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ARTE
Talento em dose tripla MAC exibe obras de Tomie, Niemeyer
e Weissmann Isabel
Butcher Fotos
Divulgação
 | Arthur
Cavaliere/Strana
 |  | Niemeyer:
desenhos produzidos para a exposição carioca |
A
idéia surgiu durante uma conversa entre Oscar Niemeyer, 97 anos, e o curador
Marcus Lontra, no escritório do arquiteto. Do bate-papo sobre a integração
entre arquitetura e arte nasceu a exposição A Poética
da Forma, que pode ser vista a partir de sábado (12) no Museu de Arte
Contemporânea, em Niterói. "Pensávamos numa mostra com obras
de artistas capazes de fazer essa ponte", relembra o curador. O nome de Franz
Weissmann, 93 anos, e o de Tomie Ohtake, 91, apareceram rapidamente. Os três
artistas estão entre os mais relevantes da arte brasileira ainda em atividade
e têm uma produção de mais de cinqüenta anos dedicada
às artes plásticas e visuais e à arquitetura. A exposição
já esteve em Curitiba, no Museu Oscar Niemeyer. Para a exibição
no MAC, o arquiteto produziu novos desenhos, feitos de seus croquis arquitetônicos,
entre eles o da sede do governo de Minas Gerais.
Divulgação
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André Nazareth/Strana
 | | Weissmann:
esculturas de grandes dimensões |
Seis
trabalhos monumentais de Weissmann, feitos de aço oxidado ou inoxidável,
pintado de preto, verde, vermelho ou azul , permitem ao visitante acompanhar
o desenvolvimento de sua obra. Um deles, sem título, pintado de preto e
datado de 1953, é o primeiro de uma série sobre cubos vazados, característica
do artista austríaco, que veio para o Brasil aos 6 anos de idade. A poucos
metros está Flor Mineral, outra obra com a mesma temática,
mas datada de 2003. A mostra é completada com trabalhos da japonesa naturalizada
brasileira Tomie Ohtake. Dela, o curador Marcus Lontra selecionou onze pinturas
produzidas entre 1956 e 2004. O conjunto conta a história pictórica
da artista que começou a pintar aos 40 anos.
Divulgação
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 | | Tomie
Ohtake: seleção de pinturas desde 1956 |
É
interessante ver como os trabalhos dos três se relacionam e interagem de
forma harmônica. "Escolhi de Weissmann peças que priorizassem o vazio
e dialogassem com a arquitetura do museu", explica o curador. As obras de Tomie
e Niemeyer se aproximam partindo dos traços curvos presentes nelas. "São
formas orgânicas que se relacionam com as curvas femininas que Oscar desenha",
diz Lontra. "Eu queria fazer um ambiente de encantamento da forma." Conseguiu.
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