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7 de janeiro de 2004
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GASTRONOMIA

Negócios em massa

Lojas de empadas se espalham pela cidade

Debora Ghivelder


Fotos Dilmar Cavalher/Strana
Balcão da loja Dona Empada X: grande variedade

Não é praga, mas alastrou-se. Não é pão, mas multiplicou-se. Acertou quem pensou nas empadas. As calóricas iguarias (umazinha pode ter mais de 200 calorias) feitas de massa e recheio variado viraram mania na cidade. E não falta gente para vender o salgado. Casa da Empada, Dona Empada X, Empada Brasil e Empada Praiana são algumas das lojas que se espalham pelas esquinas do Rio. Há empadas para todos os gostos: maiores, como as da Empada Brasil, servidas para ser comidas de colher; de massa finíssima que derrete na boca, como as da Dona Empada X; com textura de bolo, como as da Empada Praiana; consistentes, como as da Casa da Empada. E um sem-número de recheios. Desde os tradicionais, de camarão, frango, queijo e palmito, até os mais ousados, como calabresa e bacalhau, ou sofisticados, como ricota defumada ou salmão com aipo. Tem até empada de sobremesa: de chocolate, banana, goiaba com queijo à la romeu e julieta. O preço varia pouco: de 1 a 1,80 real a unidade.

As opções agradam a qualquer freguês: de camarão, a mais pedida (no alto), e até recheada de chocolate, para os que gostam de doce

Pioneira no ramo, a Casa da Empada começou o negócio em uma loja na Tijuca, há dezesseis anos, e tem hoje a marca distribuída por 39 franquias na cidade. O faturamento de uma única loja pode bater os 30.000 reais, segundo o diretor de marketing da rede, Eduardo Santos. "Nosso público é feito principalmente de mulheres", conta ele. Já a Empada Brasil, de Terezinha e Francisco Antônio Cristóvão, desceu a serra de Petrópolis para fincar raízes na capital. O negócio começou em 1999 e hoje, também em regime de franquia, já são mais de quinze lojas, com filial até em São Paulo. A Empada Praiana deixou Cabo Frio e as praias da Região dos Lagos, onde reina absoluta há quinze anos, para se espalhar também pelo Rio. "São catorze lojas, todas franqueadas", diz o fundador do negócio, José Pinto de Oliveira. "Tive um crescimento incrível no último ano e meio", revela ele. Na contramão das franquias está a Dona Empada X, com quatro lojas na cidade, de um único dono. "Nosso produto é muito caro. Não dá para fazer franquias", afirma o proprietário, Elias Tobelem. A concorrência acirrada passa longe de endereços cariocas famosos por servir boa empada, como o Salete, restaurante tijucano cujo carro-chefe, desde 1957, é a empada de camarão. "Vendemos 1.200 empadas por dia", diz o gerente Luiz Cláudio Barros Peixoto. Nas casas que vendem com exclusividade o salgado, chega-se a escolher entre catorze sabores (tem até de moqueca baiana!). Com todo o desrespeito à balança, elas vieram para ficar.

         
     
 
 
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