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GASTRONOMIA
Negócios
em massa
Lojas
de empadas se espalham pela cidade
Debora
Ghivelder
Fotos Dilmar Cavalher/Strana
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| Balcão
da loja Dona Empada X: grande variedade |
Não
é praga, mas alastrou-se. Não é pão,
mas multiplicou-se. Acertou quem pensou nas empadas. As calóricas
iguarias (umazinha pode ter mais de 200 calorias) feitas de massa
e recheio variado viraram mania na cidade. E não falta gente
para vender o salgado. Casa da Empada, Dona Empada X, Empada Brasil
e Empada Praiana são algumas das lojas que se espalham pelas
esquinas do Rio. Há empadas para todos os gostos: maiores,
como as da Empada Brasil, servidas para ser comidas de colher; de
massa finíssima que derrete na boca, como as da Dona Empada
X; com textura de bolo, como as da Empada Praiana; consistentes,
como as da Casa da Empada. E um sem-número de recheios. Desde
os tradicionais, de camarão, frango, queijo e palmito, até
os mais ousados, como calabresa e bacalhau, ou sofisticados, como
ricota defumada ou salmão com aipo. Tem até empada
de sobremesa: de chocolate, banana, goiaba com queijo à la
romeu e julieta. O preço varia pouco: de 1 a 1,80 real a
unidade.
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| As
opções agradam a qualquer freguês: de camarão, a mais pedida
(no alto), e até recheada de chocolate, para os que gostam de
doce |
Pioneira
no ramo, a Casa da Empada começou o negócio em uma
loja na Tijuca, há dezesseis anos, e tem hoje a marca distribuída
por 39 franquias na cidade. O faturamento de uma única loja
pode bater os 30.000 reais, segundo o
diretor de marketing da rede, Eduardo Santos. "Nosso público
é feito principalmente de mulheres", conta ele. Já
a Empada Brasil, de Terezinha e Francisco Antônio Cristóvão,
desceu a serra de Petrópolis para fincar raízes na
capital. O negócio começou em 1999 e hoje, também
em regime de franquia, já são mais de quinze lojas,
com filial até em São Paulo. A Empada Praiana deixou
Cabo Frio e as praias da Região dos Lagos, onde reina absoluta
há quinze anos, para se espalhar também pelo Rio.
"São catorze lojas, todas franqueadas", diz o fundador do
negócio, José Pinto de Oliveira. "Tive um crescimento
incrível no último ano e meio", revela ele. Na contramão
das franquias está a Dona Empada X, com quatro lojas na cidade,
de um único dono. "Nosso produto é muito caro. Não
dá para fazer franquias", afirma o proprietário, Elias
Tobelem. A concorrência acirrada passa longe de endereços
cariocas famosos por servir boa empada, como o Salete, restaurante
tijucano cujo carro-chefe, desde 1957, é a empada de camarão.
"Vendemos 1.200 empadas por dia", diz
o gerente Luiz Cláudio Barros Peixoto. Nas casas que vendem
com exclusividade o salgado, chega-se a escolher entre catorze sabores
(tem até de moqueca baiana!). Com todo o desrespeito à
balança, elas vieram para ficar.
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