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9 de março de 2005
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BEIRA-MAR
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BEIRA-MAR


Espírito do corpo

 
Dilmar Cavalher/Strana
Izabel: nos corpos, a alma do Rio

No visor de sua câmera estão Luma de Oliveira entre ritmistas, uma mulata sarada no Sambódromo, o menino do Rio e a menina de rua. Desde o Carnaval, Izabel Jaguaribe colhe imagens para um longa sobre os corpos cariocas. "Não é um filme sobre malhação, mas sobre a alma da cidade. Pego o sentido mais amplo e abstrato do corpo", diz ela. Devido ao trabalho, a cineasta triatleta tem abdicado da rotina de treinamento pesado. "Não dá para filmar e treinar como louca. Mas é por uma causa nobre que abrirei mão do meu corpinho e de disputar o Ironman", brinca.

 

Da TV para as bancas

 
Priscila Prade
Adriana: em pose para a Playboy

Não vai dar nem para sentir saudade. Adriana Lessa sai do ar nesta semana, com o encerramento de Senhora do Destino. Simultaneamente, a atriz chega às bancas nas páginas da Playboy de março, na seção Mulheres que Amamos. A cantora, atriz, apresentadora, bailarina e ex-jogadora de vôlei do Corinthians diz na entrevista que começará um trabalho com a banda Altas Horas. Adriana deixou no ar se toparia posar para a revista em fotos mais reveladoras. "Nunca me convidaram! Quando me chamaram para esta seção, topei na hora", respondeu a artista.

 

O agitador cultural

 
André Valentim/Strana
Levenson: palestra e caipirinhas

Paparicado como ele só, o diretor internacional do MoMA, Jay Levenson, circulou pela cidade na semana passada. O motivo da visita foi uma palestra no Palácio Capanema, e sua presença agitou artistas e marchands. "O MoMA tem comprado artistas brasileiros, que estão cada vez mais conhecidos no exterior", diz Levenson. Apesar do assédio, desta vez ele voltou para Nova York sem novidades na bagagem. Consumiu, sim, caipirinhas aos montes. "Sempre tento parar no segundo copo. Mas é uma bebida tão gostosa que fica difícil", diz ele.

 

Atuação no palco e fora dele

 
André Valentim/Strana
Deborah: dupla função em nova peça

Há dois anos, Deborah Evelyn foi com o irmão a um teatro em Berlim e saiu estupefata da peça. Tão impressionada que comprou os diretos da montagem, um texto do cineasta americano Neil LaBute, diretor de A Enfermeira Betty. De volta ao Rio, ela engrenou numa novela e teve de adiar os planos teatrais. No dia 17, enfim, ela estreará Baque, no Centro Cultural Correios. Deborah é atriz e produtora da peça, que foi dividida em três histórias, uma delas inspirada em Medéia. "Decidi produzir tudo para fazer exatamente como queria. A peça trata de tragédias contemporâneas, universais", resume ela. "Quando acabo de ensaiar, parece que passou um trator por cima de mim", diz.

 

Dura vida de patricinha

 
TV Globo/João Miguel Jr.
Monique: cenas no inverno austríaco

Quem disse que é fácil encarnar uma filha de banqueiro patricinha que estudou na Suíça? Na terça passada, Monique Alfradique voltou da Áustria, onde gravou as primeiras cenas de A Lua Me Disse, a próxima novela das 7. Lá, encarou 25 graus negativos e teve aulas de snowboard para gravar uma cena na neve. "Ainda estou com manchas roxas por causa dos tombos. Nunca tinha andado nem de skate", diverte-se ela. De volta ao Rio, a atriz pegou dicas de boas maneiras com a ex-primeira-dama do Itamaraty Lenir Lampreia. "Ela preparou um banquete e me mostrou como usar os talheres", diz Monique, 18 anos, que fará sua estréia como protagonista, após ingressar na TV como paquita.

 

Orgulho "brasileiro"

 
AFP/Pierre-Philippe Marcou
Drexler com a estatueta: show no Rio

Ele atiçou o ufanismo verde-amarelo no Oscar. O uruguaio Jorge Drexler levou o prêmio de melhor canção por Al Otro Lado Del Rio, do filme Diários de Motocicleta, de Walter Salles. Sob protestos – uma vez que a música foi interpretada na festa por Antonio Banderas e Santana, e não pelo autor –, ele foi à forra e cantou-a nos agradecimentos. Pouco mais de uma semana depois, Drexler chega ao Rio na terça (8) para uma noite de autógrafos de seu novo CD, Eco, na Livraria Saraiva do Rio Sul, e para um show restrito a convidados, à noite, no mesmo shopping. Amigo do cantor Paulinho Moska e do percussionista Marcos Suzano, Drexler é fã da MPB e destaca "Ary, Noel, Chico e Caetano". Ele viaja em seguida para Los Angeles, para gravar o programa de Jay Leno, e depois retorna a sua casa em Madri.

 

Editado por Sérgio Garcia. Colaboraram Isabel Butcher e Sílvio Essinger

     
   

 

 
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