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OPINIÃO DO LEITOR Eu,
tijucano 1 Caro
Tutty, não sei se acordei mal-humorada ou com algum tipo de deficiência
neurológica atingindo a área de compreensão quando li sua
crônica "Eu, tijucano", (Veja Rio, 1º/6/2005), mas me pareceu
que somente a Tijuca mudou nestes últimos anos e que além-túnel
nada de mau acontece e que todos vivem numa ilha paradisíaca, onde inclusive
são capazes de pensar, se portar ou não cometer excessos. Talvez
se tivéssemos um olhar mais compreensivo não haveria tantas diferenças
e a cidade não seria marcada por zonas: Sul, Norte, Oeste, favelas, causando
assim diferenças gritantes entre seus moradores. Desculpe-me pelo desabafo
e talvez pelo excesso.
Maria
Cristina Cunha Franco
Rio
de Janeiro
Eu,
tijucano 2 Caro
Tutty Vasques, tijucano sou eu, você é aprendiz de tijucano, veio
uma década depois, durante a revolução, os chamados vaquinhas
de presépio. Morei na Ilha dos Velhacos, hoje Muda da Tijuca, quando ainda
era pântano. Você se esqueceu de falar na galeria Eskie, no Art Palácio
Tijuca, no Palheta, onde se jogava sinuca, e em seus freqüentadores, como
Jorge Ben, Carlos Imperial e outros. Conheci um cantor hoje famoso, chamado Roberto
Carlos, Wanderléa, Erasmo Carlos. Você ainda poderia falar sobre
as domingueiras do Tijuca Tênis Clube, do Montanha Clube, do América
Futebol Club, do tempo quando ainda se podia dar uma festa em casa e chamar todos
os amigos e conhecidos do bairro. Vou ficar por aqui porque são tantas
e tão boas as lembranças que eu não vou conseguir parar de
escrever. Wagner
Martins Rio
de Janeiro |