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9 de março de 2005
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ARTE

Talento em dose tripla

MAC exibe obras de Tomie,
Niemeyer e Weissmann

Isabel Butcher

Fotos Divulgação
Arthur Cavaliere/Strana
Niemeyer: desenhos produzidos para a exposição carioca

A idéia surgiu durante uma conversa entre Oscar Niemeyer, 97 anos, e o curador Marcus Lontra, no escritório do arquiteto. Do bate-papo sobre a integração entre arquitetura e arte nasceu a exposição A Poética da Forma, que pode ser vista a partir de sábado (12) no Museu de Arte Contemporânea, em Niterói. "Pensávamos numa mostra com obras de artistas capazes de fazer essa ponte", relembra o curador. O nome de Franz Weissmann, 93 anos, e o de Tomie Ohtake, 91, apareceram rapidamente. Os três artistas estão entre os mais relevantes da arte brasileira ainda em atividade e têm uma produção de mais de cinqüenta anos dedicada às artes plásticas e visuais e à arquitetura. A exposição já esteve em Curitiba, no Museu Oscar Niemeyer. Para a exibição no MAC, o arquiteto produziu novos desenhos, feitos de seus croquis arquitetônicos, entre eles o da sede do governo de Minas Gerais.

 
Divulgação
André Nazareth/Strana
Weissmann: esculturas de grandes dimensões

Seis trabalhos monumentais de Weissmann, feitos de aço – oxidado ou inoxidável, pintado de preto, verde, vermelho ou azul –, permitem ao visitante acompanhar o desenvolvimento de sua obra. Um deles, sem título, pintado de preto e datado de 1953, é o primeiro de uma série sobre cubos vazados, característica do artista austríaco, que veio para o Brasil aos 6 anos de idade. A poucos metros está Flor Mineral, outra obra com a mesma temática, mas datada de 2003. A mostra é completada com trabalhos da japonesa naturalizada brasileira Tomie Ohtake. Dela, o curador Marcus Lontra selecionou onze pinturas produzidas entre 1956 e 2004. O conjunto conta a história pictórica da artista que começou a pintar aos 40 anos.

 
Divulgação

Tomie Ohtake: seleção de pinturas desde 1956

É interessante ver como os trabalhos dos três se relacionam e interagem de forma harmônica. "Escolhi de Weissmann peças que priorizassem o vazio e dialogassem com a arquitetura do museu", explica o curador. As obras de Tomie e Niemeyer se aproximam partindo dos traços curvos presentes nelas. "São formas orgânicas que se relacionam com as curvas femininas que Oscar desenha", diz Lontra. "Eu queria fazer um ambiente de encantamento da forma." Conseguiu.

     
  
   

 

 
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