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4 de abril de 2007

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VEJA RIO RECOMENDA


SHOW

Fotos divulgação
Deodato: duas noites de jazz na Sala Cecília Meireles


Eumir Deodato.
A última vez em que o músico carioca recebeu os aplausos do público brasileiro foi há onze anos, quando comandou o conjunto de cordas da cantora islandesa Björk no extinto Free Jazz Festival. Ele é o autor da famosa releitura do poema sinfônico Assim Falou Zaratustra, de Richard Strauss, feita para a trilha do filme 2001 – Uma Odisséia no Espaço. Radicado nos Estados Unidos desde 1967, o maestro, arranjador e pianista de trabalhos com Tom Jobim, Frank Sinatra e Kool & The Gang, para citar só alguns, apresenta-se no Rio nesta semana. Na terça (3) e na quarta (4), Deodato comanda um trio jazzístico com Marcelo Mariano (baixo) e Renato Massa (bateria) na Sala Cecília Meireles.



TEATRO
Juliana Galdino: monólogo com as confissões de uma serial killer

Anátema. Foi sob a direção de Antunes Filho que Juliana Galdino desenvolveu uma técnica rigorosa e envolvente, capaz de tornar inesquecíveis as interpretações de papéis clássicos como Antígona e Medéia (pelo qual ganhou o Prêmio Shell de melhor atriz em 2002). Longe das asas de Antunes, a atriz de 33 anos mostra igual eficiência no monólogo escrito especialmente para ela pelo marido, o carioca Roberto Alvim, que também dirige a montagem, em cartaz no Teatro Maria Clara Machado a partir de sexta (6). Habituada à concepção minimalista de Antunes, Juliana dispensa elementos cênicos para encarnar a perturbadora personagem. Desta vez, sua voz firme, o olhar penetrante e os movimentos contidos são as ferramentas empregadas na impressionante confissão de uma serial killer determinada a exterminar a miséria humana.


DANÇA

Damián Muñoz e Virginia Garcia: apresentações ao ar livre

4 Movimentos. Abril promete ser o mês da dança contemporânea. A partir de quinta (5), e até o dia 29, o Centro Cultural Banco do Brasil, ruas e praças da cidade serão tomados pela terceira edição deste festival. Dezesseis atrações vão se apresentar na rotunda e no Teatro I do CCBB. Quatro delas são estrangeiras: a dupla espanhola Damián Muñoz e Virginia Garcia; os franceses Cia. Pernette e Caterina Sagna e o belga Passarelle. Incluído na programação, o projeto Dança em Trânsito vai espalhar performances por lugares como Praça Quinze, Aterro e Praia de Copacabana. Quando participou do projeto em 2003, o espanhol Damián Muñoz causou sensação ao evoluir sobre árvores da Lagoa.


EXPOSIÇÃO

Idílio na Noite: no Instituto Moreira Salles

Gravuras – Mário Gruber, 80 Anos. Em São Paulo, murais do artista enfeitam a Estação Sé do metrô, o Aeroporto de Guarulhos e o Memorial da América Latina. Por aqui, uma ótima e prazerosa maneira de conhecer a obra de Mario Gruber, grande nome da gravura brasileira, é visitar a mostra em cartaz no Instituto Moreira Salles. Estão expostas setenta obras produzidas entre as décadas de 40 e 90. Trabalhos ricos em detalhes, como Ciclista e a Chuva, de 1963, e Idílio na Noite, de 1982, provam que Gruber domina como poucos a técnica de impressão, combinando jogos de luz e sombra, movimento, expressão e intensidade.


SHOW

O maestro: à frente da Orquestra Petrobras Sinfônica no Canecão

Wagner Tiso. Um punhado de clássicos interpretados por artistas de peso em luxuosos arranjos para orquestra. Essa é a receita da série MPB & Jazz, que ganha nova edição na quarta (4), no palco do Canecão. Maestro Wagner Tiso à frente, a Orquestra Petrobras Sinfônica vai tocar pérolas de Edu Lobo, como Ponteio (com Capinan), Sobre Todas as Coisas e Valsa Brasileira (ambas com Chico Buarque). Como cantores solistas estarão o próprio Edu e Zizi Possi. Também faz parte do programa a abertura musical da peça O Grande Circo Místico, só com a orquestra.

 

     
   

 

 
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