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Fôlego
de gata
Selmy Yassuda
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| Raica:
45 desfiles na temporada |
Raica Oliveira está exausta. A modelo foi a brasileira
que mais trabalhou na temporada das coleções
do inverno europeu. Entre Nova York, Milão e Paris,
foram 45 desfiles para grifes de ponta, como Christian Dior,
John Galliano e Izabel Marant. Com o reinado das brasileiras
ameaçado pelas belgas de cabelos curtos e andar masculino,
Raica foi das poucas a se manter em ascendência. Por
insegurança, no começo de carreira ela rejeitava
ser comparada a Gisele Bündchen. A coisa mudou. "Gosto
da comparação. Só quero ter o mesmo sucesso
que ela." Nascida em Niterói, onde morou até
o ano passado, Raica não mudará o estilo para
fazer frente às belgas. "Tenho meu jeito de andar e
não vou cortar o cabelo."
Votação
na rede é com ela
André Valentim/Strana
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Daniela:
eleição
na internet
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É uma distinção típica deste começo
de século: musa digital. A modelo Daniela Leal tem
papado tudo que é votação na internet.
Sua mais recente vitória foi no site do iG, na escolha
da Garota Morango do mês. Em 2000, foi eleita na rede
a gata do Mundial de Surfe. Há três anos ela
desfila e é fotografada, mas só agora sua carreira
ganha impulso. "Adoro sites de fotos e bate-papo", diz ela,
que quer cursar marketing e trabalhar na agência de
modelos da mãe.
O
gringo que vem dar
luz à cidade
Dilmar Cavalher/Strana
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| Richard:
luz no Pão de Açúcar |
A obra do americano Richard Barton ficará exposta para
todos os cariocas, de graça. Consultor de iluminação
da GE, ele chega aqui com a missão de modificar a paisagem
mais notória da cidade. O Pão de Açúcar
ganhará modernos projetores que vão enfeitar
o morro com uma coroa de luzes a seu redor. Especialista no
assunto, Richard criticou o que viu em suas caminhadas. Achou
as ruas perpendiculares do Leblon escuras demais. "A luz apropriada
é a com foco, que não atrapalha os moradores
e ilumina melhor", ensina. "Os refletores da Praia de Copacabana
deveriam ganhar uma proteção para não
ofuscar a vista."
O
duro dia-a-dia de Conde
André Valentim/Strana
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| Conde:
exercícios e dieta seguidos à risca |
Quem sabe ele não chega aos dois dígitos de
peso. Por causa do problema na válvula femoral após
uma operação malsucedida em Nova York, Luiz
Paulo Conde mudou seus hábitos alimentares e a vida
sedentária e vem tendo de cumprir rotina draconiana.
São três horas diárias de fisioterapia
e rígida dieta. Resultado: está com 108 quilos,
20 menos do que quando saiu da prefeitura, na virada do ano.
"Quero chegar a meu peso ideal, de 100 quilos", anima-se.
Conde garante que não perdeu 1 grama sequer de seu
peso político e já se anuncia como pré-candidato
ao governo do Estado nas eleições de 2002. "Tenho
andado pelas ruas e vejo que a receptividade é ótima",
diz. Será?
Uma
obra em adágio
André Valentim/Strana
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| Ronaldo:
cancelamento da programação |
A
reforma da Sala Cecília Meireles, que começaria
na semana passada, com três meses de atraso, não
saiu do papel. O presidente da Empresa de Obras Públicas
do Estado (Emop), Carlos Augusto Siqueira, atribui a demora
na liberação da verba à nova Lei de Responsabilidade
Fiscal e ao cancelamento do orçamento estadual. Do
outro lado do balcão, o diretor da sala, Ronaldo Miranda,
teme pela programação deste ano. "Já
cancelamos concertos e temos dois grandes eventos no segundo
semestre em risco", alerta ele, referindo-se à 14ª
Bienal de Música Brasileira Contemporânea, em
outubro, e ao Festival Villa-Lobos, em novembro.
Obrigado, Mick Jagger
Dilmar Cavalher/Strana
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| Pierre:
graças à teimosia, versão dos Stones em CD |
O
cantor e compositor Pierre Aderne não cabe em si de
satisfação. Ele acaba de lançar nas bancas
seu primeiro CD comercializado, Se a Língua Faz
Parte da Boca a Gente Só Se Fala Porque Eu Te Beijo.
O carro-chefe é Linda, versão de Angie,
de Rolling Stones. "Fui alertado de que os Stones têm
por regra não liberar música, mas decidi tentar",
conta. Em junho de 2000, ele mandou por e-mail o pedido à
editora da banda. Cinco meses depois, no dia em que, desanimado,
decidiu mandar o CD para a fábrica sem o hit, veio
a surpresa: Jagger, Richards & Cia. liberaram geral. "Quase
desmaiei com o fax. Acho que eles só deixaram porque
se trata de um reggae, bem diferente da melodia original.
No Brasil, é a primeira versão autorizada por
eles."
Editado
por Sérgio Garcia.
Colaboraram Melissa Jannuzzi e Fátima Sá
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