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BARES
O
melhor chope O melhor boteco A melhor saideira Jobi
André
Nazareth/Strana
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Comandado pelos irmãos Narciso e Manoel Rocha, o Jobi passou por no mínimo
cinco reformas desde que abriu, há cinqüenta anos. Em todas as ocasiões,
antes de dar início ao bate-estaca, a recomendação da chefia
foi a mesma: mexer na estrutura e preservar a atmosfera. Os jurados selecionados
por Veja Rio comprovam que tantas obras não descaracterizaram nem
tiraram o carisma de uns dos botequins mais queridos da cidade. Neste ano, o Jobi
venceu sozinho duas importantes categorias boteco e saideira. E empatou
no quesito chope com o novato Botequim Informal. Uma parcela do tal "carisma"
da casa é fruto do bom atendimento e da boa cozinha. O cardápio
reserva delícias para qualquer grau de fome. Do bolinho de aipim com carne-seca
e catupiry (R$ 2,40 cada) à farta porção de carne-de-sol
com aipim (R$ 26,00). Tudo acompanhado, obviamente, pelo chope bem tirado, que
no caso é Brahma e custa R$ 3,00 (300 ml). Mas o melhor é que a
casa não fecha antes das 4 da manhã, se tiver gente nas mesas. "Nós
não jogamos água no pé de ninguém e servimos mais
de uma saideira", diz Manoel. A atriz Dira Paes, eleitora convicta, confirma:
"Pode ir que vai estar aberto". Com certeza. Avenida
Ataulfo de Paiva, 1166, lj. B, Leblon,
2274-0547 (60 lugares). 9h/4h (dom. a qua.) e 9h/5h (sex. e sáb.).
Cc.: A. T.: T. |
O
melhor chope Botequim Informal André
Valentim/Strana
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O empate entre o Jobi e o Botequim Informal na categoria chope é mais do
que um embate entre dois estabelecimentos. Ele coloca frente a frente duas tendências
diferentes de tirar a bebida. No Jobi, o chope Brahma (R$ 3,00, 300 ml) que chega
à mesa segue normas técnicas clássicas. "Lavamos bem o copo
para retirar qualquer resíduo, verificamos se há bastante gelo na
serpentina e depois voltamos a atenção para a dosagem da espuma",
ensina Manoel Rocha, um dos donos da casa. O processo no Informal, rede de bares
inaugurada em 2000, é diferente. O chope, também da grife Brahma
(R$ 3,50, 330 ml; R$ 3,00, 300 ml e R$ 2,60, 200 ml), é tirado de duas
torneiras. De uma sai apenas líquido e, da outra, extrai-se o creme. "Esse
modelo, já adotado por botequins em São Paulo, foi trazido para
o Rio por nós e rapidamente aceito. São 60 000 litros consumidos
por mês", comemora Mariano Ferreira, um dos sócios da rede. A disputa
é acirrada. Rua
Humberto de Campos, 646, Leblon,
2259-6967 (100 lugares). 12h/1h (seg. a dom.). Cc.: todos. T.: todos (só
no almoço, de seg. a sex.). Cr.: todos (só no almoço, de
seg. a sex.). Filiais na Rua Conde de Bernadote, 26 (
2540-5504), na Barra (
2492-2995), em Ipanema (
2247-6712), no Jardim Botânico (
3874-0016), no Botafogo Praia Shopping (
3171-6442) e em Niterói (
2610-3031). www. botequiminformal.com.br. |
A
melhor happy hour Bracarense André
Nazareth/Strana
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O músico Henrique Cazes faz parte de uma seleta confraria de boêmios
que adora bater ponto no Bracarense nos fins de tarde de segunda-feira. Seus companheiros
de copo nessas ocasiões são o compositor Orlandivo, o cartunista
Jaguar e o ator Otávio Augusto. "O serviço fica muito melhor nesse
horário porque o botequim está menos cheio. Conversamos muito mais
à vontade, falamos alto sem incomodar ninguém. E ainda sobra mais
tempo para a gente encarnar nos garçons, é claro", diz Cazes. Por
essas e outras é que o movimento no Braca durante a happy hour vai crescendo
ao longo da semana. "De segunda a sexta chega o pessoal que quer se descontrair
depois do trabalho. No fim de semana, a calçada fica ocupada por quem está
voltando da praia", diz Carlos Eduardo Tomé, sócio-gerente do boteco
que já rendeu notícia até no New York Times. Os deliciosos
quitutes são feitos pelas mãos da mineira Alaíde Carneiro
de Lima, há mais de vinte anos na casa. Um dos mais populares é
o bolinho de aipim com camarão e catupiry (R$ 1,80 cada um). Para acompanhar,
chope Brahma por R$ 2,20 (220 ml), R$ 2,80 (300 ml) e R$ 3,70 (400 ml) ou caipirinha
(R$ 7,00). Rua José Linhares,
85-B,
2294-3549 (50 lugares). 7h/0h (seg. a sáb.) e 9h/22h (dom.). T.: todos
(só no almoço, de seg. a sex.). |
A
melhor música ao vivo Rio Scenarium
André
Nazareth/Strana
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Quando o assunto é música, o Rio Scenarium não desafina.
O imenso casarão do século XIX misto de bar, antiquário
e casa noturna abriga dois palcos conhecidos pela alta rotatividade. Pelo
menos 150 músicos se apresentam por lá nos oitenta shows agendados
por mês. Muita gente boa já animou as noites no antigo sobrado, decorado
com peças de antiquário: do veterano Paulo Moura, passando pela
cantora Luciane Menezes e pelo violinista francês Nicolas Krassik. A platéia
eclética mistura o ator Thiago Lacerda, a senadora Heloísa Helena
e gente comum com ótimo faro musical e disposição para enfrentar
longas filas nos dias mais concorridos. A programação da casa está
há dois anos nas mãos do músico e pesquisador Henrique Cazes.
"A cultura brasileira sempre norteou todos os nossos passos", diz um dos sócios
da casa, Plínio Fróes. O tão sonhado terceiro palco, dedicado
à música erudita, deve sair do papel em breve: "Avançaremos
para o sobrado vizinho, uma bela construção de 1909. A programação
será no segundo andar, onde estará exposto o acervo da soprano Nadir
de Melo Couto", conta Plínio. Rua
do Lavradio, 20, Centro Antigo,
3147-9005 (800 lugares). 18h30/2h30 (ter. a qui.) e 19h/4h (sex. e sáb.).
R$ 15,00 (ter. a qui.) e R$ 25,00 (sex., sáb. e véspera de feriado).
www.rioscenarium.com.br. Cc.: todos. |
O
melhor da orla Bar e Restaurante da Urca  |
Armando Gomes Filho não exagera quando diz que seu
estabelecimento possui o maior balcão do mundo. Isso porque o atendimento
neste simpático botequim de frente para o mar vai muito além de
seu limitado espaço interno. Ele avança para o outro lado da calçada,
onde fica a imensa mureta junto à Baía de Guanabara. É lá
que sua fiel clientela prefere passar o tempo cercada por amigos e garrafas
de cervejas Brahma (R$ 3,00), Antarctica (R$ 3,00), Skol (R$ 3,50), Bohemia (R$
4,00) e Antarctica Original (R$ 4,00). "Tem gente que traz cadeira de casa só
para ficar mais perto desse magnífico cenário", diz ele. Quatro
garçons são responsáveis pelo atendimento externo, para evitar
o vai-e-vem de pessoas atravessando a rua. Os proprietários também
se preocupam com a higiene do lugar. "Limpamos a calçada religiosamente,
no fim do movimento", diz Armando. Na entrada do boteco estão afixados
os dez mandamentos para manter a ordem no recinto. "Não gostamos quando
chega alguém de carro com o som alto", avisa. Da cozinha, especializada
em frutos do mar, saem bolinhos de bacalhau (R$ 1,50 cada um) e sardinhas fritas
(R$ 1,00 cada uma). Rua Cândido
Gaffrée, 205, Urca,
2295-8744 (60 lugares). 6h/22h (ter. a qui.), 6h/23h (sex. e sáb.)
e 6h/19h (dom.). Cc.: todos. T.: T. Cr.: V. |
O
melhor para dançar 00 André
Nazareth/Strana
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Mick Jagger pintou por lá um dia após o megashow dos Rolling Stones
na Praia de Copacabana, em fevereiro. O galã espanhol Javier Bardem já
se deixou levar pelo house do DJ Markinhos Meskita, residente da festa Kza. Os
roqueiros da banda The Strokes, atração do TIM Festival no ano passado,
não foram para a cama sem antes dar uma espiada na pista de dança.
A concorrida programação noturna do bar, restaurante e casa noturna
00 entrou na rota da badalação das grandes estrelas internacionais
que vêm ao Rio. Mas é velha conhecida dos moradores da cidade. "Já
tive noites incríveis lá", conta o DJ e produtor Ricardo Imperatore,
um dos seis jurados que garantiram a vitória da casa mais uma vez
na categoria para dançar. A pista de dança ganhou espaço
com a reforma concluída em dezembro de 2005, graças à retirada
da mesa comunitária, que atrapalhava o movimento. Na parte externa foram
construídos um bar e dois banheiros. O DJ, que ficava no nível da
pista, toca hoje sobre um pequeno palco. "O som também ganhou potência
e agora preenche todo o salão", conta Cello Macedo, um dos sócios.
A garrafinha long neck da Devassa sai por R$ 5,90 (loura) e R$ 6,20 (ruiva).
Avenida Padre Leonel Franca, 240, Gávea,
2540-8042 (500 lugares). Programação fixa de festas: 22h/4h
(qui. e sex.), 20h30/4h (sáb.) e 21h/4h (dom.). R$ 25,00 (qui. a sáb.)
e R$ 20,00 (dom.). www.00site.com.br. Cc.: V. Aberto de terça a domingo
para jantar das 20h30 à 1h. |
O
melhor para ir a dois Miam Miam André
Nazareth/Strana
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Miam Miam é uma onomatopéia que, em francês, corresponde ao
nosso "nham-nham". O clique veio quando o trio de sócios do restaurante
e bar uma chef, uma jornalista e um engenheiro ouvia a clássica
Mambo Miam Miam, de Serge Gainsbourg, compositor francês conhecido pelo
repertório sensual. O visual hospitaleiro da casa, decorada com móveis
de antiquário, e o toque caseiro do cardápio, que segue a linha
da comfort food americana, criam a atmosfera romântica ideal para os casais.
Muitos deles se acomodam no charmoso lounge com capacidade para 25 pessoas, instalado
na entrada do restaurante. A sensação de aconchego se completa com
a discreta iluminação e a suave trilha sonora gravada por DJs cariocas.
O cardápio de drinques reserva surpresas como as caipifrutas com vodca
Absolut (R$ 13,10). Uma delas, preparada com Absolut Vanilla, xarope de tomilho
e manga. Entre os tira-gostos, creme de cogumelos frescos com lasquinhas de pastel
(R$ 16,70) e o vatapazinho com beiju de tapioca (R$ 17,20). Como o espaço
do bar é limitado, o ideal é chegar até as 21 horas, para
evitar filas. Rua General Góes
Monteiro, 34, Botafogo,
2244-0125 (55 lugares). 12h/15h e 19h30/0h30 (ter. a sex.). 20h/1h30 (sáb.).
www. miammiam.com.br. Cc.: todos. T.: todos (só no almoço). Cr.:
V (só no almoço). |
O
melhor para paquerar Clube dos Democráticos André
Nazareth/Strana
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Fundado em 1867, o Clube dos Democráticos agregava em seus primórdios
foliões abolicionistas que conspiravam contra a monarquia. Transferida
no início dos anos 30 para a sua sede atual, na Rua do Riachuelo, a sociedade
carnavalesca continua atraindo fãs do repertório popular
com mais pique para azarar do que para debater temas políticos. "Tem gente
que fica com um olho no palco e o outro na menina do lado", conta o produtor Nano
Ribeiro. Mesmo não sendo propriamente um bar, o Clube dos Democráticos
transformou-se em referência para quem quer empanzinar-se de cerveja (no
caso, garrafas de Skol, por R$ 3,50) e boa música. As noites mais concorridas
são as de sábado, comandadas pela Orquestra Republicana, e de quinta,
animadas pelo grupo vocal Anjos da Lua e convidados. O samba também chama
público às sextas, com o projeto Semente da Música Brasileira.
As noites de quarta são dedicadas ao forró. Aos domingos, finalmente,
acontece o tradicional baile dos sócios. Rua
do Riachuelo, 91/93, Centro,
2252-4611 (600 lugares). 22h/4h (qua.), 23h/4h (qui.), 23h30/4h (sex. e sáb.)
e 20h/0h (dom.). Quarta: R$ 15,00, R$ 12,00 (com filipeta até meia-noite)
e R$ 6,00 (mulheres com filipeta até 23h). Quinta e sábado: R$ 15,00
(homem), R$ 10,00 (mulher) e R$ 12,00 (estudante). Sexta: R$ 24,00, R$ 15,00 (300
primeiros) e R$ 12,00 (estudantes). Domingo: R$ 8,00. www.clubedosdemocraticos.com.br.
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