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ESTRÉIA
Cláudia Ribeiro
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Um
festival de verão agitou as turmas de jovens atores
do Tablado no fim do ano passado. Um dos destaques da programação
foi A Alma Boa de Setsuan, de Bertolt Brecht, em montagem
encenada por pupilos da atriz Guida Vianna. A peça
ocupa o horário nobre do Tablado a partir de sábado
(14), como parte das comemorações dos cinqüenta
anos desse teatro e dos 80 anos de sua fundadora, Maria Clara
Machado. "O elenco é ótimo. Temos uma nova leva
de atores pronta para o mercado", avaliza Guida. Não
é exagero. O espetáculo trata de bondade, compaixão
e generosidade, com música de qualidade e bons atores
saindo do forno. Um deles é Débora Lamm, a Alice
da novela Um Anjo Caiu do Céu. A encenação
da turma do Tablado, dirigida por Guida Vianna, é honesta
e divertida, sem ser panfletária.
PAGODE
Bruno Veiga/Strana
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Agora não tem desculpa. O terreiro que abriga as animadíssimas
rodas de samba comandadas por Tia Doca em Madureira, há
25 anos, ganhou ar-condicionado e se aproxima da Zona Sul.
Mas nem por isso o clima deve esfriar. Essa é a promessa
da patota de músicos e freqüentadores do Pagode
da Tia Doca, que acampa no Teatro Rival apenas na quarta (11)
e na quinta. A noite é embalada por sambas que marcaram
história, como Mas Quem Disse que Eu Te Esqueço
(Dona Ivone Lara e Hermínio Bello de Carvalho), A
Volta (Candeia) e O Show Tem que Continuar (Arlindo
Cruz, Sombrinha e Luiz Carlos da Vila). Para reproduzir o
clima das autênticas rodas do subúrbio, os músicos
dispensaram o palco. Vão montar seu pagode de mesa
no meio da platéia. A propósito: Tia Doca é
uma das potentes vozes da velha- guarda da Portela.
ARTE
Vicente de Mello
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São
azulejos, 100 deles, cada um com 2 metros quadrados. Formam
uma imensa onda azul e branca que dá vertigens em quem
visita a exposição Azulejões,
de Adriana Varejão, em cartaz no Banco do Brasil. Longe
das galerias cariocas desde 1993, a artista volta à
cidade com um trabalho surpreendente. Com as peças,
ela montou um imenso quebra-cabeça cuja lógica
demora a fazer sentido para o visitante. A graça é
descobrir, aos poucos, a perna de um anjinho barroco de um
lado da parede e a cabeça longe, no lado oposto. Adriana
selecionou o material entre peças de coleção,
a dela inclusive, e ainda criou mais vinte azulejos. A artista
usa uma técnica que faz com que as peças pareçam
gastas pelos anos, cobertas de pequenas rachaduras. O resultado
merece ser apreciado sem pressa.
VIOLÃO
BRASILEIRO
Driká Loureiro
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Nicanor Teixeira corria o risco de entrar para a gorda lista
dos grandes músicos brasileiros que não conseguiram
registrar sua obra em CD. Acabou no rol da turma reconhecida
antes tarde do que nunca -- gente como Cartola, Walter Alfaiate
e Clementina de Jesus. Referência obrigatória
no instrumento, o violonista baiano, aos 71 anos, lança
seu disco de estréia na terça (10), com show
no projeto Sesc Instrumental 2001. Numa justa homenagem,
mais de vinte músicos vão revezar-se no palco.
O anfitrião abre o espetáculo, dedilhando Olhos
Que Choram e Canção de Outono. Atrações
como Turíbio Santos e o grupo Galo Preto completam
a noite.
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PROGRAME-SE
NOITE
A segunda edição da megafesta SKOL
BEATS vai agitar o Jockey Club no dia 19 de abril.
Estão escalados oito DJs nacionais e cinco estrangeiros
para tocar em duas arenas e uma área vip. Os
ingressos, à venda nas lojas Levi's, custam R$
15,00 (antecipados) e R$ 25,00 (no dia).
ÓPERA
SIMON
BOCCANEGRA, a primeira ópera da agenda do
Teatro Municipal para a temporada, estréia no
dia 20 de abril. A obra de Verdi ganha montagem com
a soprano brasileira radicada na Áustria Eliane
Coelho como Amélia, o barítono mexicano
Genaro Sulvaran no papel-título, o baixo russo
Julian Konstantinov (Fiesco) e o tenor mexicano Alfredo
Portilla como Gabriele Adorno. A R$ 80,00 (frisa/camarote,
ingresso individual); R$ 70,00 (plat.; b.nobre); R$
50,00 (b.simples) e R$ 25,00 (gal.).
SHOW
O grupo pernambucano MESTRE AMBRÓSIO mostra
as músicas do novo CD, Terceiro Samba,
dia 17, no Canecão. A banda, uma das boas surpresas
da geração mangue bit, arrisca-se por
uma batucada que faz jus ao nome do disco, mas sem perder
as raízes. Não fazem feio.
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