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CIDADE
Tradição
remodelada
Feira
de São Cristóvão muda-se
para o Pavilhão
Fátima
Sá
Fotos Mirian Monteiro/Strana
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ana
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| Solo
nordestino: o novo Pavilhão terá barracas, palcos
e praças (à dir.) |
Desta
vez o carioca pode acreditar. Depois de mais de vinte anos de promessas
e outros tantos de abandono, o Pavilhão de São Cristóvão
vai enfim reabrir as portas. Novinho em folha. No primeiro fim de
semana de julho, começa a funcionar ali o Centro de Tradições
Nordestinas a nova versão da Feira de São Cristóvão,
que irá deixar as calçadas do bairro e se transferir
para o pavilhão. Ao todo serão 32 000 metros quadrados
dedicados a culinária, música, artesanato e danças
típicas do Nordeste. Um espaço ocupado por 664 barracas
de tamanhos variados, dois palcos para shows, alojamento para artistas
convidados, praças, banco, posto de saúde e posto
policial. Além de 128 banheiros e quase 800 vagas de estacionamento.
Somando a reforma do pavilhão, mais as obras ao redor da
construção e o custo das barracas, o novo centro é
fruto de um investimento de mais de 20 milhões de reais.
E deve ser inaugurado com uma festa de arromba. "Queremos um show
da Elba Ramalho, que é nossa madrinha. Coisa para 200.000
pessoas", sonha o cearense Agamenon de Almeida, presidente da cooperativa
de feirantes.
Com
ou sem a madrinha, a nova feira vai surpreender quem se habituou
ao improviso. A começar pela apresentação.
Para garantirem um lugar ao sol, os feirantes têm de comprar
as barracas padronizadas da prefeitura, financiadas por um fundo
municipal. "Aos poucos, eles vão saindo da clandestinidade
e dando o primeiro passo para virar microempresários", diz
Emir Bechepeche, administrador da Secretaria de Desenvolvimento
Econômico, encarregado de acompanhar a criação
do centro. Os feirantes também deverão se adaptar
a novas normas. Os açougues, por exemplo, ficarão
concentrados numa mesma área, em boxes. Todos terão
frigorífico para armazenar as carnes e selo da Vigilância
Sanitária. "Vamos fazer uma feira organizada. Com estrutura,
mas sem frescura", pondera Agamenon.
O
novo centro, espera-se, deve resolver três problemas. De um
lado, acolhe os feirantes, que há mais de quinze anos reivindicam
o uso do espaço. De outro, põe fim ao tumulto da feira,
que já foi alvo de muita briga com os moradores de São
Cristóvão. E ainda dá um destino ao pavilhão.
Erguido em 1959 a partir de um projeto premiado do arquiteto Sérgio
Bernardes, o local foi palco de feiras, festivais de música
e até concursos de miss. Depois, abrigou um ginásio
de esportes, virou barracão de escolas de samba e terminou
abandonado. Projetos nunca faltaram. Quiseram transformá-lo
em camelódromo, gafieira, rodoviária, centro cultural,
shopping para pequenos empresários e até numa versão
carioca do Madison Square Garden.
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O
novo Pavilhão
Ao
todo, 20 milhões de reais foram investidos nos
32 000 metros quadrados do local
Serão
664 barracas, trinta boxes, dois palcos, 128
banheiros e quase 800 vagas
de estacionamento
Hoje,
a Feira de São Cristóvão atrai 80
000 visitantes por fim de semana. Dentro do Pavilhão,
estima-se que reunirá 180 000
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