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6 de dezembro de 2006

REPORTAGEM DE CAPA

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BEIRA-MAR

Em pose "coquete"


Piná Júnior
Cynthia: foto sensual para a Playboy

Desde o fim de América ela andava meio sumida. Cynthia Falabella retorna à cena em grande estilo. Não na TV, mas nas páginas da Playboy deste mês. Ela está na seção Mulheres que Amamos, numa inédita foto sensual. "No teatro já fiz uma personagem toda coquete, mas foi a primeira vez que posei assim, embora a pose não tenha nada de mais", afirma a atriz. Cynthia vive na ponte aérea Rio–São Paulo–Belo Horizonte. Ela abriu uma produtora de espetáculos e passou boa parte do ano envolvida em projetos, peças e filmagens. A polivalência não tem limites. "Meu próximo passo é dirigir teatro infantil", diz ela, que deve voltar à TV numa minissérie sobre a Amazônia.

 

A saga do livreiro


André Nazareth/Strana
A autora: neta de Olympio

Ela chegou a comprar um gravador, com a intenção de registrar a saga do avô, o livreiro e editor José Olympio, que morreu em 1990. A idéia não vingou. "Apesar de bom contador de histórias, o gravador o inibia", diz a jornalista Lucila Soares. Quase vinte anos depois, a neta mais velha do editor lança Rua do Ouvidor 110 – Uma História da Livraria José Olympio nesta segunda (4), na Livraria da Travessa de Ipanema. De 1934 a 1955, a casa foi ponto de encontro de boa parte do PIB (produto intelectual bruto) nacional, freqüentada por Graciliano Ramos, Rachel de Queiroz e José Lins do Rego, entre outros. "O Drummond escreveu que o que a José Olympio tinha de diferente era a alma", afirma a autora.

 

Só mudaram os cabelos e as barrigas


Ladeira, Pedro, Arnaldo e Gustavo: A Bolha de volta

Depois de mais de trinta anos de desencontros, uma banda que fez sucesso no intervalo entre a jovem guarda e o rock BR se reuniu de novo em estúdio. Com sua formação clássica – os guitarristas Renato Ladeira e Pedro Lima, o baterista Gustavo Schroeter e o baixista Arnaldo Brandão –, A Bolha voltou a gravar e lança nesta semana seu primeiro CD, É Só Curtir. "Quando começamos a tocar no estúdio, vimos que estava tudo como antes, com exceção dos cabelos e das barrigas", brinca Renato. "No fim, todo mundo ficou com os olhos marejados." A idéia de reviver o grupo foi do cineasta José Emílio Rondeau, que incluiu uma das gravações no filme 1972. A banda sofreu uma diáspora em meados dos anos 70, e cada um seguiu seu caminho. Renato virou produtor musical, Arnaldo foi morar em Londres e Gustavo notabilizou-se na Cor do Som. A maioria do repertório do CD é de inéditas, como a música-título. "Ela foi censurada por causa da palavra curtir, que era associada a drogas", diz Ladeira.

 
André Valentim/Strana
Carol: esquadrão antibombas

Quem é a policial na foto ao lado?

Separada por uma pequena distância no Projac, nas duas últimas semanas Carol Castro ora estava com seus vestidos anos 50, na pele de sua malvada personagem da novela O Profeta, ora se vestia de viking ou de integrante de um esquadrão antibombas – com uniforme de mangas compridas e capuz preto – para o humorístico Os Caras de Pau. O programa faz parte dos especiais de fim de ano da Globo e vai ao ar no domingo (10). "Fiz várias personagens, com caracterizações bem diferentes. É ótimo fazer comédia", diz a atriz, que participou de esquetes ao lado dos protagonistas do programa, os comediantes Marcius Melhem e Leandro Hassum.

 

A nova missão do agitador cultural


André Nazareth/Strana
Romaric: a ordem do dia é impulsionar o artesanato

Ex-adido do Consulado da França no Rio, escritor de romances históricos, produtor cultural, curador e agitador profissional, Romaric Büel decidiu enveredar por uma nova área de atuação. O francês radicado na cidade é um dos organizadores do encontro que reunirá 400 artesãos fluminenses e dirigentes da Firjan, do BNDES e do Sebrae, na sexta-feira (8) e no sábado, em Barra de São João, distrito de Casimiro de Abreu. O mote da reunião é impulsionar a produção estadual de artesanato. "É preciso pensar em técnicas e capacitar os profissionais para tornar nosso artesanato um produto de exportação", receita Romaric.

Editado por Sérgio Garcia. Colaborou Fabio Brisolla

     
   

 

 
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