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3 de dezembro de 2003
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GASTRONOMIA

A festa do espumante

Opção nacional para o champanhe tem qualidade

Fernanda Thedim


Bruno Veiga/Strana

Na hora de fazer a lista de compras para as festas de fim de ano, há boas razões para verificar as opções de espumante nacional disponíveis no mercado. O preço, bem mais razoável que o dos importados, é uma delas, mas não a única. A bebida, especialmente aquela produzida no Rio Grande do Sul, atingiu um nível de qualidade que pouco deixa a dever ao dos estrangeiros. Quem garante são experts como Danio Braga, presidente da Associação Brasileira de Sommeliers (ABS). "Nossa climatologia", diz ele, "é absolutamente perfeita para a obtenção de espumantes de qualidade". Roberto Rodrigues, da ABS-RJ, vai além. "Temos excelentes espumantes, tão bons quanto os champanhes (nome exclusivo da bebida produzida na região francesa de Champagne)". A explicação é que o clima mais úmido do Rio Grande do Sul favorece a produção, e as chuvas constantes, principalmente na época da colheita, tornam a uva mais ácida, perfeita para esse tipo de bebida.

O espumante é um vinho especial, que passa por uma segunda fermentação, que produz o gás carbônico e forma as bolhas. Na delicatessen La Botella, os espumantes nacionais já representam 20% das vendas de vinho. Sem dúvida, a bebida caiu no gosto do carioca. "Ela se adapta perfeitamente ao nosso clima tropical", diz Roberto Rodrigues.

Os especialistas aconselham os brut (secos) como aperitivo ou para ser servido com peru, peixe e carnes brancas. Os doces, como moscatel, asti e demi-sec, são indicados para acompanhar sobremesas, especialmente morangos gelados e sorvetes. Para resfriar, deixe a garrafa por doze horas na geladeira, nunca no freezer. Meia hora antes de abrir, coloque-a em um balde com gelo. Duas regras básicas precisam ser seguidas para aproveitar melhor a bebida: o espumante deve chegar à mesa a uma temperatura entre 6 e 8 graus centígrados e em taças do tipo flûte, aquelas lisas, transparentes e compridas, que retêm o aroma, conservam o gás e permitem a visualização das bolhas. Além disso, ao abrir, evite o "estouro" e não sacuda a garrafa, o que causa perda de gás. Depois de aberto, com uma tampa protetora especial, esse tipo de vinho dura até três dias na geladeira. Mas o ideal é que seja consumido o quanto antes.

 
Fotos Ricardo Fasanello/Strana  

De Gréville Brut Rosé, 25 reais (preço médio)

Don Giovanni Brut, 28 reais (preço médio) Marson Brut, 28 reais (preço médio)
Chandon Rougé, 30 reais (preço médio) Dal Pizzol Brut, 32 reais (preço médio) Casa Valduga Brut 2000, 29 reais (preço médio)

 

 

Onde encontrar

La Botella, Rua Paul Redfern, 72, Ipanema, 2512-8614
Lidador, Rua da Assembléia, 63, Centro, 2533-4988
Panini, Avenida Armando Lombardi, 940, Barra, 2494-2001
Supermercados Zona Sul
Wine Store, São Conrado Fashion Mall, loja 111, São Conrado, 2422-0333

 

         
     
 
 
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