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CIDADE
Turismo-mochila
Rio
ganha novos e charmosos albergues
Fernanda
Thedim e Isabel Butcher
Fotos Cláudia Martins/Strana
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Chave do Rio: filial da rede de 4 500 albergues
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Ambiente
aconchegante, gente descontraída e jovens de diversas partes
do mundo reunidos em uma mesma casa. Os albergues têm também
outros atrativos. O principal deles, claro, é o preço
das diárias, que varia de 30 a 50 reais. Outro é a
característica gregária e a possibilidade de intercâmbio
cultural, pois boa parte da clientela é de europeus, americanos
e australianos, entre 18 e 35 anos. Eles viajam durante meses, sozinhos
ou na companhia de um amigo, com a marca distintiva da mochila às
costas. Só pouco tempo atrás o Rio descobriu o potencial
desse tipo de turista. Em 2001 havia apenas três albergues
na cidade. Hoje, já são dezessete, e até o
fim do ano outras quatro casas vão abrir as portas. Eles
recebem gente de fora, interessada não só em visitar
o Pão de Açúcar ou o Corcovado, mas também
em fazer programas típicos do carioca da gema. Daí,
o bate-papo nas salas e quartos coletivos dos albergues ser boa
fonte de informação. "Sempre sugiro o Baixo Gávea
no dia mais cheio. Eles adoram", conta Bruna Levinson, proprietária
do Carioca Easy Hostel, na Urca. O Maracanã, em dia de clássico,
é outro programa concorrido, bem como shows de samba de locais
como o Carioca da Gema, o Rio Scenarium, no Centro, e os bares da
Lapa.
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| Sala
de TV coletiva e café-da-manhã incluído
na
diária: albergues atraem jovens turistas
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Foi-se
o tempo em que esse tipo de hospedaria era sinônimo de lugar
barato mas desprovido de charme. Um bom exemplo é o Rio Hostel,
em Santa Teresa. A proprietária, Ana Carina Jallad, caprichou
e transformou o casarão de quatro andares em uma acolhedora
hospedaria, que abriga até 25 pessoas, em quatro quartos:
um misto, um só para homens, outro para mulheres e um para
casal. Todos com ventilador de teto, colchões confortáveis
e beliches espaçosos. Para completar, a decoração
é simples e simpática, com sofás cobertos por
panos, um pequeno bondinho de ferro pendurado na parede, sala de
TV e de som. Há ainda um compartimento com redes e até
uma piscina. Assim como o Rio Hostel, o Carioca Easy tem a localização
como um dos atrativos. "A Urca é segura e as pessoas ficam
próximas de tudo", afirma Bruna. "Quando o tempo está
nublado, a turma fica batendo papo e tomando café. Ninguém
sai", conta a proprietária. Para se ter uma idéia
da popularidade do Carioca, o site www.hostels.com um dos
mais procurados pelos mochileiros de todo o mundo tem a maior
cotação dos albergues da cidade, com 90% de aprovação.
Botafogo é o bairro com a maior concentração
de albergues. Lá está a única filial do Hostelling
Internacional, rede com 4.500 albergues em setenta países.
O Chave do Rio, inaugurado há treze anos, segue as exigências
da rede: máximo de quatro camas por quarto, cozinha para
os turistas, armários com cadeados e, no mínimo, um
banheiro para cada cinco leitos. A casa da Rua General Dionísio
tem três andares e setenta leitos. A média das diárias
é de 30 reais, com direito a café-da-manhã.
Além de estrangeiros, atrai também brasileiros em
busca de uma diária mais econômica. A paulista Bárbara
Tomazine veio ao Rio fazer uma prova. "Nunca tinha ficado em um
albergue, mas achei muito bem organizado", afirmou ela, hóspede
do Chave do Rio. A paulista Silvia Augusto hospedou-se no mesmo
local. "A localização, o preço e a estrutura
são ótimos", diz ela. "Mesmo não falando inglês
perfeitamente, adoro conversar com os outros hóspedes", acrescenta
a turista. Perto dali, na Rua Bambina, será inaugurado um
dos quatro novos albergues da cidade. O Botafogo Easy Hostel, com
capacidade para 48 pessoas, terá piscina, churrasqueira,
sala de TV, internet e biblioteca. "Queremos criar um clima descontraído,
informal, para que o gringo se sinta em casa", explica o sócio
José Augusto Abreu, que planeja passeios com os mochileiros
para praias distantes da cidade. Nem só de Corcovado e cinco-estrelas
vive o turismo carioca.
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