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4 de junho de 2003
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Micareta eletrônica

Rio Parade reunirá mais de 100 DJs no Centro

Gustavo Autran

Divulgação
Edição da Love Parade, em Berlim: inspiração para a Rio Parade 2003


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A história do Carnaval carioca passa pela caótica Avenida Presidente Vargas, que já serviu de cenário para os desfiles de escolas de samba. Agora, o tradicional reduto de bambas será o cenário da Rio Parade, marcada para o próximo domingo (8). Trata-se da versão carioca para a parada de música eletrônica que reúne milhares de "foliões" em cidades como Berlim e Zurique. Para sua primeira edição na cidade está prevista uma estrutura considerável. Serão vinte carros de som, que representam diversas instituições ligadas ao universo da música eletrônica – como rádios com programação voltada para o público jovem, selos e clubes nacionais e estrangeiros. Eles cumprem um trajeto de quase 3 quilômetros, entre a Praça da República e a Cinelândia. A saída do primeiro veículo está prevista para as 14 horas. O último carro deverá chegar à Cinelândia, destino final da parada, às 20 horas. É lá que a festa termina, com DJs tocando em um palco até meia-noite.

O desfile chegou a empacar em algumas ocasiões. Mas o organizador do evento, o suíço Adrian Halter, garante que desta vez nada vai detê-lo. Os problemas começaram no ano passado, quando o prefeito Cesar Maia proibiu a realização da Rio Parade em Copacabana, local escolhido inicialmente pela produção. A transferência para o Aterro do Flamengo foi cogitada, mas a CET-Rio temeu que a multidão provocasse retenções nas vias de acesso ao Aeroporto Santos Dumont. "Tivemos de adiar a programação quando tudo estava praticamente definido. Mas em nenhum momento desistimos", conta Adrian. A parada será animada por 120 DJs do Brasil e do exterior. Um deles é o alemão Dr. Motte, responsável pela primeira Love Parade, realizada em Berlim em 1989. Entre os representantes nacionais estão escalados, entre outros, os DJs Patife (drum'n'bass) e Rica Amaral (trance).

Os organizadores esperam que 200.000 pessoas participem da parada. O desfile é gratuito, mas tem gente disposta a pagar uma baba só para ficar em cima dos carros de som, pertinho dos DJs. Lá os ingressos custam entre 80 e 240 reais. Também será montado um camarote na Cinelândia, com 200 lugares. Os preços variam de 200 a 250 reais. Os carros serão separados por uma distância aproximada de 80 metros para evitar que o som vaze. "Em tempos de tanta violência, faremos uma grande demonstração de paz e tolerância", defende Adrian, que já pensa em repetir a dose no ano que vem.

 

         
     
 
 
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