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3 de dezembro de 2003
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Tudo sob controle

Laboratório é referência em exames antidoping

Fabio Brisolla


Dilmar Cavalher/Strana

Radler, coordenador do Ladetec: 4 000 exames antidoping por ano

Um nome complicado, tetraidrogestrinona, ou THG, jogou luz sobre o Ladetec. O Laboratório de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico do Instituto de Química da UFRJ é referência internacional no controle antidopagem. Prova disso é a presteza do laboratório para detectar a presença de THG no sangue. Aguarda somente o envio da substância de referência para iniciar a realização dos testes. O anabolizante recém-descoberto, estopim de um megaescândalo no meio esportivo americano, é apenas uma das pontas de atuação do Ladetec. Na sala 512 do 5º andar do Centro de Tecnologia da UFRJ, na Ilha do Fundão, é selado o destino de atletas de variadas modalidades. A CBF, a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol), o Comitê Olímpico Internacional e o Comitê Olímpico Brasileiro são clientes do Ladetec, responsável pelos exames antidoping em competições como o Campeonato Brasileiro de Futebol e as Eliminatórias Sul-Americanas da Copa do Mundo, a Superliga de Vôlei, além de torneios organizados pelo COB e pelo COI. "Temos condições de detectar mais de 500 substâncias diferentes", afirma Francisco Radler, coordenador do Ladetec.

O laboratório, com setenta funcionários, mantém-se com recursos próprios. Por ano são realizados em média 4.000 testes de doping, com faturamento de 1,1 milhão de reais. Menos de 1% deles dá positivo. O principal cliente é a CBF, responsável por quase 70% dos pedidos de exame. O Ladetec começou a se especializar no controle antidopagem na Copa América de 1989. Na época havia apenas um cromatógrafo a gás acoplado ao espectrômetro de massa, utilizado para identificar as substâncias proibidas. Com os recursos gerados a partir de então, foram adquiridas novas máquinas. Já há sete espectrômetros, para identicar a presença de anabolizantes, estimulantes, diuréticos, narcóticos e betabloqueadores. Nem jogadores de sinuca escapam. Eles podem recorrer ao uso de betabloqueadores, para diminuir a freqüência do batimento cardíaco e aumentar a precisão na tacada. O grande desafio do Ladetec são os Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio. "Precisamos repor equipamentos e investir em novas técnicas de análise", diz Radler.

 

         
     
 
 
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