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2 de novembro de 2005

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CRÔNICA
  

REPORTAGEM DE CAPA

Em fase de crescimento

Mudanças de perfil e investimentos em construção, ampliações, lojas e cinemas agitam os shoppings cariocas

Sofia Cerqueira

Fotos André Valentim/Strana
Mais luz natural: a exemplo de sua área de expansão, um corredor inteiro do BarraShopping ganhará novo teto, com grandes áreas envidraçadas
BARRASHOPPING (inclui o New York City Center)
Inauguração: 1981

Número de lojas: 664
Lojas-âncoras: Renner, Hot Zone, US Play, C&A, Lojas Americanas, Fnac, Ponto Frio, Fast Shop, Zara
Cinemas: 18
Área construída: 190 000 metros quadrados
Terreno: 185 000 metros quadrados
Público: 93 000 pessoas por dia
Vagas: 9 400
Público-alvo: Classes A e B
Média de gasto por comprador: R$ 109,00
Empregos diretos gerados: 8 000
O que vem por aí: O shopping iniciou uma obra de revitalização, orçada em 22,5 milhões de reais. O teto do mall, da Fnac à Renner, será substituído por esquadrias de vidro; as colunas terão novos revestimentos; e os banheiros serão reformados. Em dezembro, inaugurará nova área fashion. Serão abertas doze lojas no local do Mercado da Praça XV, deslocado para a antiga Praça Atrium

O vaivém já é intenso. Por dia, cerca de 1.000 pessoas circulam pelos quatro pavimentos do novo Shopping Leblon, entre as avenidas Afrânio de Melo Franco e Borges de Medeiros. Por enquanto, são só operários. Pelos mesmos corredores deverão passar, a partir de novembro de 2006, época prevista para a inauguração, pelo menos 20.000 consumidores diariamente. Uma freqüência que, embora ainda seja só expectativa, já faz o mercado carioca de shopping centers se agitar. "Havia mais de dez anos não se via uma movimentação assim. O setor está em ebulição", diz Claudio Guaranys, vice-presidente da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce). Só no Shopping Leblon, apontado como o maior empreendimento comercial da Zona Sul em 25 anos, estão sendo investidos 300 milhões de reais. Além da chegada do novo templo de consumo – serão 100.000 metros quadrados de área e 240 lojas –, pelo menos oito grandes shoppings passam por obras de expansão ou revitalização, com gastos que ultrapassam 200 milhões de reais. O Rio Sul anuncia a construção de sete salas de cinema e de um novo estacionamento. O Shopping da Gávea ganhará quatro cinemas, e sua academia de ginástica terá o tamanho triplicado. Os Rio Design Barra e Leblon, antes exclusivos de decoração, investem pesado num mix de boas grifes. O BarraShopping, por sua vez, terá nova área de lojas e remodelará corredores. O São Conrado Fashion Mall mudará a fachada. O Shopping Tijuca construirá mais um pavimento, e o NorteShopping, um complexo de lazer e entretenimento.

 
Mais luz natural: a exemplo de sua área de expansão, um corredor inteiro do BarraShopping ganhará novo teto, com grandes áreas envidraçadas
RIO DESIGN LEBLON
Inauguração: 1983

Número de lojas: 63
Lojas-âncoras: Armazém Digital e os restaurantes Gula Gula, Joe & Leo's e Maitake (abrirá em novembro)
Cinemas: 1 (no Armazém Digital)
Área construída: 17 000 metros quadrados
Terreno: 3 600 metros quadrados
Público: 6 000 pessoas por dia
Vagas: 240
Público-alvo: Classes A e B
Média de gasto por comprador: R$ 500,00
Empregos diretos gerados: 1 000
O que vem por aí: Antes voltado para decoração, mudou de perfil há dois anos. Nesse período, foram investidos 8 milhões de reais em melhorias. Várias lojas de móveis fecharam, os corredores foram reformados e o shopping ganhou restaurantes, área infantil e 33 novas lojas de grifes. Para 2006, o orçamento é de 5 milhões de reais. Estão previstas a reforma da fachada e a instalação, na área externa, de bicicletário, lava-pés e bebedouro para cachorros
RIO DESIGN BARRA
Inauguração: 2000

Número de lojas: 120
Lojas-âncoras: restaurantes do 3º piso
Cinemas: 3
Área construída: 45 000 metros quadrados
Terreno: 29 000 metros quadrados
Público: 5 000 pessoas por dia
Vagas: 1 000
Público-alvo: Classes A e B
Média de gasto por comprador: R$ 600,00
Empregos diretos gerados: 1 500
O que vem por aí: Construído para ser um shopping de decoração, mudou o perfil há dois anos. Nesse período recebeu investimento de 12 milhões de reais. Já atraiu setenta novas lojas; ganhou restaurantes, fraldário e banheiro tamanho-família. Para 2006, estão previstas trinta novas lojas, entre elas um espaço infantil e um spa (parceria entre a H.Stern e a L'Occitane). Será feita ainda uma obra, nos fundos do shopping, que dará acesso de carro a moradores de condomínios como Novo Leblon e Mandala. Em 2006, o investimento no local será de 10 milhões de reais

Ninguém quer perder tempo nem espaço. Ainda mais num negócio que só no Rio, a cada mês, atrai 25 milhões de pessoas (quatro vezes a população da cidade) e em 2004 faturou 5,2 bilhões de reais. A história dos shoppings por aqui começou oficialmente há 25 anos, com a inauguração do Rio Sul, e aos poucos as caixas de concreto ganharam plantas, clarabóias e praças (veja quadro). Hoje são 37 complexos de consumo, o que deixa o estado na segunda posição no país, atrás de São Paulo, com 92, e à frente de Minas, com 22. No Brasil, já são 262. Um número miúdo se comparado com o dos Estados Unidos, que, segundo o Conselho Internacional de Shopping Centers (ICSC), têm 2.500 unidades. "O conceito se adaptou de forma espetacular ao nosso mercado", avalia Guaranys, que também preside a Brascan Shoppings, administradora de cinco complexos, entre eles o Rio Sul. Vários fatores contribuíram para a explosão dos shoppings. Com o problema da violência, da falta de estacionamento nas ruas e da escassez de tempo dos consumidores, eles passaram a oferecer bem mais do que corredores refrigerados. De templos de consumo, viraram complexos de serviço e lazer. "Boa parte do público hoje prefere ir ao cinema num shopping, onde encontra segurança, vagas e alimentação", diz Francisco Pinto, diretor de expansão do Circuito Severiano Ribeiro. O grupo está investindo 34 milhões de reais em salas dentro de cinco shoppings no Rio. São dez cinemas no NorteShopping, sete no Rio Sul, sete no Nova América, seis no Tijuca e quatro no Shopping Leblon. Todos com sistema kinoplex (uma versão do multiplex), com salas em formato stadium e som e imagem de última geração. "Todas as lojas estão em todos os shoppings. Agora, buscam-se diferenciais", observa o empresário Alexandre Accioly, à frente da rede A! Body Tech. A academia, que já funciona no Cittá América, na Barra, ampliará sua filial do Shopping da Gávea para 3.500 metros quadrados e construirá unidades no Shopping Tijuca e no NorteShopping, num investimento de 23 milhões de reais.

 

Divulgação
Shopping Leblon: ao custo de 300 milhões de reais, abrirá em 2006
SHOPPING LEBLON
Inauguração: Prevista para novembro de 2006
Número de lojas: 240
Lojas-âncoras: Zara, Centauro e Livraria da Travessa
Cinemas: 4
Área construída: 100 000 metros quadrados
Terreno: 17 000 metros quadrados
Público: Previsão inicial de 20 000 pessoas por dia
Vagas: 1 200
Público-alvo: Classes A e B
Média de gasto por comprador: Não foi estimada
Empregos diretos gerados: 3 000
O que vem por aí: É apontada como a maior obra na Zona Sul nos últimos 25 anos. O shopping, orçado em 300 milhões de reais, terá quatro pavimentos de lojas, dois de garagem, além de um prédio comercial com sete andares. No local funcionará ainda um centro cultural com o novo Teatro Casa Grande, agora com 1 000 lugares, dois cineclubes, biblioteca, auditório e espaço para oficinas de arte e música

Apostas altas não faltam no mercado que começou no estilo de caixas de concreto e hoje investe em corredores arejados – os chamados malls. O Shopping Leblon terá vãos envidraçados e praça de alimentação com vista para a Lagoa e o Cristo Redentor. Além de quatro andares de compras, o complexo abrigará um prédio comercial e um centro cultural de 12.000 metros quadrados. As dificuldades para tirar o projeto do papel – foram oito anos de pendengas e um ano e meio para desmontar a Pedra do Baiano, onde ele está fincado – não se repetem na negociação das lojas. "Já temos 75% dos espaços locados e só não fechamos porque estamos escolhendo o mix ideal", afirma Ferdinando Valle Magalhães, presidente do Grupo Santa Isabel, empreendedor do negócio com a Nacional Iguatemi e o grupo americano General Growth Properties. Na relação de lojas confirmadas estão Zara, Centauro, Richards, Tommy Hilfiger, Colcci, Natan, Espaço Fashion, H.Stern e Casa Alberto, entre outras. "Faltava uma estrutura assim nesse trecho da Zona Sul. Atrairá um público espalhado por vários shoppings", diz Roberto Guedes, sócio da Livraria da Travessa, uma das âncoras do local.

 
Malls movimentados: rotina agora no Shopping da Gávea
SHOPPING DA GÁVEA
Inauguração: 1975

Número de lojas: 217
Lojas-âncoras: A! Body Tech, Richards, Osklen, Farm, Eliza Conde, Lenny, Mara Mac, Maria Bonita Extra, Aviator, Totem, Folic e Taco
Cinemas: Não tem
Área construída: 48 076 metros quadrados
Terreno: 10 235 metros quadrados
Público: 15 000 pessoas por dia
Vagas: 850
Público-alvo: Classes A e B
Média de gasto por comprador: R$ 450,00
Empregos diretos gerados: 2 100
O que vem por aí: O shopping, que no ano passado inaugurou dois novos pisos de garagens com 500 vagas, ganhará em 2006 quatro salas de cinema. A academia A! Body Tech, hoje com 1 200 metros quadrados, triplicará de tamanho. Ainda reformará a fachada e planeja mudar pisos, pilastras e iluminação. Serão investidos cerca de 20 milhões de reais até o fim do ano que vem

Embora a maioria dos shoppings justifique suas obras com pesquisas feitas com clientes, é inegável que um novo empreendimento mexe com o setor. "Sempre é um concorrente. Mas já vínhamos investindo em melhorias havia algum tempo", alega Hernani Campelo de Sousa, do conselho administrativo do Shopping da Gávea. Aberto em 1975, o conjunto de 217 lojas não é considerado o primeiro shopping do Rio porque foge ao padrão: em vez de espaços locados, as lojas têm proprietários. As mudanças ali já são nítidas: o mix de lojas e restaurantes foi incrementado e, no fim do ano passado, inaugurou dois andares de garagem. Para 2006 estão previstas uma nova fachada, quatro salas do Grupo Estação e a ampliação da academia, que terá atividades zen e centro de estética. "O mercado está mais competitivo. Além do Shopping Leblon e do reposicionamento do Rio Design, o comércio de rua em Ipanema e na Dias Ferreira, no Leblon, está mais forte", analisa Sérgio Pessoa, superintendente do Rio Sul. O shopping prepara seu contra-ataque. Numa área entre o 3º e o 5º pisos de garagem, construirá sete cinemas, com 1.680 lugares, terá mais 500 vagas, reformará a fachada e ganhará uma área envidraçada, com vista para o Cristo e o Pão de Açúcar.

 

Divulgação
Tijuca: como mostra o desenho, o subsolo ganhará cinqüenta novas lojas
SHOPPING TIJUCA
Inauguração: 1996

Número de lojas: 250
Lojas-âncoras: Lojas Americanas
Cinemas: 3
Área construída: 88 000 metros quadrados
Terreno: 13 200 metros quadrados
Público: 35 000 pessoas por dia
Vagas: 1 100
Público-alvo: Classes A e B
Média de gasto por comprador: R$ 100,00
Empregos diretos gerados: 3 000
O que vem por aí: Está investindo 50 milhões de reais na expansão. Ganhará um quarto pavimento de compras (subsolo), onde ficarão cinqüenta lojas (quatro delas âncoras), uma filial da academia A! Body Tech e três agências bancárias. Terá mais um andar de garagem, com 200 vagas, e seis novas salas de cinema (as antigas serão transformadas em lojas). A obra prevê ainda um elevador panorâmico

As novidades não cessam aí. O Rio Design Leblon, a poucos metros do Shopping Leblon, passa por uma reviravolta. "Além de deixar de ser focado só num segmento, as pesquisas mostraram que o público queria um lugar que mantivesse a essência do comércio de rua do bairro", diz Mariana Carvalho, gerente de marketing da Ancar, que administra os dois Rio Design. O shopping já abriu 33 novas lojas. Nas últimas semanas inaugurou o Gula Gula e o Joe & Leo's. Até dezembro ganhará mais restaurantes e um café voltado para a calçada. O shopping, que em dois anos dobrou seu público – hoje são 6.000 pessoas por dia –, ainda reformará a fachada e criará atrativos como bicicletário e lava-pés. O Rio Design Barra também viu seu público subir de 1.400 para 5.000 pessoas por dia. Lojas de decoração com 1.300 metros quadrados foram divididas em dez espaços cada uma, agora ocupados por grifes de moda. Já são 120 lojas, com o reforço de um andar de restaurantes. Mesmo maior, o movimento ainda parece pequeno diante dos monumentais corredores. "Não espere ver este shopping lotado. Ele se posiciona para um mercado qualificado", explica Evandro Ferrer, diretor-superintendente da Ancar. O BarraShopping, o maior shopping do Rio, também se mexe. Está mudando a área onde existia um mercado chique, terá uma nova área de lojas e trocará a cobertura de um mall. "Somos pró-ativos e não reativos em questão de concorrência. O Design Barra mudou o foco, mas ainda o vemos como um concorrente", diz o superintendente Eduardo Novaes.

Fashion Mall: aposta em grifes de luxo e reforma da fachada
SÃO CONRADO FASHION MALL
Inauguração: 1982

Número de lojas: 170
Lojas-âncoras: Não tem
Cinemas: 4
Área construída: 44 500 metros quadrados
Terreno: 13 000 metros quadrados
Público: 8 800 pessoas por dia
Vagas: 750
Público-alvo: Classe A
Média de gasto por comprador: R$ 1 200,00
Empregos diretos gerados: 1 500
O que vem por aí: A meta é investir cada vez mais em marcas de luxo e grifes internacionais. Na semana passada, foi inaugurada ali a primeira loja exclusiva da Calvin Klein no Brasil. Nos últimos quatro anos, foram gastos 31 milhões de reais no shopping, entre a expansão (3° andar), obras de melhoria e marketing. Para 2006, o orçamento é de 6,5 milhões de reais. O Fashion Mall reformará a fachada, transformará o antigo corredor infantil em duas grandes lojas e já negocia a vinda de três novos restaurantes

Entre a agitação da Zona Sul e as mudanças na Barra, o São Conrado Fashion Mall é outro que não está parado. Depois de ver seu movimento despencar em abril de 2004, quando um tiroteio na Rocinha fechou o Túnel Zuzu Angel e levou pânico aos motoristas, vem investindo em melhorias e ações de marketing. "O Fashion Mall é a vedete dos shoppings. A idéia é apostar cada vez mais no segmento de luxo", diz Cristiano Pinto de Almeida, vice-presidente da In Mont, administradora do shopping, que há três anos inaugurou uma expansão com grifes como Emporio Armani e abriu na semana passada a primeira loja da Calvin Klein no país. Nos próximos dias será a vez da New Books, um misto de loja de livros e CDs, bar e espaço para shows, e até dezembro contará com filiais das grifes Peach e Maria Bonita. Do outro lado da cidade, o Shopping Tijuca investe pesado numa expansão: seis cinemas e um quarto piso com cinqüenta lojas e academia. "Passaremos a ser um shopping de abrangência regional", avalia o superintendente Luiz Paulo de Sá. O NorteShopping também prepara uma megaexpansão: terá dez cinemas, universidade, boliche, academia e uma grande praça com bares e restaurantes. Pensou-se até em construir moradias ali. "De templos de consumo, os shoppings viraram centros de convivência", analisa Hugo Matheson Drummond, diretor-superintendente da administradora Egec. É só? Não. O Madureira Shopping acaba de concluir obras de expansão, e o Via Parque, o Nova América e o Off Price (hoje Rio Plaza) deixaram de ser outlets e passaram por processos de revitalização. "Quando surgem concorrentes mais modernos e a oferta de diferenciais, a saída é se movimentar mesmo", receita Guaranys. O público sai ganhando.

 

NorteShopping: o parque de diversão dará lugar a dez salas de cinema, universidade e academia de ginástica
NORTESHOPPING
Inauguração: 1986

Número de lojas: 320
Lojas-âncoras: Carrefour, Renner, C&C, Casa&Vídeo, C&A, Lojas Americanas, Leader, Casas Bahia e Ponto Frio
Cinemas: 4
Área construída: 200 000 metros quadrados
Terreno: 150 000 metros quadrados
Público: 70 000 pessoas por dia
Vagas: 4 000
Público-alvo: Classes A, B e C
Média de gasto por comprador: R$ 80,00
Empregos diretos gerados: 5 600
O que vem por aí: Fará uma grande expansão voltada para a área de entretenimento e lazer, que custará 70 milhões de reais. Numa área de 25 000 metros quadrados, onde hoje fica um parque de diversões, serão construídos uma universidade, uma academia de ginástica, dez salas de cinema, um boliche, uma área de games e uma grande praça aberta, com onze bares e palco para shows. Com a expansão, ganhará 1 000 novas vagas e um corredor de acesso com vinte lojas
RIO SUL
Inauguração: 1980
Número de lojas: 400
Lojas-âncoras: Renner e Lojas Americanas
Cinemas: 4
Área construída: 135 000 metros quadrados
Terreno: 21 827 metros quadrados
Público: 60 000 pessoas por dia
Vagas: 3 000
Público-Alvo: Classes A e B
Média de gasto por comprador: R$ 100,00
Empregos diretos gerados: 5 000
O que vem por aí: Até 2007 serão investidos 40 milhões de reais no shopping, que ganhará sete novas salas de cinema (a área atual de cinemas vai abrigar lojas), uma nova fachada envidraçada e elevador panorâmico. Nos fundos do shopping será construído um estacionamento adicional com 500 vagas

 

A INDÚSTRIA DE SHOPPINGS DO RIO

Número de shoppings: 37

Lojas: 6 000

Vagas: 58 000

Cinemas: 154

Área construída: 2 milhões de metros quadrados

Terrenos: 2,1 milhões de metros quadrados

Público: em torno de 25 milhões de pessoas por mês

Empregos diretos gerados: 68 000

Faturamento em 2004: R$ 5,2 bilhões de reais, o que representa cerca de 18% do faturamento de todo o varejo

Inaugurações previstas: até 2007 serão cinco novos empreendimentos no estado do Rio: o Shopping Leblon, o Bangu Shopping, o Caxias Shopping, além de um complexo em Macaé e outro em Campos



De caixotes de concreto a minicidades

Anos 80

Surge o primeiro shopping center da cidade nos moldes americanos, com administração geral e espaços locados. No início, o Rio Sul tinha basicamente lojas de vestuário e acessórios. A caixa de concreto era uma armadilha de consumo. Não podia ter luz natural nem relógios aparentes; dos corredores não se via a rua, tudo para que o consumidor perdesse a noção do tempo. Até o piso era escorregadio, para as pessoas caminharem devagar, de olho nas vitrines. Os principais atrativos eram a segurança, o ar-condicionado e as muitas opções de consumo. Ainda não havia o conceito de praça de alimentação. O Rio Sul começou com um único ponto gastronômico, o Viena. Hoje são 46 lojas de alimentação.

Anos 90

Os shoppings deixam de ser apenas centros de consumo e viram complexos comunitários. Ganham lojas de serviço, como farmácias, cabeleireiros, bancos e correios. Um bom exemplo dessa mudança de conceito é a expansão do BarraShopping, em 1994, quando ele ganhou um centro médico e o Mercado da Praça XV, versão chique da feira de rua. A arquitetura também muda. Os corredores ficam mais claros, com pé-direito alto e clarabóias. O entretenimento ganha enorme valorização, e as praças de alimentação têm cada vez mais opções.

Anos 2000

Os shoppings buscam malls mais arejados, luz natural e investem em paisagismo. O ideal é misturar consumo, serviço e lazer. Passa a ser imprescindível dispor de cinemas, e os shoppings ganham até universidades e academia de ginástica. Nesse período surgem vários shoppings de vizinhança, como o Barra Garden e o Barra Square, e alguns deles passam a focar suas ações numa classe social específica, a exemplo do sofisticado Fashion Mall. Também surgem complexos com a circulação ao ar livre, a exemplo do Downtown, na Barra.

O Futuro

O shopping tradicional vai se tornar uma minicidade, cada vez mais abrangente. É uma tendência eles ganharem áreas abertas, que mesclem consumo, trabalho e, em alguns casos, até moradia. Também estão previstos shoppings segmentados por estilo de vida: com lojas e atividades de esporte ou voltados exclusivamente para a área cultural.

     
  
   

 

 
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