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8 de agosto de 2007

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O fim da bagunça?

Estado quer pôr ordem no Cristo Redentor

Lívia de Almeida

 
Fernando Lemos
Os guias irregulares: ameaças contra quem quer subir sem seu auxílio

Visitar o Cristo Redentor, uma das novas maravilhas do mundo moderno, poderá ficar mais fácil. Bem, espera-se que fique. A Secretaria de Governo do estado lança nesta semana uma operação para coibir a presença de flanelinhas, do transporte pirata e dos guias irregulares que infernizam a vida dos turistas. Trinta homens da Polícia Militar, do Detran, da Secretaria de Segurança e da própria Secretaria de Governo vão agir em três pontos considerados críticos no Cosme Velho: o entorno da estação do trenzinho do Corcovado, um ponto de ônibus próximo ao Largo do Boticário e as imediações do viaduto de acesso ao Túnel Rebouças, território livre de supostos guias que, usando camisetas verdes à guisa de uniforme, tentam forçar os motoristas a contratá-los para seguir até o mirante.

Batizada de Maravilha, a operação não tem prazo definido. "O sucesso dessas intervenções depende da continuidade", afirma o subsecretário de Governo para a capital, Rodrigo Bethlem. "Vamos coibir todos esses delitos e aumentar a sensação de segurança do visitante." A operação segue os moldes da CopaBacana, que há três meses vem agindo para pôr ordem em Copacabana. Segundo Bethlem, nesse período recolheram-se 648 moradores de rua, efetuaram-se sete prisões, 178 veículos foram multados e quarenta mulheres suspeitas de prostituição foram levadas para a delegacia para averiguações. "A operação no Cosme Velho não vai fazer com que nossa ação em Copacabana diminua", explica Bethlem. Tomara. A natureza já fez a sua parte para tornar o Rio uma maravilha. Cabe ao poder público zelar para que toda essa beleza não se perca.

         
     

 

 
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