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9 de maio de 2007

MÚSICA

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BEIRA-MAR
A OPINIÃO DO LEITOR
CRÔNICA
  

VEJA RIO RECOMENDA


EXPOSIÇÕES

Divulgação
Litografia de 1972: na Caixa Cultural Rio

TOMIE GRÁFICA. Nascida no Japão em 1913, Tomie Ohtake chegou ao Brasil na década de 30. Aos 40 anos, descobriu-se pintora. Depois, enveredou por escultura e gravura com o mesmo ímpeto criativo. Boa prova de seu talento longevo é a mostra com oitenta gravuras que a Caixa Cultural Rio exibe a partir de terça (8). Os trabalhos, feitos entre 1968 e 2005, ousam nas dimensões – chegam a atingir 2,8 metros de largura – e na forma – alguns ocupam dois planos, formando um ângulo de 90 graus.


Fotos divulgação
A obra e a matriz de O Toureiro e o Picador, de 1968: técnica mista de xilo e colagem

ANTONIO BERNI – OBRA GRÁFICA. Menino-prodígio, o argentino Delesio Antonio Berni (1905-1981) iniciou os estudos de desenho aos 11 anos e, aos 15, já angariava críticas positivas por sua primeira individual. Depois, na França, bebeu nas fontes distintas do comunismo e do movimento surrealista. Política e arte moderna inspiram na medida certa as 84 gravuras do artista, feitas entre 1951 e 1977, expostas no Centro Cultural Correios. Estão lá Juanito e Ramona, personagens marcantes inventados por Berni que simbolizam os oprimidos da América Latina. Em alguns trabalhos, a matriz aparece ao lado da obra, revelando um original processo de criação que mistura gravura com colagem.



SHOWS

Fotos divulgação e Mario Anzuoni/Reuters
Santaolalla (centro): atração principal em noite com participação de Marisa Monte e Arnaldo Antunes

Gustavo Santaolalla. O moço elegante flagrado na foto acima pisando no tapete vermelho do Teatro Kodak, em Los Angeles, tem bons motivos para sorrir. Gustavo Santaolalla, compositor e produtor musical argentino, voltou lá neste ano para buscar seu segundo Oscar de trilha sonora, por Babel. No ano passado ele levou a estatueta por O Segredo de Brokeback Mountain. Convidado do projeto Música em Cena – 1º Encontro Internacional de Música de Cinema, Santaolalla se apresentará no Canecão na sexta (11) com sua cultuada banda, a Bajofondo Tango Club, que une tradições musicais de seu país a recursos eletrônicos. A noite contará com a participação de Arnaldo Antunes, André Abujamra e Marisa Monte.



Divulgação
Lanny Gordin: acordes psicodélicos que fizeram história na tropicália

Lanny Gordin. Guitarrista lendário, deixou sua marca em discos essenciais de tropicalistas como Gal Costa, Caetano Veloso e Gilberto Gil. Outras viagens, além das musicais, tiraram Lanny Gordin de cena por quase trinta anos. Depois de tanto tempo, o talento ainda é o mesmo, como mostra o recente CD Duos, que ganha noite de lançamento na quinta (10), no Estrela da Lapa. No palco, versões instrumentais para faixas do novo trabalho e sucessos como Pérola Negra, de Luiz Melodia. Rodrigo Amarante, do Los Hermanos, é presença confirmada na inédita Evaporar.

     
   

 

 
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