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 Editado
por Lívia de Almeida
O passinho
do elefante branco Projetos
para renovar o patrimônio da cidade não faltam. Mas entre idealização
e realização há um longo e
tortuoso caminho. Veja alguns pontos marcantes da paisagem carioca que aguardam
revitalização.
A
volta do cassino O
prédio onde funcionou o Cassino da Urca (foto acima) e que depois
serviu de estúdio à TV Tupi anda abandonado desde os anos 80. Há
três anos, a prefeitura do Rio adquiriu o imóvel e chegou a anunciar
a instalação de um museu da cidade. A notícia mais recente
é que o prédio foi cedido por 25 anos para abrigar a sede carioca
do renomado Istituto Europeo di Design. Os italianos iniciam as obras em março
e prometem devolver ao cassino sua arquitetura original e a velha glória.
Veremos. |
Aprovados
Cristiana
Isidoro
 | Fernando
Lemos/Strana
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Inaugurado
em 1972, o Hotel Nacional tornou-se um marco de São Conrado, graças
ao arrojado projeto de Oscar Niemeyer. Vendido em 1995 à Interunion, empresa
de Arthur Falk, ficou abandonado. O leilão do imóvel chegou a ser
anunciado três vezes, mas recursos judiciais impediram sua realização.
Por enquanto, a torre de 34 andares é apenas uma lembrança triste
na paisagem. |
Em
câmera lenta Dilmar
Cavalher/Strana
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O
programa de revitalização da Praça Tiradentes anda a passos
lentos, desde que foi anunciado pela prefeitura, em 1996. Neste ano, foi concluída
a restauração do conjunto de esculturas da praça, e a obra
do Solar Visconde de Rio Seco está em curso. O Teatro Carlos Gomes também
recebeu cuidados. Outros lugares não têm a mesma sorte. A Casa de
Bidu Sayão (foto) aguarda nova licitação para reiniciar
a reforma. |
Remando
contra a maré Dilmar
Cavalher/Strana
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A
criação do Lagoon, um complexo esportivo e de lazer, no antigo Estádio
de Remo, anda para a frente e para trás desde 1996. O conjunto agora está
sem a cobertura da foto, e as obras têm previsão de recomeçar.
A última notícia é que a primeira fase fica pronta um dia
antes dos Jogos Pan-americanos de 2007. Se a canoa não virar. |
Frases "É
injusto dizer que estamos atrasados."
ARTHUR
DA TÁVOLA, então secretário
municipal das Culturas, sobre o andamento das obras na Praça Tiradentes,
em junho de 2001 "O
último hóspede veio
no Carnaval de 1995. O ar-condicionado quebrou,
o quarto virou
uma estufa e ele
acabou dormindo na
piscina." IVALDO
ALBERTINO, supervisor de manutenção do Hotel Nacional,
em maio de 2000 "Houve
uma queda
de cash flow com essa crise
mundial." CLÁUDIO
COUTINHO, diretor de
marketing da Glen Empreendimentos, explicando a
falta de dinheiro para dar prosseguimento às obras do
Lagoon, em outubro de 1998 |