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9 de maio de 2007

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A plástica da princesinha

Novos ou reformados, bares e restaurantes rejuvenescem a Avenida Atlântica

Gustavo Autran

Dilmar Cavalher/Strana
O renovado bar do Hotel Ouro Verde: agora, público jovem e festas animadas

Ela já foi sonho de consumo para grã-finos da Zona Sul, com seus hotéis de luxo e edificações em estilo art déco. A Avenida Atlântica viveu seu auge entre os anos 20 e 50 do século XX, quando Copacabana era a Princesinha do Mar, mas perdeu seu posto nas décadas seguintes para Ipanema, Leblon e, mais tarde, Barra da Tijuca. Depois de um longo período de decadência, um dos principais cartões-postais da cidade inicia a renovação de seu visual. O processo começou com a substituição dos velhos quiosques, ainda em andamento. Na divisa com o Leme, o antigo hotel Le Méridien – agora Iberostar Copacabana – entrará em obras logo depois do Pan, no fim de julho. O tradicional Hotel Ouro Verde, entre a Rua Duvivier e a Praça do Lido, reformou o bar e o restaurante. Com isso, renovou sua clientela – às sextas, um público jovem se diverte por lá em concorridas festas.

Em breve a avenida, durante anos ocupada, em grande parte, por estabelecimentos decadentes, ganhará mais dois bares de grife. No fim deste mês será aberto o Atlântico, na esquina com a Rua Francisco Sá; e em agosto, uma filial do bar Devassa, na altura da Rua Bolívar. O Atlântico é o segundo empreendimento dos empresários Roberto Peres e Cássio Machado na orla. Eles são os criadores do charmoso restaurante Copa Café, que vive apinhado de clientes famosos. Antes de fincar os pés na Avenida Atlântica, Peres pesquisou endereços em Ipanema e no Leblon. "Mas os preços eram muito altos, acima do que eu teria como retorno", explica. Hoje, o valor do metro quadrado comercial nos pontos mais nobres da Atlântica oscila entre 1 000 e 2 000 reais. Em Ipanema, no melhor trecho do comércio de luxo da cidade, o metro quadrado comercial chega a custar astronômicos 30 000 reais.

O ponto escolhido pela cervejaria Devassa fica próximo a uma área também revitalizada. Há alguns anos sinônimo de pés-sujos e bares decadentes, o entorno das ruas Bolívar e Domingos Ferreira se transformou num concorrido circuito de bares, que reúne Belmonte, Botequim Informal, Espelunca Chic e Ponto da Bossa Nova. "Para sobreviver nesse cenário será fundamental investir em qualidade. Não dá para ficar parado", diz Cello Macedo, sócio da cervejaria. O recado cai como uma luva para muitos dos 34 bares e restaurantes espalhados pelos 4 quilômetros da praia. Alguns já começam a se mexer. O antigo Lucas, na esquina com a Rua Sousa Lima, agora faz parte da rede de bares Garota. Até o tradicional Copacabana Palace prepara novidades. Depois de reativar o Golden Room como lugar de shows de MPB, a direção do hotel pensa em montar um novo bar onde atualmente funciona a sala de ginástica. Sem dúvida, há muitas novidades à vista.

     
   

 

 
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