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PERFIL
Para
inglês também ver
Roberta
Marquez vira estrela do Royal Ballet
Debora
Ghivelder
André Nazareth/Strana
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Roberta:
talento que
encantou Makarova
e o Royal
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A
bailarina Roberta Marquez lembra como se fosse ontem os dias tensos
de 2001, quando ensaiava O Lago dos Cisnes com a dama Natalia
Makarova, em montagem para o Theatro Municipal. Na época,
ela despontava como promessa. Três anos depois, aos 26 anos,
Roberta é parte do primeiro time da dança mundial.
E acaba de aceitar o convite da todo-poderosa Monica Mason, diretora
do Royal Ballet, para entrar para a companhia londrina como primeira-bailarina.
"Parece um sonho", deslumbra-se Roberta, que deu o "sim" a Mrs.
Mason há pouco mais de uma semana, em reunião com
a presença de Dalal Achcar, ex-diretora do Theatro Municipal
e atualmente empresária de Roberta. Como boa prima donna,
impôs condições: quer dançar com outras
companhias e com o Municipal, quando for convidada. Condições
aceitas. Roberta se muda para Londres em julho, a tempo de participar
de uma turnê pelos Estados Unidos. Antes disso, faz seu début
no palco do Metropolitan Opera House, em Nova York, dançando
La Bayadère, com o American Ballet Theatre.
Dilmar Cavalher/Strana
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Thiago
Soares: solista em Londres |
O
namoro de Roberta com o Royal Ballet começou faz um ano.
Graças a recomendações de Makarova, ela foi
convidada para dançar o papel principal de A Bela Adormecida.
Seguiram-se convites para participar de montagens de La Bayadère,
Giselle e O Lago dos Cisnes. "Roberta foi aplaudida em
cena aberta", conta Dalal. O crítico Clement Crisp, do Financial
Times, por exemplo, considerou marcante e comovente sua interpretação
de Giselle. Dalal foi a primeira a investir no talento da moça,
mandando-a para Moscou, em 2001, para participar de uma competição
internacional de dança. Voltou com a medalha de prata. Seu
partner, o brasileiro Thiago Soares, ficou com o ouro. Thiago
também integra os quadros do Royal: acaba de ser promovido
a solista da companhia. Nos primeiros tempos, a bailarina vai ficar
sozinha na Inglaterra. O marido, o bailarino do Municipal André
Valadão, com quem está casada há dois anos,
permanece no Rio. "Vou morrer de saudade, mas estou tranqüila",
afirma. Ela garante que o marido é seu maior incentivador.
"Conquistei algo que nenhuma brasileira formada no país conseguiu:
ser convidada para primeira-bailarina de uma grande companhia",
diz. A saída do Theatro Municipal foi recebida com simpatia.
"Tenho orgulho de ter uma bailarina formada aqui dançando
com o Royal Ballet", garante Helena Severo, diretora do Municipal.
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