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AGITO
Micareta
eletrônica
Rio
Parade reunirá mais de 100 DJs no Centro
Gustavo
Autran
Divulgação
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| Edição
da Love Parade, em Berlim: inspiração para a Rio
Parade 2003 |
A
história do Carnaval carioca passa pela caótica Avenida
Presidente Vargas, que já serviu de cenário para os
desfiles de escolas de samba. Agora, o tradicional reduto de bambas
será o cenário da Rio Parade, marcada para o próximo
domingo (8). Trata-se da versão carioca para a parada de
música eletrônica que reúne milhares de "foliões"
em cidades como Berlim e Zurique. Para sua primeira edição
na cidade está prevista uma estrutura considerável.
Serão vinte carros de som, que representam diversas instituições
ligadas ao universo da música eletrônica como
rádios com programação voltada para o público
jovem, selos e clubes nacionais e estrangeiros. Eles cumprem um
trajeto de quase 3 quilômetros, entre a Praça da República
e a Cinelândia. A saída do primeiro veículo
está prevista para as 14 horas. O último carro deverá
chegar à Cinelândia, destino final da parada, às
20 horas. É lá que a festa termina, com DJs tocando
em um palco até meia-noite.
O desfile chegou a empacar em algumas ocasiões. Mas o organizador
do evento, o suíço Adrian Halter, garante que desta
vez nada vai detê-lo. Os problemas começaram no ano
passado, quando o prefeito Cesar Maia proibiu a realização
da Rio Parade em Copacabana, local escolhido inicialmente pela produção.
A transferência para o Aterro do Flamengo foi cogitada, mas
a CET-Rio temeu que a multidão provocasse retenções
nas vias de acesso ao Aeroporto Santos Dumont. "Tivemos de adiar
a programação quando tudo estava praticamente definido.
Mas em nenhum momento desistimos", conta Adrian. A parada será
animada por 120 DJs do Brasil e do exterior. Um deles é o
alemão Dr. Motte, responsável pela primeira Love Parade,
realizada em Berlim em 1989. Entre os representantes nacionais estão
escalados, entre outros, os DJs Patife (drum'n'bass) e Rica Amaral
(trance).
Os organizadores esperam que 200.000 pessoas participem da parada.
O desfile é gratuito, mas tem gente disposta a pagar uma
baba só para ficar em cima dos carros de som, pertinho dos
DJs. Lá os ingressos custam entre 80 e 240 reais. Também
será montado um camarote na Cinelândia, com 200 lugares.
Os preços variam de 200 a 250 reais. Os carros serão
separados por uma distância aproximada de 80 metros para evitar
que o som vaze. "Em tempos de tanta violência, faremos uma
grande demonstração de paz e tolerância", defende
Adrian, que já pensa em repetir a dose no ano que vem.
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