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GASTRONOMIA
A
festa do espumante
Opção
nacional para o champanhe tem qualidade
Fernanda
Thedim
Bruno Veiga/Strana
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Na
hora de fazer a lista de compras para as festas de fim de ano, há
boas razões para verificar as opções de espumante
nacional disponíveis no mercado. O preço, bem mais
razoável que o dos importados, é uma delas, mas não
a única. A bebida, especialmente aquela produzida no Rio
Grande do Sul, atingiu um nível de qualidade que pouco deixa
a dever ao dos estrangeiros. Quem garante são experts como
Danio Braga, presidente da Associação Brasileira de
Sommeliers (ABS). "Nossa climatologia", diz ele, "é absolutamente
perfeita para a obtenção de espumantes de qualidade".
Roberto Rodrigues, da ABS-RJ, vai além. "Temos excelentes
espumantes, tão bons quanto os champanhes (nome exclusivo
da bebida produzida na região francesa de Champagne)". A
explicação é que o clima mais úmido
do Rio Grande do Sul favorece a produção, e as chuvas
constantes, principalmente na época da colheita, tornam a
uva mais ácida, perfeita para esse tipo de bebida.
O espumante é um vinho especial, que passa por uma segunda
fermentação, que produz o gás carbônico
e forma as bolhas. Na delicatessen La Botella, os espumantes nacionais
já representam 20% das vendas de vinho. Sem dúvida,
a bebida caiu no gosto do carioca. "Ela se adapta perfeitamente
ao nosso clima tropical", diz Roberto Rodrigues.
Os especialistas aconselham os brut (secos) como aperitivo ou para
ser servido com peru, peixe e carnes brancas. Os doces, como moscatel,
asti e demi-sec, são indicados para acompanhar sobremesas,
especialmente morangos gelados e sorvetes. Para resfriar, deixe
a garrafa por doze horas na geladeira, nunca no freezer. Meia hora
antes de abrir, coloque-a em um balde com gelo. Duas regras básicas
precisam ser seguidas para aproveitar melhor a bebida: o espumante
deve chegar à mesa a uma temperatura entre 6 e 8 graus centígrados
e em taças do tipo flûte, aquelas lisas, transparentes
e compridas, que retêm o aroma, conservam o gás e permitem
a visualização das bolhas. Além disso, ao abrir,
evite o "estouro" e não sacuda a garrafa, o que causa perda
de gás. Depois de aberto, com uma tampa protetora especial,
esse tipo de vinho dura até três dias na geladeira.
Mas o ideal é que seja consumido o quanto antes.
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Onde
encontrar
La Botella, Rua Paul Redfern, 72, Ipanema,
2512-8614
Lidador, Rua da Assembléia, 63, Centro,
2533-4988
Panini, Avenida Armando Lombardi, 940, Barra,
2494-2001
Supermercados Zona Sul
Wine Store, São Conrado Fashion Mall, loja 111, São
Conrado,
2422-0333
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