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CIDADE
A plástica da princesinha Novos ou reformados,
bares e restaurantes rejuvenescem a Avenida Atlântica Gustavo
Autran
Dilmar Cavalher/Strana  |
| O renovado bar do Hotel Ouro Verde: agora, público
jovem e festas animadas | Ela
já foi sonho de consumo para grã-finos da Zona Sul, com seus hotéis
de luxo e edificações em estilo art déco. A Avenida Atlântica
viveu seu auge entre os anos 20 e 50 do século XX, quando Copacabana era
a Princesinha do Mar, mas perdeu seu posto nas décadas seguintes para Ipanema,
Leblon e, mais tarde, Barra da Tijuca. Depois de um longo período de decadência,
um dos principais cartões-postais da cidade inicia a renovação
de seu visual. O processo começou com a substituição dos
velhos quiosques, ainda em andamento. Na divisa com o Leme, o antigo hotel Le
Méridien agora Iberostar Copacabana entrará em obras
logo depois do Pan, no fim de julho. O tradicional Hotel Ouro Verde, entre a Rua
Duvivier e a Praça do Lido, reformou o bar e o restaurante. Com isso, renovou
sua clientela às sextas, um público jovem se diverte por
lá em concorridas festas.
Em breve a avenida, durante anos ocupada, em grande parte, por estabelecimentos
decadentes, ganhará mais dois bares de grife. No fim deste mês será
aberto o Atlântico, na esquina com a Rua Francisco Sá; e em agosto,
uma filial do bar Devassa, na altura da Rua Bolívar. O Atlântico
é o segundo empreendimento dos empresários Roberto Peres e Cássio
Machado na orla. Eles são os criadores do charmoso restaurante Copa Café,
que vive apinhado de clientes famosos. Antes de fincar os pés na Avenida
Atlântica, Peres pesquisou endereços em Ipanema e no Leblon. "Mas
os preços eram muito altos, acima do que eu teria como retorno", explica.
Hoje, o valor do metro quadrado comercial nos pontos mais nobres da Atlântica
oscila entre 1 000 e 2 000 reais. Em Ipanema, no melhor trecho do comércio
de luxo da cidade, o metro quadrado comercial chega a custar astronômicos
30 000 reais. O ponto escolhido pela cervejaria
Devassa fica próximo a uma área também revitalizada. Há
alguns anos sinônimo de pés-sujos e bares decadentes, o entorno das
ruas Bolívar e Domingos Ferreira se transformou num concorrido circuito
de bares, que reúne Belmonte, Botequim Informal, Espelunca Chic e Ponto
da Bossa Nova. "Para sobreviver nesse cenário será fundamental investir
em qualidade. Não dá para ficar parado", diz Cello Macedo, sócio
da cervejaria. O recado cai como uma luva para muitos dos 34 bares e restaurantes
espalhados pelos 4 quilômetros da praia. Alguns já começam
a se mexer. O antigo Lucas, na esquina com a Rua Sousa Lima, agora faz parte da
rede de bares Garota. Até o tradicional Copacabana Palace prepara novidades.
Depois de reativar o Golden Room como lugar de shows de MPB, a direção
do hotel pensa em montar um novo bar onde atualmente funciona a sala de ginástica.
Sem dúvida, há muitas novidades à vista. |