Histórico Nacional, o Museu Nacional
de Belas Artes e o MAM queriam o privilégio de mostrar as
obras. "Todos têm condições técnicas.
O Paço foi escolhido por diversos fatores, mas também
por ter um staff de excelentes profissionais", atesta Pieter Tjabbes,
um dos organizadores da exposição. "As pessoas ligam
para saber se a mostra vem mesmo e dizem que vão suspender
a viagem para São Paulo", conta Lauro Cavalcanti, diretor
do Paço.
Fotos divulgação
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| Pinturas
de Eckhout: Mameluca, Mestiço e Negra:
retratos do povo brasileiro do século XVII |
O
ano promete para os apaixonados por artes plásticas. Poucos
dias antes da abertura da mostra Eckhout, em 18 de março,
o CCBB vai apresentar Rembrandt e a Arte da Gravura. Em outubro,
o Paço volta mais uma vez a sediar uma bela exposição,
com obras do acervo da Tate Gallery, o mais importante centro cultural
de arte contemporânea da Inglaterra. O aval de instituições
como a Tate e o Museu Nacional da Dinamarca deixa feliz o diretor
do Paço, há onze anos no cargo. "Tudo isso é
a recompensa pelo esforço e seriedade de toda a equipe",
diz Lauro. A instituição cresceu e hoje é muito
bem-vista lá fora. Em 1992, o Paço recebia cerca de
1 500 visitantes por mês. Hoje, a visitação
mensal está em torno de 35 000 pessoas. A maioridade chegou.
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