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CARNAVAL
Uma noite para cair na folia
A Cidade do Samba vira point
pré-carnavalesco às quintas,
com show, fantasias e minidesfile
Fátima Sá
Fotos André Valentim/Strana
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| O espaço amplo (no alto) atrai
cariocas e turistas, como as irmãs suecas Louise, Anna
e Christina (acima), que foram ver o caprichado musical
(abaixo): uma noite por dentro do Carnaval |
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O festeiro Bruno
Chateaubriand já esteve quatro vezes por lá. O ator
Erik Marmo descobriu o lugar pouco antes do Natal. E a sueca Christina
Norrlin saiu dali encantada. A um mês e meio do Carnaval,
turistas estrangeiros e cariocas de todas as idades têm enchido
a Cidade do Samba nas noites de quinta. "Desde que abrimos para
o público, em setembro, tem sido um sucesso. Outro dia recebemos
1.200 pessoas", comemora o carnavalesco Milton Cunha, mestre-de-cerimônias
da noite. O programa, batizado de Cidadão Samba, inclui um
caprichado musical, com coreografias do dançarino Carlinhos
de Jesus e figurinos do carnavalesco Milton Cunha, e um apoteótico
minidesfile, em que os visitantes encarnam foliões, sobem
em carros alegóricos e saem sambando ao lado da bateria.
O ambiente é organizado, o clima, familiar, e o ingresso
(80 reais o inteiro e 40 reais para moradores do Rio) inclui bufê
com dezenove opções frias e quentes, além de
bebidas (refrigerante, cerveja e caipirinha) durante toda a noite.
"É um ótimo programa. Um espaço incrível,
com grande estrutura e boa música", comemorava o jornalista
Fernando Gimenes, 27 anos, que esteve por lá pela primeira
vez no fim do ano passado.
Na noite em que Fernando foi
conhecer a Cidade do Samba, o ambiente era tão familiar que
o ator Erik Marmo se divertia numa mesa, entre tios e primos, quando
foi reconhecido por uma ex-professora de escola. Depois de posar
para fotos ao lado dela, Erik derramou-se em elogios ao lugar: "O
que mais me impressionou foi a organização. Tem estacionamento
fácil, as pessoas são atenciosas. E não é
aquele ambiente de azaração. É um clima família",
dizia o ator. Perto dele, três irmãs suecas aproveitavam
a noite para comemorar o aniversário da mãe. "Soubemos
do show pelo agente de viagens e pelo hotel. Achei a música
fantástica e todo mundo parece bonito e feliz", contou Christina
Norrlin, fisioterapeuta, 21 anos. Os estrangeiros, ao contrário
do que se possa imaginar, são minoria. "A gente calcula que
30% do nosso público venha do exterior. Estou impressionado
mesmo é com a grande quantidade de pessoas da terceira idade.
Outro dia tinha uma senhora de 94 anos bebendo cerveja a noite toda",
diverte-se Milton Cunha.
A turma mais velha começa
a chegar cedo, pouco depois das 20 horas, quando são abertos
os portões. O público passeia pela Cidade do Samba
e depois se acomoda nas mesinhas diante do palco. Às 21 horas,
o grupo Pirraça entra em cena tocando uma variada seleção
de sambas, músicas populares e pagodes, enquanto são
distribuídos chapéus e outros pedaços de fantasia
aos visitantes para que entrem no clima. Uma hora depois, as luzes
se apagam e começa o show propriamente dito. O musical, bem-cuidado,
apresenta ao público os diferentes personagens que passam
pela Sapucaí num desfile de escola de samba: do ritmista
tocando agogô aos emplumados destaques, passando por baianas,
passistas, porta-bandeiras. O repertório inclui canções
como O Mestre-Sala dos Mares, de João Bosco e Aldir
Blanc, e sambas-enredo como Contos de Areia, da Portela.
Ao fim do espetáculo, como acontece na Sapucaí, uma
sirene anuncia o início do desfile. Músicos e dançarinos
descem do palco e convocam a platéia, já equipada
com seus pedaços de fantasia, a seguir para o pátio.
Lá, carros alegóricos estão a postos, para
um minidesfile pela Cidade do Samba. "Eu me acabo. Na Sapucaí,
ninguém relaxa. O desfile é a sério, conta
ponto. Aqui, o ponto é a alegria. Você incorpora a
fantasia do Carnaval. É muito mais divertido", diz Bruno
Chateaubriand. O programa termina por volta das 23h30, mas muita
gente, como o aposentado Mário Oliveira Guimarães,
de 72 anos, sai de lá jurando que volta. Quando? "A toda
hora", anuncia Mário.
Cidadão Samba. Cidade
do Samba, Rua Rivadávia Corrêa, 60, Gamboa,
2213-2546. Qui., 21h. R$ 80,00 (inteira) e R$ 40,00 (moradores do
Rio com comprovante de residência). Estacionamento coberto:
R$ 5,00 (na hora do show).
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