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A OPINIÃO DO LEITOR
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Gostaria de parabenizar
Veja Rio pelo reconhecimento à vinícola
Vallontano, de Bento Gonçalves ("Dom-quixote das uvas",
30 de maio). Sou carioca da gema, mas moro em Porto Alegre
e já tive a oportunidade de conhecer a Vallontano e
degustar um dos melhores vinhos da região, o Tannat
safra 2004. Fica aqui uma dica: o Merlot 2004 da vinícola
Don Candido também é um excelente vinho, e de
preço bem razoável.
Mariana Bastos,
Porto Alegre
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Meia-entrada
Será que os produtores
de espetáculos não percebem que se acabarem com as
facilidades para a meia-entrada as salas de espetáculos (teatros,
shows e cinemas) ficarão ainda mais vazias? Assisto a pelo
menos duas peças de teatro por semana e um filme e observo
que dificilmente a ocupação das salas é maior
do que 50%. Eles deveriam pensar nisso.
Márcia Balassiano Roizenblit
Solar dos Abacaxis
Em nome da família Carneiro
de Mendonça, agradeço a bonita reportagem a respeito
da casa do Cosme Velho ("Relíquias de casa velha", 30 de
maio). No entanto, gostaria de esclarecer que houve um engano ao
se usar o termo "decisão judicial" na informação
sobre a forma como os comodatários desocuparam a casa. O
que ocorreu foi um acordo judicial, que, ao contrário da
decisão judicial, não pressupõe exame de mérito
pelo juiz.
Barbara Heliodora Carneiro de
Mendonça
Fiquei muito gratificado com
o destaque dado ao Solar dos Abacaxis. O solar merece ter um destino
condizente com sua importância arquitetônica e histórica.
Infelizmente, no texto da matéria, eu me senti atingido quando
se menciona que "o casarão foi ocupado por um parente". Gostaria
de esclarecer que sou neto de Marcos e Anna Amélia e co-proprietário
do Solar dos Abacaxis. Para lá me mudei, após o falecimento
do meu avô, a convite dos demais herdeiros e para a conveniência
de todos, a fim de que a casa não permanecesse desabitada,
já que o imóvel, além de sua importância
própria, abrigava uma vasta coleção que era
um verdadeiro tesouro da arte e história brasileiras. Residi
no solar por vários anos, com minha mulher e filhos (que
lá nasceram e cresceram), e de lá saímos recentemente
por acordo celebrado com os mesmos co-proprietários, para
que fosse dada destinação comercial ao imóvel.
Luiz Philippe Carneiro de Mendonça
Filmes
Em relação à
crítica sobre o filme Inesquecível (30 de maio),
gostaria de me manifestar publicamente nesta revista, com o direito
de resposta, por um trabalho seriíssimo, de quem há
35 anos presta excelentes serviços à cultura de seu
país. A trilha sonora do filme em questão levou três
meses para ser composta, arranjada, orquestrada e gravada, com mais
de três dezenas de músicos. Foi cuidadosamente dirigida
e produzida com todo o critério pelo diretor Paulo Sérgio
Almeida e pela produtora Mariza Leão. Portanto, senhores,
acabem de vez com essa malandra leviandade que assola o nosso país
e aprendam a fazer uma crítica construtiva, e não
a encher os seus leitores com piadinhas de mau gosto ou,
pelo menos, não em cima de mim.
David Tygel
É inacreditável
ler um texto tão agressivo como o publicado em Veja Rio
e Veja São Paulo sobre meu filme Inesquecível.
Não sei nem por onde começar a discordar. Todos os
profissionais envolvidos com o filme receberam tratamento insultuoso.
Gostar ou não gostar de um filme é direito legítimo
de qualquer crítico, mas para que tanto ódio?
Paulo Sérgio Almeida
Trânsito
Concordo com tudo o que foi apresentado
na reportagem "Dez soluções para o caos" (23 de maio).
Mas faltou falar no ponto mais importante desse nó no trânsito
do Rio: os táxis. Se houvesse uma redução no
número de táxis em circulação, diminuiria
não só o fluxo do trânsito como também
a poluição do ar. Em qualquer país civilizado
existem os pontos de táxi e as centrais de chamada. E ninguém
se irrita se for necessário esperar alguns minutos pela chegada
do veículo.
Christine Puschmann
Tutty Vasques
Há nos sinais de trânsito
alguns meninos que estão querendo ganhar um dinheiro a sério,
batendo ponto todo dia no mesmo sinal, querendo defender um dinheirinho
para seu sustento e o de sua família ("O mundo do sinal fechado",
23 de maio).
Orlando Aguiar
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