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8 de junho de 2005

REPORTAGEM DE CAPA
CULTURA
COMPORTAMENTO
POLÊMICA
OPINIÃO DO LEITOR
BEIRA-MAR
AS BOAS COMPRAS
CRÔNICA
  

OPINIÃO DO LEITOR

Eu, tijucano 1

Caro Tutty, não sei se acordei mal-humorada ou com algum tipo de deficiência neurológica atingindo a área de compreensão quando li sua crônica "Eu, tijucano", (Veja Rio, 1º/6/2005), mas me pareceu que somente a Tijuca mudou nestes últimos anos e que além-túnel nada de mau acontece e que todos vivem numa ilha paradisíaca, onde inclusive são capazes de pensar, se portar ou não cometer excessos. Talvez se tivéssemos um olhar mais compreensivo não haveria tantas diferenças e a cidade não seria marcada por zonas: Sul, Norte, Oeste, favelas, causando assim diferenças gritantes entre seus moradores. Desculpe-me pelo desabafo e talvez pelo excesso.

Maria Cristina Cunha Franco

Rio de Janeiro

 

Eu, tijucano 2

Caro Tutty Vasques, tijucano sou eu, você é aprendiz de tijucano, veio uma década depois, durante a revolução, os chamados vaquinhas de presépio. Morei na Ilha dos Velhacos, hoje Muda da Tijuca, quando ainda era pântano. Você se esqueceu de falar na galeria Eskie, no Art Palácio Tijuca, no Palheta, onde se jogava sinuca, e em seus freqüentadores, como Jorge Ben, Carlos Imperial e outros. Conheci um cantor hoje famoso, chamado Roberto Carlos, Wanderléa, Erasmo Carlos. Você ainda poderia falar sobre as domingueiras do Tijuca Tênis Clube, do Montanha Clube, do América Futebol Club, do tempo quando ainda se podia dar uma festa em casa e chamar todos os amigos e conhecidos do bairro. Vou ficar por aqui porque são tantas e tão boas as lembranças que eu não vou conseguir parar de escrever.

Wagner Martins

Rio de Janeiro

     
  
   

 

 
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